quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Com piada!!

P: Porque é que Deus fez os benfiquistas mal-cheirosos?
R: Para que os cegos também se pudessem rir deles.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

A minha lista de presentes

Querido Pai Natal...

1 - que o Benfica passe para a segunda divisão
2 - que seja também eliminado da taça de portugal, e não passe à próxima fase da liga Europa
3 - que traga mais 3 presentes para: a minha mãe, o meu pai e a minha irmã e escreva lá que vêm da minha parte que eu esqueci - me de lhos comprar
4 - uma ida ao porto para ver o próximo clássico entre a equipa da casa e o slb

Ana Nunes

Para ti o que é o slb?

É como o canal de tv RTP Memoria..)), mas com uma diferença..., a RTP passa exitos dos anos 80-90. Os exitos do benfica sao de 60. ..mais um tempinho e ja sao centenarios...

Ah! Eu fartei - me de rir com esta

COMO SE FAZ UM POLÍTICO: UMA DOSE DE FALTA DE CARÁCTER; UMA DOSE DE GANÂNCIA; UMA DOSE DE MENTIRA; UMA PITADA DE M****. OBS: NÃO EXAGERAR NA M**** SENÃO SAI UM BENFIQUISTA

Dividas

Benfica, FC Porto e Sporting devem mais de 632 milhões euros
As Sociedades Anónimas Desportivas (SAD) dos três "grandes" devem no total mais de 632 milhões de euros. O Benfica é o clube mais endividado com um passivo de 340 milhões de euros, enquanto o FC Porto deve 148,7 milhões e o Sporting 142,8 milhões.

Estes são os resultados divulgados pelas três SAD no final do primeiro semestre do exercício 2009/2010, conforme apurou o jornal Correio da Manhã. Nesse período o FC Porto foi o único a apresentar resultados positivos com lucros de 19,6 milhões de euros para os quais muito contribuíram as vendas de Lisandro Lopez e Aly Cissokho para o Lyon e de Lucho González para o Marselha.

O Sporting apresentou um prejuízo de 7,8 milhões, enquanto o Benfica registou 14,8 milhões negativos.

Jorge Jesus

‎..............................Mas quem é esse jesus......................
..............Ah já sei quem é............. É o que ia ganhar a champions...

Natal

Hoje é a véspera de Natal. Cá por casa a árvore está cheia de presentes, para toda a família. A ementa é surpresa, mas conto com algo digno do dia em que estamos. Antes da meia noite é altura de abrir os presentes. De seguida os cristãos vão à missa do galo. Depois é chegada a altura da ceia, que desde que me lembro tem sido sempre camarões com pão torrado. Finalmente é chegada a hora de ir dormir e para os que adoram estar acordados até tarde como eu, à sempre uma boa quantia de filmes.
A todos um Feliz Natal e votos de um bom ano novo.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Piores Momentos Futebolísticos de 2010

Como o ano está prestes a acabar pensei relembrar algumas coisas dispensáveis no grande mundo do futebol em portugal no ano de 2010. Não os vou pôr por ordem de importância ou falta dela, vou os pôr à medida de que me vou lembrando.

1 - Benfica terminou alegado boicote
Dois meses depois, o que mudou? Nada. É o resultado da mais infeliz ideia de 2010.

2 - Benfica-Rio Ave: devia ser sempre assim
Um jogo sem cartaz que acabou por ser dos melhores: o único jogo com duas equipas. O Benfica de alma e corpo presente.

3 - «Sporting está a ter aquilo que merece» lança-se um jogador e esse mesmo jogador já não dá valor ao que o Sporting fez.

4 - A arbitragem: Nem sempre a arbitragem tem culpa mas muitas vezes tem. É de assinalar os três empates do FC Porto, primeiro contra o Besiktas em que foi conseguido um milagre: conseguiram tirar a bola de dentro da baliza, sejamos francos, anularam o golo do porto embora a bola já estivesse dentro da baliza (as televisões e repetições do "golo" comprovam). O FCP - SCP (não querendo de modo algum tirar mérito ao Sporting), o golo do SCP estava em fora de jogo. O SCP - L'OSC no qual a mão de Liedson ajudou a bola a entrar. O Vitória de Guimarães foi beneficiado na maioria dos seus jogos, senão em todos mesmo. No Mundial da África do Sul: o golo da Espanha a Portugal estava em fora de jogo, o que provocou a expulsão de Portugal do Mundial, e levou a Espanha ao lugar mais alto do pódio. E o jogo amigável para promover a candidatura ibérica ao mundial de 2018, no qual o golo do CR7 foi anulado, pelo toque de Nani, mesmo depois de a bola já estar na baliza.

5 - Carlos Queiroz e Cristiano Ronaldo que não mostraram grande interesse pelo mundial.
video

6 - «Queria era andar lá em cima, aí não me importava nada em falar de prendas!»
Taça de Portugal: Benfica-Sp. Braga, 2-0 - Domingos Paciência alega que a falta de qualidade no jogo bracarense, se deve à entrada da equipa para competições europeias, logo mais pressão, juntamente com as lesões e as expulsões. Neste mundo do futebol é preciso aguentar toda esta pressão, é para isso que os jogadores, levam tanto tempo a preparar - se antes de entrarem para clubes profissionais.

7 - Jesus: «Não quero pôr a cabeça na areia e dizer que está tudo bem»
O Benfica anda pessimamente e nunca esteve tão perto de ser eliminado de todas as competições. O adeus à liga dos campeões foi o primeiro lampejo de que a desgraça se iria abater sobre a equipa. Jamais alguma equipa na Liga dos Campeões dominou tanto, teve tantos remates (24 contra 10), tamanha avalanche de cantos (21 contra 2) e... perdeu por 3-0. Aconteceu ao Benfica. Ficou então dependente de jogos de terceiros, e vio a continuação na liga Europa por um fio. Sim, esta é a mesma equipa que no ano transacto se mostrava demolidora nesse capítulo de jogo. Agora, treme por todos os lados a defender e mostra-se patética no ataque.

8 - A candidatura ao mundial que não serviu para promover Portugal, mas para mostrar que é um país pequeno.

9 - O reduzido número de futebolistas formados em Portugal que conseguem chegar aos plantéis da Liga.

10 - A maçã podre. Bettencourt no seu dia negro em relação ao ex - jogador do Sporting, João Moutinho.

11 - Roberto, a desgraça do Benfica. Sim, é verdade que o Roberto foi um mau guarda - redes. Não, é mentira o Roberto não foi a desgraça do Benfica.

12 - Adeptos crucificam Encarnados. É mau, é terrível, e ainda se dizem bons adeptos. Quando Jesus levou o Benfica ao pódio, todos disserem que ele era o melhor treinador, e o SLB a melhor equipa, pois bem, agora se vê. O Benfica está na lama, e os adeptos não os ajudam a sair de lá, pelo contrário, ainda os enterram mais.

Mas nem tudo é mau: o FC Porto continua sendo uma capital do bom futebol e a recolher muitos elogios do rivais europeus.
Recorde os elogios feitos ao F.C. Porto esta época:

«O F.C. Porto é a equipa mais técnica da Europa, a seguir ao Barcelona», Gjore Jovanovski (ex-treinador do CSKA Sófia)

«F.C. Porto é uma fábrica de futebol», Bernd Schuster (treinador do Besiktas)

«F.C. Porto é um mini-Barcelona», Peter Pacult (treinador do Rapid Viena)

«F.C. Porto tem um estilo de jogo próximo do Barcelona», Hristov (treinador do CSKA Sófia)

«Vilas - Boas é o gémeo de Mourinho» (Record)

José Mourinho é o melhor treinador, e está na frente de uma excelente equipa.
O melhor golo da Liga Europa vem de uma equipa portuguesa, o FC Porto e é do avançado Falcao, que se qualificou ainda à frente de Messi. E o jogo Portugal - Espanha, no qual Portugal ganhou 5 - 0 à campeã mundial. E claro o recorde invejável do FC Porto de jogos seguidos sem perder, será que também ganham ao Sevilha?

Ana Nunes
Agora não digam mal, que isto deu - me muito trabalho a escrever.

Mourinho: todas as fichas, contra todas as probabilidades. Sozinho? Não, ao lado de quem interessa.


Mourinho parece sozinho em Madrid...
...mas acho que nunca esteve tão bem acompanhado
.

Competição natalícia entre Piqué e Puyol


A poucos dias do Natal, a competição pela melhor árvore de Natal está muito renhida no Twitter. Os jogadores do Barcelona Gerard Piqué e Carles Puyol têm trocado impressões sobre a árvore que cada um enfeitou e não chegaram a um consenso sobre a mais bonita.

“Que pobrezinha, não? Esta noite ficará pronta?”, disse o capitão culé, de 32 anos, num comentário à árvore de Piqué, de 23 (na foto), que lhe respondeu prontamente: “Talvez seja porque não tenho a sorte de ter a Malena Costa [namorada de Puyol] para me ajudar.” (RECORD)

PS: A árvore de natal da fotografia não é a de nenhum deles, é a do avançado portista Radamel Falcao Garcia.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

APAF - Mulheres ao Poder


Ana Paula Teixeira, a revolução no mundo da arbitragem.

O que fazer no Natal?

Com a chegada das férias de Natal, de 20 a 31 de Dezembro, o Oceanário de Lisboa apresenta um programa recheado de atividades temáticas e educativas mas também com a promessa de muita diversão.
Através do programa "Férias debaixo de água", o Oceanário dá a conhecer alguns dos mistérios dos oceanos e sensibiliza os mais novos para a importância da conservação da natureza.
Em cinco dias temáticos, a natureza, os anfíbios, os tubarões, os aquaristas e as lontras vão fazer com que estas férias de Natal sejam inesquecíveis.

Arrancou também, esta segunda-feira, o VII Campus Dragon Force, em plena época natalícia. Os jovens dos seis aos 14 anos, de ambos os sexos, têm ao seu dispor um programa com treinos, jogos e actividades didácticas, no Vitalis Park. As inscrições para a segunda semana do Campus, entre 27 e 30 de Dezembro, ainda estão abertas, até dia 23, na Loja do Associado.

O Campus decorre entre as 9h00 e as 18h30, sendo que os jovens vão ter oportunidade de aprender alguns truques ao lado dos seus futebolistas favoritos. Nesta primeira semana, estão previstos «clinics» com Castro e Ukra, do plantel principal dos Dragões, e com o antigo jogador Rui Barros, que agora colabora com o departamento de scouting.

Na segunda semana, decorrem «clinics» com Capucho (treinador dos sub-17), um jogador do plantel sénior e futebolistas dos sub-19 e sub-17. O programa inclui ainda uma visita ao Centro de Treinos do FC Porto. Os participantes terão direito a três refeições diárias (fruta e água de manhã, almoço e lanche na parte de tarde) e a uma t-shirt alusiva ao evento.

Visita número 1000000

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Calendário 2011


Clique na imagem para ampliar.

Chegaram as Férias

As férias chegaram mas não pára de chover e o campo está alagado. Além disso, depois da vitória na Mata Real, o plantel do FC Porto vai iniciar um período de férias natalícias que se prolongam até ao próximo dia 28.
Não há nada para fazer nas férias, a não ser ficar em casa, a ver TV deitada no quentinho e conforto do sofá, ou a navegar na Internet. O Natal está a chegar e por aqui não vai cair neve, pelo menos digna desse nome. Não temos TPC para férias, tirando um trabalho de pesquisa e uma maqueta sobre Saturno, para Físico - Química. Como se toda a gente não soubesse que as raparigas são de Saturno e os rapazes são de Júpiter.
Visitem o blog da turma: http://ebimourao7alp.blogspot.com/
A todos os visitantes desejo um Natal Magico e um Feliz Ano Novo.
Beijinhos


domingo, 19 de dezembro de 2010

Futebol

O futebol não é apenas um desporto, é paixão, magia, tragédia, beleza, orgulho e emoção.

Fc Porto vs CSKA Sófia

Não tive tempo de cá vir, mas como todos sabem o FC Porto, ganhou o jogo frente ao CSKA Sófia, para a Liga Europa, só para cumprir com o calendário, porque o CSKA, já estava eliminado dessa competição. Foi 3 - 1, nada de especial. James, Walter e Otamendi, jogaram bem, Falcao não estava nos seus dias, mas fez um bom pontapé de bicicleta. O Porto soma e segue.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

André Villas - Boas

O que achou da nota 2,2 dada a Elmano Santos?
Os dois penáltis foram bem marcados e não ouvi o apito no primeiro penálti do V. Setúbal. Se me querem chamar cego, chamem-me cego. Será que esta arbitragem foi pior que a do Jorge Sousa em Alvalade?

Ps: Jorge Sousa é alvo de várias criticas não só pelo FC. Porto vs Sporting, mas por muitas mais arbitragens duvidosas.

A MAGIA TEM FIM

F.C. Porto e a herança sublinhada
Recorde de 34 jogos sem perder salienta o excelente momento
Por Luís Sobral

O novo recorde de jogos sem perder é apenas mais uma oportunidade de salientar o excelente momento que o F,C. Porto atravessa. Até porque estamos a falar de partidas disputadas em competições diferentes e em fases distintas.

Mas este número (34 jogos sem perder) é também uma oportunidade para sublinhar a boa herança que André Villas-Boas recebeu de Jesualdo Ferreira. Jogadores de qualidade, uma organização, regras claras e até dinheiro para gastar.

Foi neste banco que o jovem treinador do F.C. Porto se sentou quando 2010/11 começou. Não quero com isto dizer que o trabalho realizado desde então é simples. Nem pouco mais ou menos. Significa apenas que André Villas-Boas não foi obrigado a enfrentar uma clube e uma equipa necessitados de uma revolução. Bem pelo contrário.

Até pro ser verdade, ficou bem a André Villas-Boas lembrar a boa herança que recebeu de Jesualdo Ferreira. Uma declaração que fica bem ao técnico portista e demonstra humildade.

Villas-Boas bateu um recorde de Mourinho que... «era mágico»
F.C. Porto-Juv. Évora, 4-0 (reportagem)
Por Sérgio Pereira

Este sábado trouxe um novo máximo ao F.C. Porto: a partir de agora o recorde a bater é, até ver, de 34 jogos de invencibilidade. Mérito de André Villas-Boas e Jesualdo Ferreira que, juntos, conseguiram fazer melhor que tinha feito José Mourinho em 2004. André Villas-Boas fez questão, aliás, de lembrar o antecessor na hora de celebrar. «Este recorde deve-se em muito a Jesualdo Ferreira e ao que ele deixou aqui», disse.

Para trás fica o máximo estabelecido por José Mourinho entre 5 de Outubro de 2003 e 28 de Março de 2004: um total de 33 jogos sem perder. Jesualdo Ferreira somou dez vitórias consecutivas na parte final da última época, Villas-Boas acrescentou-lhe 21 vitórias e três empates, pelo que aí está o novo máximo. «São 34 jogos sem conhecer o sabor da derrota e essa é uma marca que nos orgulha», referiu André Villas-Boas.

«Todos os jogadores estiveram à altura das exigências. Todos se empenharam e temos orgulho no percurso que estamos a fazer. A série anterior é uma série mágica, conseguida pelo José Mourinho, esta também é mágica, claro, mas não nos chega. Nós queremos continuar sem perder, mas queremos sobretudo conseguir juntar a esta marca bonita títulos para o clube», sublinhou o técnico após o triunfo sobre o Juv. Évora.

«Foi um jogo conseguido, podia ter havido mais golos porque fizemos muitos remates à baliza. O Juv. Évora mostrou-se bem organizado, conseguiu sair bem em posse de bola, mas o F.C. Porto foi superior, criou muitas oportunidades e podia ter feito um resultado mais volumoso. Nesta altura faltam dois jogos para alcançarmos o objectivo definido de chegarmos ao final do ano sem derrotas e vamos atrás dele», finalizou o técnico.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

FC Porto - Juv. Evora

O meu querido FC Porto voltou a ganhar e bateu o recorde do Mourinho "jogos sem perder". 34! Desta vez foi contra a equipa do meu distrito Évora.Não foi 9 - 1, mas sim 4 - 0.
Não foi Jardel, mas James tentou .

Um osso, um frigorífico e três campeões do mundo «pegados»

Piqué e Fabregas massacram Puyol numa rede social
Por Redacção com PJC

Não é só Radamel Falcao que está rendido aos encantos do Twitter. Em Espanha a rede social está devidamente implantada no plantel do Barcelona, por exemplo. Os mais activos são Gerard Piqué e Carles Puyol. Desde a passada quarta-feira, os dois defesas não param de se provocar mutuamente e alguns momentos são dignos de uma série de comédia. Cesc Fabregas também vai aparecendo a meter a foice em seara alheia.

Registe-se e comente em tempo real no Maisfutebol!

«Esse rapaz tem o frigorífico mais vazio do mundo!», escreveu Piqué, depois de um jantar em casa de Puyol. Fabregas deu ainda mais eco à acusação. «Na última vez que dormi em casa do Puyol não havia nada no frigorífico. Nem sequer móveis!»

O capitão blaugrana é o alvo preferido de Piqué. Há poucos dias, o central colocou uma foto de Puyol com a cara tapada por um lenço e uma pergunta a acompanhar: «Alguém sabe quem ele é?»

Puyol lá se fartou e publicou este sábado a vingança. Mostrou uma foto de um prato com um osso devidamente descarnado e escreveu: «Piqué já tenho o jantar pronto. Não te atrases que vai ficar frio.» Cesc também não se ficou a rir. «Este é o prato do Fabregas. Se se atrasar vou dá-lo ao meu cão.»

E assim se vive no mundo virtual dos campeões do mundo.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

I Love the World

Por mim e por ti, se sabemos que não conseguimos mais, tentamos.
Se não basta trocar olhares, palavras...tentamos.
Se tu me amas e eu te amo, porque não tentamos?
Bjx World

Falcao: três em um

Um ponta-de-lança para todo o terreno
Por Luís Sobral

Os três golos da Áustria sintetizam o que é Falcao, o ponta-de-lança do F.C. Porto.

1. No primeiro, há um momento decisivo. Depois de passar o defesa, quando entra na área, o colombiano perde de repente o enquadramento desejado com a bola. O guarda-redes está a sair, é preciso decidir naquele instante e Falcao acaba por fazer um remate em esforço, improvisando ali uma solução. É uma das suas características técnicas, ser pouco clássico nas formas que encontra, em circunstâncias de aperto, para finalizar.

2. O segundo golo dá-nos a outra dimensão de Falcao: intuição e velocidade de reacção na área. No instante do cruzamento de Hulk, o defesa continua a sua trajectória rumo à baliza. O colombiano até começa esta história atrás do austríaco, mas sente que o guarda-redes pode não ser capaz de agarrar a bola e na respiração seguinte já está a festejar.

3. O último golo é o melhor. O movimento é óptimo, mas o que define é a maneira como o colombiano, no fim de um jogo disputado na neve, tem a frieza para «picar» a bola sobre o guarda-redes. O futebol está sempre a ensinar-nos que ter técnica não é fintar dez adversários em poucos metros, mas sim descobrir a chave do problema quando ele se põe. Até porque muitas vezes só existe uma forma de fazer bem e encontrá-la faz toda a diferença. Como neste admirável golo.

Se pensarmos nas qualidades que fazem um grande ponta-de-lança, provavelmente Falcao não aparecerá no top 10 em nenhuma delas. Mas o conjunto é muito forte, até porque o colombiano não tem propriamente um ponto fraco.

Porque se deve fazer logout no Twitter? Wilshere explica...e goza!


Médio inglês encheu Twitter de Szczesny com mensagens em tom de gozo
Por Redacção com JTF

Uma das regras básicas do uso de computadores partilhados é fazer sempre logout quando se utiliza alguma plataforma de carácter pessoal, como o Twitter. Para o polaco Wojciech Szczesny, guarda-redes do Arsenal, a regra deve ser, agora, sempre lembrada.

O colega de equipa Jack Wilshere aproveitou um descuido do guardião para entrar na sua página e...aproveitar o momento.

«Sou gay e o Jack Wilshere é o melhor jogador do Arsenal», podia ler-se no Twitter de Szczesny.

O guarda-redes notou, escreveu uma mensagem a esclarecer, mas...não aprendeu a lição. Horas mais tarde, Wilshere voltou a atacar: «Ainda sou gay. E sou tão fraco!». Será que aprendeu à terceira?

F.C. Porto-V. Setúbal, 1-0 (crónica)

Líder escapou ao castigo máximo numa noite de dolce fare niente
Por Vítor Hugo Alvarenga

Dolce fare niente, o F.C. Porto de pijama e pantufas numa noite caseira, um visitante chato que ameaçou estragar a noite. Os dragões contentaram-se com uma refeição ligeira, entrega ao domicílio, sem imaginar o risco de indigestão. Hulk marcou o seu castigo máximo (1-0), Jaílson atirou para o céu e motivou o maior festejo da noite.

O Vitória esteve em jogo até ao final, não quebrou com uma grande penalidade duvidosa e espreitou o empate com outra. Elmano Santos mandou o sadino repetir, à segunda nem acertou na baliza, Jaílson disparatou e o Dragão, cansado pela noite europeia, agradeceu.

As trombas de água deste início de Dezembro puxam para o aconchego, lareira acesa, chocolate quente, dormência sob um longo cobertor. Os adeptos do F.C. Porto trocaram o estádio pelo sofá. O líder da Liga sentiu-se tentado a fazer o mesmo.

O V. Setúbal lançou o engodo. Com jogo lento, repleto de trocas de bola, passes curtos a aconselhar uma desaceleração generalizada. Algo como o cobertor que nos envolve, desaconselha movimentos bruscos, promete levar-nos pela noite fora, sem sobressaltos, com contínua sensação de conforto.

Chegar a casa para o conforto

À meia-hora, os homens de André Villas-Boas pareciam convencidos. O Vitória atacava pouco ou nada, recebia a bola e circulava sem subir, perdia a bola e fechava-se em concha.

O F.C. Porto, que até chegara a casa com entusiasmo, deixou-se vencer pela inércia e acomodou-se. Ocupou o sofá e limitou-se a esperar, a longa espera por um momento de real entusiasmo numa noite fria.

Rodriguez, esforçado, viu Diego voar para lhe negar um golo feito. Antes, já o redes do Vitória defendera uma bola de Guarín. E mais outra de Moutinho, cada vez maior.

Tudo isto, compilado, parece suficiente. 19 mil almas, numa das piores assistências do Dragão, esperavam mais. Esperaram, esperaram, foram esperando até ao minuto 40, quando a trave devolveu o remate de Belluschi e anunciou o golo inaugural.

Escrever certo por linhas tortas

O F.C. Porto escreveu certo por linhas tortas. Não acreditou na lesão de Bruno Gallo e subiu pelo flanco direito, apesar de contínuos apelos para colocar a bola fora. Fucile chegou onde queria e cruzou para a área, onde Collin embrulhou-se com Falcao e viu Elmano Santos apontar para a marcar.

Dúvidas no castigo máximo, muitas dúvidas, que nem a fidedigna televisão permite esclarecer. O árbitro, bem colocado por sinal, não hesitou. Hulk, o goleador-mor da Liga, também não. O bravo Diego, belo guarda-redes, esticou-se sem evitar a desvantagem sadina.

Zeca a ameaçar o final do filme

O Vitória regressou das cabines com «score» negativo e cara nova: Gallo estava mesmo lesionado e ficou no banho. Zeca entrou para dar o primeiro aviso a Helton: acabara-se a trégua. Cristian Rodriguez ainda ameaçou o 2-0 antes de quebrar, Pitbull provou que foi incompreendido com uma exibição ameaçadora.

Com hora de jogo, ninguém garantia o final do filme. O F.C. Porto aceitava humildemente defender, como a equipa sadina fizera durante largos períodos. 20 remates depois, vantagem mínima no marcador.

André Villas-Boas, algures na bancada do Dragão a cumprir castigo, repetia a mensagem: é preciso vencer até ao Natal. A cada aviso do Vitória, o Porto levanta-se do sofá. Abria a pestana sem acordar de vez. Adormeceu antes do tempo e arriscou. Arriscou demasiado, vendo Elmano Santos descortinar mais um castigo pouco consensual.

Minuto 89, pânico no Dragão. Henrique queria marcar, tinha sido ele a ganhar a falta. Jaílson disse que não, a bola era sua. Paradinha com jogo parado, golo. Golo? Não, repetição. O árbitro ordenou novo remate, o sadino anuiu e encheu o pé. Tanto que a bola só parou nas bancadas, mais vibrantes que nunca. Prenda antecipada para o líder.

sábado, 4 de dezembro de 2010

O que diz Falcao?

«Trouxe comigo a bola de Viena, depois mostro-a, vai para um museu»
A frase é de Falcao, depois do hat trick
Por Redacção

Radamel Falcao foi a grande figura do F.C. Porto em Viena, um palco mítico para os «dragões». Depois do «hat trick» sobre a neve, o avançado contou que levou para casa a bola do jogo.

«Trouxe a bola do jogo, depois mostro-a, vai para um museu», escreveu o colombiano no seu Twitter. «Que bom jogo do F.C. Porto, a equipa jogou muito bem. Jogar na neve foi difícil, porque não sentíamos os pés. Estamos felizes!!», contou ainda.

"FC Porto foi mais forte e mais feliz"

"Considerando a história até meio da segunda parte, o empate era um resultado justo, mas eles foram mais fortes e mais felizes". Peter Pacult resumiu assim um jogo que até começou bem para o Rapid de Viena. Foi-lhe sugerido que a limpeza do relvado, ao intervalo, ajudara na recuperação portista, mas o treinador rejeitou a ideia: "O problema foi cometermos erros de amador. Se nos podemos queixar de alguma coisa, é de recebermos demasiado bem." Os austríacos levaram desta partida os elogios do vencedor - André Villas-Boas tornou público o interesse em seguir alguns jogadores -, e uma lição sobre a importância do detalhe: "Ganhou a equipa mais experiente. Nós aproveitámos para ganhar rotina e aprender que, com adversários deste nível, os detalhes são decisivos".

Um matador frio em noite de gelo

Falcao já tem um lugar especial na história do FC Porto. É incontornável. Desta vez, o colombiano tratou de escolher um palco recheado de boas memórias para marcar o primeiro hat trick desde que está em Portugal. Foram três golos únicos e capazes de revelar o melhor de Falcao: aquele instinto matador que só ele parece ter. Mas há mais; Viena assinalou o golo 50 do colombiano com a camisola do FC Porto (e também o 51 assim que completou o "hat trick") e transportou-o até ao topo da lista de melhores marcadores da Liga Europa, onde já festejou por sete vezes só na fase de grupos, tendo ainda mais um ao Genk. Falcao assinou, ainda, cinco golos marcados pelo FC Porto nos últimos... três jogos. Melhor era impossível e, em Viena, Falcao escreveu mais um capítulo de uma ligação que promete ficar para a eternidade.

Podem confiar nas mulheres?

Quem pode confiar em alguém que perde sangue durante 5 dias e não morre?

Poema

O inferno é vermelho,
o Céu é azul!
Há Anjos a Norte,
demónios ao sul.
Os Anjos são bons,
mas não são anjinhos...
os demónios, coitados,
são só diabinhos.
A guerra está aberta,
só um pode vencer,
eles jogam nos bastidores,
nós no campo até morrer.
Por mais calabotes que nasçam,
por mais apitos que inventem,
por mais queixinhas que façam,
Por mais que se lamentem...
Não querem regionalizar,
para não perder o poder,
o poder de controlar,
sem nunca nada vencer...
São burros estes demónios,
só se preocupam em distrair,
com tanto poder que tem,
passam a vida a fugir...
Se a Capital fosse a Norte,
se o poder fosse do bem,
O Porto continuava forte,
E o sul igual, com ninguém...
Longa vida aos demónios,
assistam às nossas glórias,
Gozem as vossas derrotas,
Nós sempre teremos vitórias!

Contra tudo e contra todos

FC Porto vs Rapid de Viena



Motivo de escolha do titulo

O Titulo chama - se "Os Invisíveis" por causa da colecção com o mesmo nome de Álvaro de Magalhães.
"Os Invisíveis" é uma série juvenil que tem o futebol no centro da sua acção: os grandes jogos e os momentos de exaltação colectiva, mais os seus bastidores, o que se passa nos treinos, nos balneários, na vida privada dos craques (Hulk, Helton, Cardozo, Saviola e Liedson comparecem nas três primeiras histórias), e também o que se passa nas suas zonas mais escuras e mal frequentadas.
Os protagonistas principais são três jovens "Invisíveis" (assim chamados por nunca se darem a ver), um de cada um dos nossos três maiores clubes (FC Porto, Benfica e Sporting), e que agem por conta de uma organização internacional que investiga os ditos ficheiros secretos do futebol.
Esses "Invisíveis" têm entre 14 e 16 anos (altura em que devem ceder o seu lugar). As suas acções caracterizam-se pela discrição e a eficácia, os seus recursos são a argúcia, a arte do disfarce e a mais avançada nanotecnologia, nomeadamente um telemóvel de sonho, que executa as funções mais improváveis.
É certo que esta série tocará fundo em todos os jovens adeptos do futebol. Porém, dada a qualidade dos enredos e o modo como eles articulam o jogo com a vida, integrando aspectos da problemática adolescente, como, por exemplo, a turbulência de outras paixões (as quais, frequentemente, colidem com a paixão pelo futebol).

As raparigas boas vão para o céu, as más vão para todo o lado

Partamos deste pressuposto: se por um lado, as boas raparigas - cujos objectivos pessoais residem na realização pessoal e profissional dos outros, garantem o seu lugar no céu, já que em vida descuidaram de existir como mulheres e contentaram-se com uma felicidade medíocre ; por outro lado, as más - aquelas que investem na autonomia feminina; que se libertam para o êxito a todos os níveis e sentem verdadeiro prazer em vencer; que usam as virtudes femininas da resistência e tenacidade para ultrapassar os obstáculos impostos por juízos de valor socio-psicológicos; que se afirmam, sem medo algum de enfrentar a agressividade alheia e recorrendo à própria como fonte de energia, no fundo, aquelas que são bem sucedidas nos seus empreendimentos, bom, essas chegam a qualquer lado.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Relembrando uma vitória histórica para Portugal





Mundial 2010: Portugal-Coreia do Norte, 7-0 (crónica)
TUDO VALE A PENA SE A ALMA NÃO É PEQUENA

Portugal não gosta de jogar sob brasas. Ninguém deve gostar, aliás. Sempre que é favorito, encontrando equipas de menor qualidade, a selecção nacional tem tendência para se apagar, deixar-se ir na onda adversária, caindo nas teias que os rivais procuram lançar para impedir os seus avanços. Frente à Coreia do Norte, uma selecção frágil mas que estivera bem ante o Brasil, não havia volta dar: Portugal tinha mesmo, para se manter vivo, que vencer. Tremeu no início, acalmou com um golo de Raúl Meireles, o talismã decisivo, e embalou para um resultado histórico. Com naturalidade, marcou o segundo, o terceiro e o sétimo - sim, foram sete! - golos. As tormentas ficaram para trás. De vez? A exibição, pelo menos, convenceu: Raúl emergiu, Tiago deslizou pelo relvado, Fábio Coentrão explodiu.

Imagine-se a jogar contra um muro. Tenta, circula, encontra alternativas e o resultado é sempre o mesmo. Nunca consegue furar a barreira que tem à frente. A bola bate, vem para trás, recomeça-se o ciclo. Efeitos é que nada. Contra a Costa do Marfim, mesmo sem ser realmente incisivo, o jogo de Portugal foi isso. Com a Coreia do Norte, um adversário sem expressão e sem os gigantes costa-marfinenes, não seria muito diferente. Os coreanos defenderiam, Portugal atacaria, a resistência da muralha ditaria a sorte. Nestes casos, sempre que uma equipa quer marcar e outra quer defender, o tempo costuma ser decisivo. Diz-se, até, que o primeiro golo é o que custa mais. Depois daí, quando o caminho estiver aberto, será mais fácil. Chegar cedo à vantagem é a primeira premissa para o sucesso. Depois resta colocar em prática o talento.

A única diferença é que este é um muro activo. A Coreia do Norte, pelo que demonstrara com o Brasil ao colocar-se em bicos de pés perante o papão brasileiro, reclamou algum protagonismo. É uma selecção frágil e bem abaixo dos outros adversários do grupo. Isso é aceite. Mas não significa que, só por ser o patinho feio, não tenha as suas armas. Num dia bom, de inspiração, pode surpreender. O perigo para Portugal, num jogo de vitória obrigatória, estava precisamente no desconhecimento da selecção asiática, algo que poderia ser um mau início. Apesar de todas as preocupações defensivas, colocando-se em alerta máximo para travar a progressão portuguesa, a Coreia do Norte pretendia também aventurar-se no ataque. Mostrar que não era um mero figurante. Tae Sae e Pak Nam Shol assustaram Eduardo. Não seriam favas contadas.

RAÚL, ABRES A ENCOMENDA?

Portugal começara bem: a cabeçada de Ricardo Carvalho esbarrou no poste. Mas sem ser muito pressionante, falhando passes, a selecção portuguesa concedeu espaço para os avanços norte-coreanos. Chegou a tremer, com o fantasma do último jogo na memória, não marcando o seu território. A diferença havia de ser feita pela qualidade individual. E, aí, não restam dúvidas de que Portugal ganha de goleada. Raúl Meireles é um jogador que trabalha na sombra, nunca chegando ao estatuto de maior estrela, joga com afinco e cumpre o que lhe é pedido. Está lá sempre, por vezes algo escondido, conseguindo emergir nos momentos decisivos. Em Zenica, frente à Bósnia, carimbou a passagem para o Mundial. Com a Coreia repetiu-o: soltou-se, entrou na área, recebeu um passe soberbo de Tiago e fuzilou. Apareceu à socapa para quebrar o nulo.

O primeiro golo, o que se dizia ser o mais difícil, estava feito à meia-hora. Portugal encontrara uma brecha na defesa norte-coreana e marcara. Em vantagem, a selecção portuguesa ficou como gosta. Soltara-se das amarras, da pressão, poderia jogar a toda a largura, com tranquilidade, na busca de mais golos. Marcar mais, neste fase de grupos, pode ser crucial. A Coreia já demonstrara fragilidades e tinham de ser exploradas. Já sem a ânsia de marcar, de impedir que o nulo se prolongasse, entrando numa fase de ansiedade. Havia que manter o mesmo ritmo, a mesma intenção, sem baixar a guarda. Ficara bem visível que a Coreia não se iria desfazer das suas ideias, não arriscaria muito nem abriria mão das suas cautelas. Raúl Meireles, de novo aparecendo na área de Ri Myong Guk, falhou o segundo. Seria ouro.

UMA COREIA À MERCÊ DA FÚRIA PORTUGUESA

Kim Jong Hun teria que fazer algo mais. Chegara ao intervalo a perder. A sua Coreia do Norte tivera um início auspicioso, com algumas situações incómodas para Portugal, mas acabara por ficar submersa. O golo de Raúl Meireles quebrara os coreanos. Importava, por isso, procurar algo mais, ser mais expedito. Portugal não o permitiu. Entrou determinado, ambicioso, diabólico. Em sete minutos, com uma intensidade ofensiva altíssima, jogando bem, mostrando enfim a sua técnica, a selecção portuguesa matou as aspirações coreanas. Tudo correu às mil maravilhas. Simão marcou assistido por Raúl Meireles, novamente jogando em profundidade, nas costas da ingénua defesa da Coreia do Norte. Hugo Almeida e Tiago, em cima da hora de jogo, engordaram o resultado. Com naturalidade. Firmando as diferenças entre as duas equipas.

A Coreia do Norte, a partir do quarto golo, acenou a bandeirinha branca. Rendera-se, estava entregue. Já perdera a razão, restava o coração. Esperava por clemência. Não a teve. Nem poderia, porque, como se disse, os golos poderão decidir as contas do apuramento. Hiper-moralizado, com o tudo a seu favor e sempre encontrando espaço para progredir, Portugal quis ainda mais. Estava confortável, jogando bem, imperial sobre o relvado. A finalização, tantas vezes uma maldita dor de cabeça, mantinha-se com uma percentagem categórica. Faltava Cristiano Ronaldo. O avançado do Real Madrid assistira Tiago para o quarto golo, mas continuava a faltar-lhe marcar. Tentou-o. Correu, fintou, entrou na área. Não conseguiu. Acertou, de novo, nos ferros da baliza contrária, como no jogo de estreia. Estava guardado para o final.

Antes disso, porém, houve ainda Liedson. O Levezinho foi suplente, cedendo o seu lugar a Hugo Almeida, que respondeu com um golo, mas entraria. Era um bom momento para se reencontrar com os golos. Foi por seu intermédio que surgiu o quinto tento português. Uma mão-cheia, tudo óptimo, tudo nos conformes. Ronaldo lá continuava a tentar. Meneia a cabeça, sorri, nada feito. Mas a sorte, antes de costas voltadas, havia de estar com ele: isolou-se, tentou passar pelo guarda-redes Ri, foi travado, a bola saltou-lhe para o pescoço, deslizou e caiu no pé. Golo numa baliza deserta. Não estivera muito em jogo, demonstrara dificuldades, mas ganhara no final. Para terminar, fixando um resultado histórico, Tiago, de cabeça, bisou. Sete golos, moral em alta, passo importante rumo aos oitavos-de-final. O Mundial começou agora, Portugal!

Quando um super-clássico se transforma em super-goleada

Real Madrid: e se não for apenas uma noite má?

Por Luís Sobral

Disse Mourinho, depois do 0-5: «Fiquei desiludido porque esperava muito mais. Os jogadores também esperavam jogar muito mais».

Dito por outro treinador, faria sentido. Ia jogar com o Barcelona, não alterou a sua equipa, esperou que ela fosse capaz de contrariar o adversário, até ganhar-lhe. E no final perdeu por 5-0. Dito por Mourinho, é estranho.

Há duas hipóteses. Ou Mourinho de facto se enganou (redondamente...) sobre a capacidade da sua equipa e isso é insólito (também nunca tinha perdido por 0-5). Ou achou que não havia volta a dar depois das primeiras semanas de bom trabalho e tinha de ir a Barcelona jogar «à Real Madrid» ou pelo menos morrer a tentar, como nos filmes de acção.

Claro que a possibilidade de Mourinho perder um jogo existe, a história prova-o. Claro que a possibilidade de Mourinho avaliar mal um adversário existe (mas é coisa rara). Claro que a hipótese de Mourinho avaliar mal os seus jogadores existe, mas não há certeza de que alguém tenha visto acontecer.

Portanto, e salvo melhor opinião, acho que Mourinho sabe perfeitamente o que tem em casa e lá no fundo não acreditou que, pelo menos nesta fase, conseguisse convencer os jogadores, mais os dirigentes e os adetos, de que para parar o Barcelona é preciso, antes de tudo, não ter vergonha. E sofrer muito, mesmo muito.

Nesta altura, quando era líder invicto, fazê-lo seria assumir, logo antes do jogo, a inferioridade do Real Madrid. Assim, deu uma prova de confiança nos seus jogadores e não traiu a história do clube.

A partir de Camp Nou será exactamente como ele quiser. Ou não será nada. Não quero com isto dizer que o treinador português ganhou alguma coisa em Camp Nou. Só acho que, embora perdendo por 5-0, é capaz de não ter perdido tudo.

Claro que posso estar enganado e não ser nada disto, apenas a tradução da superioridade do Barcelona. O jogo confirmou que este é, de facto, o maior desafio da carreira de José Mourinho. Afinal, anda no mesmo campeonato do mais perfeito produto que o futebol viu nos últimos anos, o Barça de Guardiola.

Felizmente para José Mourinho, apesar de viver diarimanete com o Barcelona, só joga duas vezes com os catalães. Por isso, para o Real Madrid o mais importante começa agora. Depois do 5-0, será capaz de provar que Camp Nou foi apenas um dia mau? Por todas as razões, o jogo do próximo sábado, com o Valencia, será um dos mais importantes da carreira de José Mourinho.

Barcelona: ser profundamente feliz a ver futebol

Uma noite maravilhosa em Camp Nou
Por Luís Sobral

Apetece acordar, ligar a televisão e ver outra vez. E outra, e outra.

O Barcelona-Real Madrid não foi um dos melhores jogos de futebol que vi, porque um grande jogo precisa sempre de duas equipas. E ontem, em Camp Nou, só houve uma. Mas essa foi tão boa, jogou tanto que a noite tornou-se inesquecível.

Acho que só quem gosta mesmo de futebol (e estima-se que ontem tenham sido 400 milhões de pessoas a gostar, um pouco por todo o Mundo) pode ser profundamente feliz a ver um jogo. Não estou a falar da felicidade de ver o nosso clube vencer, o nosso jogador preferido marcar três golos. Nada disso.

Estou a falar de futebol, do incrível prazer de ver jogar bem. O mesmo tipo de prazer que sentimos num grande concerto, num filme imortal, na frase de um livro que viverá sempre connosco.

O Barcelona simboliza isto. O Barcelona é isto.

O Barcelona é hoje, também, o maior desafio da vida de qualquer treinador. Não há nada mais entusiasmante do que tentar descobrir a chave do enigma: tenho de ir a Camp Nou e sair vivo, como farei?

À partida, como nas missões impossíveis, parece não haver porta por onde escapar.

O guarda-redes cumpre. A defesa, sem estrelas impressionantes, forma um bloco notável. O meio-campo é o que vocês sabem. E ainda há Villa, mais uma quantidade de miúdos, todos iguais, que nascem na cantera. E Messi.

Mais do que o melhor do mundo, Messi é um jogador como nunca houve. Porque nunca apareceu um génio que encarnasse em campo a cultura de um clube, fosse bem educado, equilibrado, humilde, bom rapaz e ainda olhasse para o jogo do ponto de vista colectivo.

Messi é tudo. É por isso que se torna quase impossível pará-lo.

E no entanto, Messi não é o centro do futebol do Barcelona, nem tão pouco Xavi ou Iniesta. O perigo pode começar em todo o lado, nos pés de qualquer futebolista. Quando a bola está parada, quando está serena, mas também quando lhe dão velocidade.

Ao olharmos para aquele futebol do ponto de vista racional, apetece fazer a escolha mais improvável: ficar parado, lá atrás, à espera. Seria a única escolha lógica. Sabemos que de alguma forma eles conseguirão chegar perto da nossa área, com a bola dominada. Por que não esperar «sentado»? E no entanto todos tentam algo diferente, porque o Barcelona gosta de mostrar a bola, gosta de permitir ao adversário pensar que é possível roubá-la e chegar a Valdés. É quase sempre mentira, sabemos.

O Barcelona também perde, dizem os números. Mas este é um dos casos em que a verdade, por mais material que possa parecer, ainda assim permite a desconfiança. Uma equipa como aquela nunca é derrotada. Não pode ser.

Liga Europa: Rapid-F.C. Porto, 1-3 (crónica)


F.C. Porto voa nas asas de Falcao sobre um manto de neve
Por Redacção com VHA

O F.C. Porto garantiu o primeiro lugar do Grupo L da Liga Europa, ao vencer no reduto do Rapid de Viena (1-3). No regresso ao Estádio Ernst Happel, com os campeões europeus de 1987 nas bancadas, foi Falcao a voar mais alto, garantindo uma reviravolta à imagem daquela final, então frente ao poderoso Bayern de Munique.

FICHA DE JOGO

Desta vez, o manto de neve foi o principal obstáculo. O Rapid colocou-se em vantagem, mas os dragões adaptaram-se e deram a volta ao resultado. Otamendi foi o primeiro assistente, Hulk bisou na ajuda ao incontornável Falcao. O Besiktas também venceu mas já não chega ao topo. Última jornada para cumprir calendário, frente ao CSKA de Sófia.

André Villas-Boas preparou quatro alterações para a visita ao Rapid de Viena. Beto surgiria na baliza, Fucile e Otamendi na defesa, Ruben Micael a meio-campo. Contudo, a lesão do guarda-redes no aquecimento recuperou Helton para o onze.

Viena ou Tóquio?

O regresso a Viena motivou a reunião dos vencedores da Taça dos Campeões Europeus de 1987. Contudo, a neve que cobriu a capital austríaca reproduziu o cenário da Taça Intercontinental que se seguiu, em Tóquio. Manto branco, bola laranja, jogo atípico.

O F.C. Porto entrava em campo com o apuramento garantido. Pela primeira vez, apresentava-se como única equipa europeia sem derrotas. Um registo a manter enquanto possível. Por outro lado, Villas-Boas recordou a importância de segurar o primeiro lugar, ainda ameaçado pelo Besiktas.

O plano de jogo dos dragões foi alterado rapidamente, face às condições climatéricas. Beto lesionou-se ainda no aquecimento, Fernando aguentou apenas 16 minutos. O médio defensivo, que regressou à competição no clássico, sofreu uma entrada dura e acabou por sair, a coxear. Entrou, e entrou bem, Guarín.

O médio colombiano posicionou-se à frente da defensiva azul e branca, numa altura em que o F.C. Porto começava a dominar territorialmente o jogo. Guarín contribuiu para esse ascendente, vendo a sua equipa criar algumas oportunidades de golo. Antes, Saurer ainda fez a bola raspar no poste azul e branco.

Sensação errada de golo

Em dez minutos, entre os 25 e os 35, os adeptos portistas animaram-se com a perspectiva de golo. Porém, o mesmo viria a surgir na baliza contrária, neste caso à guarda de Hélton. O Rapid aproveitou um desvio de cabeça de Otamendi, deixando o infeliz brasileiro de fora da jogada. Trimmel, em antecipação a Fucile, marcou.

O F.C. Porto respondeu sem demora. Varela, desmarcado por Hulk, perdeu uma oportunidade soberana. Logo depois, Soma falhou a intercepção a lançamento longo de Otamendi e Falcao aproveitou. O colombiano soube contornar as peculiaridades do relvado e atirar a contar. Ao intervalo, tudo nivelado.

André Villas-Boas operou nova substituição ao intervalo, resguardando mais um jogador vindo de lesão. Silvestre Varela saiu, entrou o jovem Ukra. Os responsáveis pelo relvado afastaram a neve das áreas, mas a bola também passou a visitar esses espaços com menor regularidade.

Dragão desperta para o final

O Rapid de Viena, impulsionado por 50 mil adeptos empolgados, cresceu na etapa complementar e assumiu as despesas de jogo, sem criar uma mão cheia de oportunidades. O F.C. Porto parecia satisfeito com o empate mas despertou com a entrada de Belluschi.

Ao minuto 79, João Moutinho inventou um lance de forma brilhante, surgindo Rolando a atirar contra um adversário. Pouco depois, Hulk furou na direita e cruzou, ficando a sensação que Patocka cortou a bola já com o braço. O árbitro nada assinalou.

O F.C. Porto arrancou para uma excelente recta final e chegou à vitória com a parceira entre Hulk e Falcao. O brasileiro cruzou, Hedl largou, o colombiano marcou. Depois, Hulk rematou, o guarda-redes do Rapid largou de novo, Falcao aproveitou e fez o «hat-trick». Belo final de festa na neve.

O Porto soma e segue!


Fim do jogo
O FC Porto garantiu o primeiro lugar no Grupo L da Liga Europa, depois de bater o Rapid Viena por 3-1. Falcão, com 3 golos, brilhou ao mais alto nível na fria noite de Viena. Os austríacos até entraram a vencer no jogo mas o Prater, onde em 1987 os dragões foram campeões europeus, é mesmo talismã para o emblema azul e branco.
HAT-TRICK DE FALCAO, MELHOR MARCADOR DA LIGA EUROPA. INVENCÍVEL ENTRES
OS CLUBES MAIS IMPORTANTES DA EUROPA!! MELHOR É QUASE IMPOSSÍVEL!!!
imaginem se fosse o Benfica, as TV's nao se calavam durante uma semana a
dizer que Benfica era o MELHOR DO UNIVERSO!!...o Porto é melhor nisso
tudo, pois sem apoio da Imprensa e das TVS ganha os jogos na mesma.

"O inevitável Falcao, mais frio do que a temperatura negativa que se faz sentir em Viena".

Acerca do Sporting Lille

Não foi brilhante, foi, acima de tudo, importante. A vitória não sofre contestação, mesmo com golo precedido de mão: escreveu-se direito... por linhas tortas.

Porto - Rapid de Viena

Coitadinho do Porto, o estádio está cheinho de neve. O Rapid está habituado mas o Porto não. O golo de Falcao surgiu ao minuto 42 fazendo o 1-1. O mais engraçado, é que nesta temporada voltam a dirigir - se a ele como "o sujeito do costume". Parece que o jogador adormecido, acordou e voltou às goleadas.
Passe a rasgar de Otamendi, Soma falha a interceção e o colombiano não perdoa na cara de Hedl. Nos festejos, Falcão aproveitou para brincar com... a neve.
No fim da 1ª parte disseram:
Empate justo ao intervalo em Viena. Num relvado totalmente coberto de neve, foram os austríacos a adiantar-se primeiro no marcador, mas a resposta do dragão chegou três minutos depois, pelo suspeito do costume - Falcão. Com este resultado, aliado ao nulo que se regista no CSKA Sofia-Besiktas, o FC Porto garante o primeiro posto do Grupo L.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Começou agora o jogo e já os sportinguistas fizeram um golo. Posição irregular? Mão? Certamente que sim, o comentador de jogo disse isso mesmo. Não foi o único. Djaló, também dominou a bola com a mão. Helder Postiga recebe um cartão amarelo e um dos comentadores diz: - Também devia ser amarelo para o árbitro de baliza e ao segundo saia que não está lá a fazer nada. Polga viu o cartão amarelo, após uma entrada dolorosa num acto de vingança. J. Pereira também viu amarelo, depois de ter feito uma falta, que mesmo não a querendo admitir sabe que a fez., O treinador sportinguista já levou um avisinho.

Bora imitar o Benfica? 5-0

Anti-Benfica, desde qe o Benfica perdeu 5-0 contra o Porto parece qe varios clubes tentam imitar a merda :)
Barcelona 5-0 Real Madrid
Real foi uma das equipas.
West Ham 4-0 Manchester United
Este resultado e engraçado, assim o Manchester pode perceber qe tem de deixar de jugar com camisolas VERMELHAS, e o mais engraçado é qe esta em 1º lugar o Manchester, e o West Ham esta em ultimo na liga vermelha, e eu digo qe o Manchester imito o Benfica porqe, joga de vermelho e levou 5 golos como o Benfica, mas foi pena um ser mal anulado.

Sete anos de pastor Jacob servia por Luís Vaz de Camões

Sete anos de pastor Jacob servia
Labão, pai de Raquel, serrana bela;
Mas não servia ao pai, servia a ela,
Que a ela só por prémio pretendia.

Os dias, na esperança de um só dia,
Passava, contentando-se com vê-la;
Porém o pai, usando de cautela,
Em lugar de Raquel lhe dava Lia.

Vendo o triste pastor que com enganos
Lhe fora assim negada a sua pastora,
Como se a não tivera merecida,

Começa de servir outros sete anos,
Dizendo: — Mais servira, se não fora
Para tão longo amor tão curta a vida!

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Adeptos benfiquistas não desistem...


A única pergunta realmente importante é : E não acertaram em ninguém , PORQUÊ ???
Agora a sério, se me dissessem não acreditava. Os seus próprios adeptos...É de mais!!!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Real Madrid vs Barcelona


COMENTÁRIO: grande vitória do Barcelona no clássico com o Real Madrid. Triunfo justíssimo da equipa culé, que foi melhor em todos os momentos do encontro. Mourinho pode queixar-se de um penalty sobre Ronaldo ainda na primeira parte, mas tudo o resto aconteceu porque o adversário foi superior.

Crónica: O Barcelona de Guardiola, uma nova esperança?
LIGA DOS CAMPEÕES
artenigma
07 de Junho de 2009, às 18:07
Quando se vaticina o fim da imprevisibilidade e da magia no futebol, sobretudo pelo evoluir da leitura do jogo e pelas constantes revoluções tácticas introduzidas pelos melhores treinadores do Mundo, fica difícil não ver o Barcelona de Guardiola e a forma como se movimenta em campo como uma nova esperança para o futebol contemporâneo.Se é indiscutível que uma mão cheia de jogadores como Xavi, Iniesta, Henry, Messi e Eto'o torna tudo bem mais fácil, também não deixa de ser verdade que a forma como o antigo capitão moldou um modelo para lhe dar expressão ofensiva pode e deve ser muito valorizada. Um carrossel de trocas posicionais frequentes, aliadas a sucessivas tabelas e à invenção de espaços para jogar, com o apoio fundamental dos laterais Daniel Alves e Abidal e uma rotina que faz a equipa jogar e marcar quase de olhos fechados, tem maravilhado a Europa e destronado qualquer defesa que lhe apareça pela frente.Olho para esta equipa como um case-study e um exemplo a seguir. Paralelos, em todos os principais campeonatos europeus, encontro apenas com duas equipas, curiosamente ambas atingiram as fases mais adiantadas da Champions: Manchester United e Chelsea, as únicas que vejo aproximarem-se do Barça na forma de atacar. O United, com a sua velocidade nas transições e com a forma como rapidamente faz correr a bola do meio-campo para a frente, o Chelsea de Hiddink pelo domínio da posse de bola e pelas tabelas que desposicionam a organização defensiva adversária. Mesmo assim, quer uma quer outra, estão muito longe do espectáculo que é o Barça de Guardiola a jogar e a conservar a bola em seu poder, quer pela ocupação dos espaços, quer na fluidez de jogo...Será esta uma nova esperança para o futebol? Talentos como os de Ronaldinho, Messi e Ronaldo são cada vez mais raros ou a nova forma de defender das equipas é que eclipsa os grandes tecnicistas? Será por isso que são todos adaptados às alas? Já não nos lembrávamos de uma equipa que goleasse tantas vezes em tão pouco tempo, já não nos recordamos bem daqueles tempos em que os grandes passavam a vida a golear os mais pequenos. Hoje, isso não acontece porque o futebol evoluiu. Mas será que o Barça vem provar que, afinal, ainda há esperança para o espectáculo no futebol?

PS: o meu palpite estava certo 5 - 0.
A Maria perdeu a aposta, o Barça ganhou.

Uh................



Chovem amarelos à medida que o Real tenta travar o Barça, não à praticamente nenhum jogador que não tenha um amarelo, daqui a pouco começam a jogar sem ninguém. O jogo já acabou há muito, falta só saber o tamanho da humilhação do Real Madrid... O Real Madrid está completamente perdido em campo...

1º parte Barcelona vs Real Madrid

1º parte entre o Barcelona e o Real Madrid: o Barça entrou melhor e conquistou uma boa vantagem de dois golos, assinados por Xavi e Pedro, a resultarem da sua boa circulação de bola que abriu brechas na defesa merengue. Cristiano Ronaldo contou com uma boa oportunidade, na marcação de um livre, mas Di María também já tinha colocado Casillas à prova. De qualquer forma, sinal mais para o Barça.

Participem do passatempo da COSMOS.


PASSATEMPO "ONDE ESTÁ O COSMINHO ?"
Este é o Cosminho, a nossa pequena Mascote.

Esteja atento(a) ao Facebook da Cosmos Viagens e não perca no dia 24 de Novembro o Passatempo " Onde está o Cosminho ? ". Conheça as condições de participação deste novo Passatempo:

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Só é válido uma resposta por pessoa.

Prémios: 1º Estadia de 1 noite no Hotel Turismo do Minho 4****
2º Cheque Viagem Cosmos de 70 €
3º Cheque Viagem Cosmos de 50 €
Nota Importante: A estadia no Hotel Turismo do Minho é válida até 27 de Dezembro de 2011, excepto S. Valentim, Carnaval, Páscoa e Fim de Ano. Os Cheques Viagem estão sujeitos a condições especiais de utilização.

Vencedores: Os prémios serão atribuídos aos 3 primeiros participantes que adivinharem os 3 locais onde se encontra a nossa mascote. Estas 3 respostas serão apuradas a partir dos comentários no Mural das nossas páginas oficiais do nosso Facebook, sendo que o registo do dia e da hora apurarão o vencedor, no caso de haver mais do que uma uma resposta correcta.

Duração do Passatempo:de 24 de Novembro a 1 de Dezembro.

Parceiro Oficial: Hotel Turismo do Minho.

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Não perca o Cosminho de vista e esteja atento aos prémios que ele tem para oferecer!

O Barça é uma excelente equipa....

O Ronaldo estava feito convencido a dizer que queria ver se o Barça marcava 8 ao Real..... 8 não digo, 5 talvez o que é certo é que já vão 2... Embora tenha admiração por Mourinho e pelo Ronaldo, gosto do Barça porque é como se fosse o homologo do Porto em Espanha, o Real é o clube do Rei (regime).

domingo, 28 de novembro de 2010

Maior Goleada de Sempre

Amadores, mas nem tanto: equipa inglesa perde por 55-0
Em Inglaterra, Madron já sofreu 205 golos em 10 jogos e não é últimoPor Redacção com JTF
Não é todos os dias que, num jogo de futebol, uma equipa consegue atingir um resultado de dois dígitos. Ora, na Mining Division, campeonato amador inglês, organizado pela Federação britânica, um jogo não só atingiu os dois dígitos como passou a meia centena de golos. A equipa de reservas do Logan RBL venceu o Madron por 55-0. Imaginam o resultado se fosse a equipa principal?


À partida já se previa um jogo difícil para o Madron, pois teria uma deslocação ao terreno do líder da prova e tudo ficou pior quando, na manhã do encontro, seis jogadores resolveram desistir e não comparecer. O Madron foi obrigado a entrar em campo com sete jogadores, o mínimo exigido por lei, pois não havia mais ninguém para jogar.

Aproveitando as incríveis fragilidades do rival, o Logan RBL foi construindo um resultado histórico, marcando, em média, um golo a cada dois minutos. Pararam nos 55-0.

O Madron, em dez jornadas, marcou apenas 2 golos e sofreu...205. E, para finalizar, um detalhe: não é último! O Storm perdeu pontos na secretaria e tem -3, contra os 0 do Madron.



Ao ver isto tive curiosidade e pesquisei sobre a maior goleada de sempre.


A maior goleada de sempre num jogo oficial de futebol foi de 149-0 isso mesmo 149-0. Foi num jogo da 1ª divisao do campeonato de madagascar , a 31 de outubro de 2002, que colocava frente a frente o AS Adema e o Stade Olympique L'Emyrne(SOE).
Mais o mais espectacular e que todos os golos foram marcados na propria baliza! Em protesto contra o arbitro da partida que se irritou com o treinador do SOE e em solidariedade os jogadores começaram a marcar golos na propria baliza. Alguns jogadores foram suspensos para alem de terem de pagar umas multas...

Trabalho de Inglês


Infelizmente o filme não chegou a tempo e tive de fazer acerca da Ultima Legião.

João Moutinho

O 'efeito' João Moutinho
Está longe de ser caso virgem mas promete incendiar os ânimos em Alvalade. O regresso de João Moutinho a casa do Sporting, agora com a camisola do FC Porto, foi um murro no estômago de muitos adeptos leoninos e um petisco para a barriga dos portistas.


A saída de Moutinho desencadeou ondas de ódio em Alvalade, embrulhadas em críticas contundentes à conduta do jogador. Bettencourt disse mesmo que Moutinho era uma maçã podre.
Mas os sportinguistas já estavam escaldados por um episódio em 1984. Paulo Futre, o menino-bonito dos leões naquela época, mudou-se para o FC Porto (rescindiu alegando falta de condições psicológicas), e levou mesmo a um corte de relações da Direcção presidida por João Rocha com Pinto da Costa. Foi uma retaliação às contratações pelo Sporting de Jaime Pacheco e Sousa, que voltaram ao FC Porto para ser campeões europeus em 1987 ao lado de Futre, na célebre final de Viena e do golo de calcanhar de Madjer, frente ao Bayern de Munique.
Desta vez, não houve corte de relações por causa de Moutinho. Mas a mudança do ex-capitão ainda hoje é difícil de digerir em muitos sectores de Alvalade. Mesmo descontando os 11 milhões de euros que o internacional português rendeu ao Sporting. Futre não deu um tostão.
Simão Sabrosa é outro bom exemplo de rancor leonino. Depois de se transferir do Sporting para o Barcelona, voltou a Portugal e para o rival Benfica. Ao referir que queria ganhar ao Sporting para deixar os leões fora do título em 2002, cresceu o sentimento de antipatia pelo agora jogador do Atlético de Madrid. Sempre que Simão joga em Alvalade é assobiado, mesmo com a camisola da Selecção, além de ouvir cânticos insultuosos.
António Sousa, jogador que saiu do FC Porto para o Sporting e depois voltou aos dragões, perspectivou, em declarações ao Correio Sport, o que Moutinho vai encontrar em Alvalade. "Ele vai passar um mau bocado, sobretudo no aquecimento e primeiras vezes em que tocar na bola. Os adeptos não costumam perdoar e vêem estas transferências como traições, mas o João é psicologicamente forte, tem bagagem. Se aos 19 anos já se dizia que tinha grande maturidade, agora, com 24, estará mais imune a essas pressões do exterior. A concentração que o clássico exige vai fazê-lo abstrair de tudo o resto", prevê.
MUDANÇAS - CHOQUE
JAIME PACHECO
Jaime Pacheco alegou ordenados em atraso para sair do FCPorto para o Sporting. Esteve dois anos em Alvalade e regressou ao Porto
SOUSA
António Sousa seguiu com Pacheco e sentiu na pele a repulsa dos adeptos portistas quando jogou nas Antas pelos leões
FUTRE
Paulo Futre alegou falta de condições psicológicas, rescindiu e transferiu-se do Sporting para o FC Porto. Um duríssimo golpe em Alvalade



Bettencourt: tarde falaste
A propósito de João Moutinho Por Luís Sobral

Ponto prévio: as palavras de José Eduardo Bettencourt sobre João Moutinho são, mais do que sinceras ou louváveis, necessárias.

Depois do que foi dito sobre o médio, o regresso de João Moutinho a Alvalade é um dos momentos de alto risco da temporada. Logo, tudo o que seja feito no sentido de retirar pressão é bem-vindo.

No entanto, estas palavras do presidente do Sporting são, antes de mais, a confissão pública de um erro grave. A forma como, no momento da saída, Bettencourt atacou João Moutinho foi inaceitável. Um presidente não pode dirigir-se daquela forma a um jogador com o histórico leonino do internacional português.

Bettencourt esteve mal e o que diz hoje não retirará da história as frases do Verão. Como se está a verificar, ainda por cima não tinha razão. João Moutinho tem feito uma época notável no F.C. Porto e na selecção; o Sporting está como se vê. Ou seja, obviamente o que saiu não foi uma maçã podre mas sim um excelente profissional e um dos melhores futebolistas da sua geração.

P.S.: Não sei se já o fez, não há notícia disso: o que ficava bem a Bettencourt era pegar no telefone e pedir desculpa a João Moutinho pelo que afirmou publicamente.

Chegada do SL Benfica a Lisboa depois da derrota frente ao Hapoel

O mais espectacular é que foram os seus próprios adeptos!!!

video

Até criaram um poesia:
Porque o Benfica é merda...
No mar, no céu e na terra!
No mundo inteiro...
No benfica não existe um só Paneleiro
São todos com as graças do senhor
Levam no cu
Com carinho e Amor
Jesus não te salvará a pele
Enquanto se lembrarem do Hapoel!
«BG»

Benfica - Hapoel


Champions: Hapoel-Benfica, 3-0 (crónica)
Inaceitável pesadelo na Terra Santa
Por Redacção com PJC

Imemorial, impensável, nunca antes visto. Não, não há ponta de exagero neste início de crónica. Jamais alguma equipa na Liga dos Campeões dominou tanto, teve tantos remates (24 contra 10), tamanha avalanche de cantos (21 contra 2) e... perdeu por 3-0. Aconteceu ao Benfica na visita à Terra Santa de Israel. Podíamos mesmo afirmar, com alguma segurança, que esta foi a segunda crucificação de Jesus neste território. Mas é mais sensato olhar para isto apenas como uma hipérbole.

Não há memória de coisa assim, insistimos. O Benfica foi derrotado por uma das equipas mais débeis que alguma vez teve o privilégio de participar na mais elitista competição europeia de clubes. E agora? Que explicações encontrar para tamanha decepção? É difícil descrever com rigor o que se passou no Estádio Bloomfield, de facto.

Bem distante vai aquele dia em que Jorge Jesus disse ser perfeitamente possível vencer em Lyon. Se nem em Telavive isso consegue... não há muito mais a fazer do que preparar com brio a despedida a esta bela prova. O Benfica não marcou em nenhum dos três jogos fora da Luz.

Depois de terem pedido desculpa aos adeptos no Estádio do Dragão, os jogadores e demais responsáveis bem podem repetir a dose. Esta derrota é INACEITÁVEL e o Benfica nem o terceiro lugar tem assegurado.

Três momentos ridículos para a Europa ver

Não adianta falar em justiça ou injustiça. Vamos aos factos. O Benfica mostrou muita mais qualidade, teve oportunidades de golo mais do que suficientes para marcar e sofreu dois golos em desconcentrações inaceitáveis na sequência de lances de bola parada. Sim, esta é a mesma equipa que no ano transacto se mostrava demolidora nesse capítulo de jogo. Agora, treme por todos os lados a defender e mostra-se patética no ataque.

FICHA DE JOGO

Luisão teve o golo na cabeça e viu um defesa salvar em cima da linha; Kardec só podia finalizar bem um centro perfeito de Maxi Pereira e atirou ao lado; Carlos Martins obrigou Enyeama à defesa da noite, etc., etc. Se não fosse tão sério, até se podia dizer que os jogadores do Benfica conseguiram várias vezes fazer o impossível: não marcar um golo que fosse a este Hapoel, tão tenrinho, tão tenrinho, que chegou a meter dó.

E depois, dó meteu também o Benfica nos golos sofridos. Primeiro num livre, à passagem do minuto 24, com Zahavi a saltar à sua vontade nas costas de Luisão e David Luiz, dois gigantes de altura e desconcentração; depois, aos 75 minutos, no primeiro canto que usufruiu (o Benfica já ia com mais de 20 aqui), o Hapoel fez o segundo e, para finalizar, um contra-ataque perfeito desferiu o golpe de ridicularia no orgulho encarnado.

Saviola sai ao intervalo. Porquê?

Falar em opções tácticas não faz grande sentido, pois o Benfica teria sempre a obrigação de ganhar este jogo. No entanto, a saída de Javier Saviola ao intervalo merece um sublinhado especial. Se não houve qualquer problema físico, torna-se incompreensível a substituição do argentino que, recorde-se, já ficara no banco no Dragão.

Óscar Cardozo entrou para esse lugar, precisamente, mas mostrou o que seria de esperar após dois meses de ausência: falta de ritmo, falta de agressividade, falta de audácia, falta de confiança. Apenas mais um pormenor no horror do Benfica nesta que seria, segundo Jesus, a sua finalíssima.

Tudo demasiado mau, tudo em tons de pesadelo.

Afinal, o que sobra do campeão nacional 2009/10?


Benfica: o dia em que Jesus teve razão. Ou nem por isso
Adeus à Liga dos Campeões
Por Luís Sobral

Dizia Jorge Jesus depois de vencer o Hapoel na Luz, uma coisa deste género: atenção, esta equipa é boa, ainda vai ter importância nas contas do grupo.

Provou-se que tinha razão. Ou nem por isso.

Tinha razão porque ao vencer pela primeira vez na Liga dos Campeões, o Hapoel Telavive selou o adeus do Benfica à Liga dos Campeões e apurou Schalke e Lyon. Não tinha razão nenhuma quando dizia que os israelistas formam uma boa equipa. Longe disso, pelo menos pelos padrões da mais importante competição de clubes europeus.

Então que se passou com o Benfica?

Provavelmente muita coisa, a maior parte dela só compreensível para quem está lá dentro, dirigentes, treinadores e jogadores.

O que se viu foi isto: baixa intensidade, insensibilidade aos sinais do adversários, escassa confiança e, talvez mais importante, ausência de vontade de vencer.

De resto, este tem sido o traço mais característico do Benfica em 2010/11: parece cansado de ganhar, sem a garra da época passada.

Sejamos claro: o que decidiu não foi a qualidade dos jogadores, a organização, o valor como equipa, a sorte ou o azar. O que decidiu, em Israel, foi a vontade de ganhar. O Hapoel teve-a, o Benfica nem por isso.

O resto, o que explica este estado de alma, saberemos um dia mais tarde. Quando se tornar inevitável alterar alguma coisa.

Para já, Portugal ficou a saber que na segunda metade da temporada dificilmente terá equipas entre a elite europeia e provavelmente estará muito bem representado na Liga Europa. Bom para o ranking, péssimo para o orgulho benfiquista.

Sporting


Desculpem lá se estou a ser malcriada mas o cabrao do arbitro fez tudo para as lagartixas ganharem e nem assim esses merdas conseguiram! Devem estar à procura de festa os sportinguistas ;) Devem estar com a mania que são Maniches a entrar por trás. Maicon expulso porque o Liedson prefere a nataçao (mergulhos) ao futebol. Golos em fora de jogo com superioridade de membros (2 pés e 2 mãos) e ainda dizem que deram "show de bola". Será que 13 pontos chegam ou ainda querem ladrar mais nos 6 meses que faltam?

Que grande 31


DRAGÕES AUMENTAM A SÉRIE DE JOGOS SEM PERDER
Autor: ANDRÉ VIANA

Villas-Boas dá as mãos a Jesualdo Ferreira e lá vão eles atrás do recorde de José Mourinho. Isto é que vai aqui um 31, com o FC Porto invicto há outros tantos jogos e a morder os calcanhares ao Special One, que em 2003/04 esteve sem perder durante 34 encontros (28 vitórias, 6 empates). Se não tropeçar até final do ano, este dragão versão 2010 vai fazer história.

O 4.º golo de Falcão ao Sporting permitiu o prolongamento da sequência invencível (desde o desaire na final da Taça da Liga) e significa também o 31.º desafio consecutivo sempre a marcar, sendo que neste particular a marca de Mourinho na já referida temporada é ainda mais longa e redonda: 40! Com Jesualdo a fechar o seu ciclo na Invicta com 10 triunfos de enfiada, eis que a façanha de Villas-Boas catapulta os dragões para um número eloquente e que explica o arranque de época fulgurante e que já vale uma vantagem destacada na Liga.

Leão falha tri

Ontem, em Alvalade, uma história foi escrita em detrimento de outra. É que o Sporting podia ganhar o seu terceiro clássico consecutivo com o FC Porto, algo que não consegue desde meados da década de 1970. Depois da goleada para a Taça da Liga em 2008/09 (4-1) e da vitória robusta da época transata (3-0 para a Liga), os leões foram incapazes de assinar um novo triunfo, adiando assim a repetição da marca que já tem mais de 30 anos. Um espelho das dificuldades que o Sporting tem sentido para vincar uma vantagem consolidada sobre o rival da Invicta num longo período de tempo que inverteu a relação de forças entre ambos.

Aliás, nos últimos 11 confrontos para a Liga em Alvalade, há um empate categórico: quatro triunfos para cada lado e três empates. Até nesse particular o clássico de ontem foi inconclusivo, mas é para as contas do atual campeonato que os técnicos olham. E se a igualdade tem sabor amargo para Paulo Sérgio, que não encurta para o 1.º lugar e pode ver o 2.º fugir, também não agrada particularmente a Villas-Boas, que queria vincar ainda mais a supremacia portista nesta fuga ao sprint.

Mais informações na edição impressa de Record.

Sporting - Porto


Sporting-F.C. Porto, 1-1 (crónica)
Se o leão jogasse sempre assim...
Por Ricardo Gouveia

Sporting e F.C. Porto empataram (1-1), num jogo que ficou inevitavelmente marcado pelo regresso de João Moutinho a Alvalade. Um resultado certamente mais difícil de digerir para Paulo Sérgio depois de uma primeira parte quase perfeita dos leões. O dragão acordou a tempo de evitar o prejuízo maior e segue sem derrotas sob o reinado de Villas Boas.

Confira a FICHA DO JOGO e as notas dos jogadores

As duas equipas entraram em campo inibidas, com muitas cautelas, procurando ganhar posição em campo, deixando a bola para segundo plano, à procura dos pontos fracos do adversário. Um figurino idêntico para os dois conjuntos, que apostavam no passe curto e certinho, com forte preocupação em não perder a bola. Liedson, lançado por Postiga, assinou o primeiro remate, mas Falcao respondeu no minuto seguinte com a melhor oportunidade do F.C. Porto, valendo ao Sporting a saída de Patrício para anular um golo que parecia certo. Agora sim, parecia que o jogo ia começar.

O Sporting de facto foi-se soltando, conseguindo mais profundidade nos ataques, tirando claro benefício do excelente posicionamento dos seus jogadores. Pedro Mendes, Maniche, André Santos e Valdés eram só quatro, mas pareciam oito, desmultiplicando-se nas marcações ao adversário, nas compensações e na abertura de linhas de passe. O leão foi crescendo, assim, de forma sustentada, na mesma medida em que o dragão foi minguando, sem saber o que fazer à bola. A inibição de Moutinho, alvo de forte marcação das bancadas, com constantes assobios, ainda era compreensível. Mas Varela, Hulk e Falcao foram sombras deles próprios ao longo de toda a primeira parte.

Sem correr muitos riscos, o Sporting foi conquistando metro após metro até ter a baliza de Helton à distância de um remate. Postiga foi o primeiro a experimentar, André Santos também tentou e Pedro Mendes acertou em cheio na barra. Apesar de todos estes avisos, o F.C. Porto continuou impávido, a arrastar-se me campo e a obrigar Patrício a improvisar um aquecimento na sua área para não arrefecer. E foi dos pés do guarda-redes que nasceu o golo do Sporting. Um longo pontapé e uma má abordagem de Maicon ao lance a deixar Valdés destacado diante de Helton. O chileno partiu de posição irregular, mas Jorge Sousa não deu por isso e Valdés atirou a contar. Um golo irregular que dava forma ao maior domínio do Sporting e castigava a displicência com que a equipa de Villas Boas encarou o jogo.

As bancadas continuavam concentradas em não dar um minuto de descanso a Moutinho e não gostaram quando Liedson deitou uma bola para fora para que o antigo companheiro pudesse ser assistido. Um gesto que retratava bem a tranquilidade que o Sporting derramava em campo. O F.C. Porto estava obrigado a mudar de atitude depois do intervalo. E de facto mudou. A começar pela velocidade que imprimiu no arranque da segunda parte, conseguindo, finalmente, abeirar-se da baliza de Patrício. Hulk apareceu finalmente no jogo, primeiro com um remate em arco, depois com uma assistência para Falcao que obrigou Patrício a também a entrar em jogo. À terceira, o empate. Combinação de Hulk com Moutinho e cruzamento do brasileiro para Falcao concluir. Fácil.

Agora era o F.C. Porto que crescia a olhos vistos, com o Sporting a perder o controlo que tão bem tinha exercido na primeira parte. Paulo Sérgio lançou Yannick e Vukcevic, mas pelo meio, o quadro sofreu uma alteração profunda. Liedson ganhou uma bola a Maicon e caiu quando passou pelo central. Cartão vermelho a proporcionar novo equilíbrio de forças. Villas Boas, que já tinha prescindindo de Varela, teve também de abdicar de Falcao para compor a defesa com Otamendi.

O jogo acabou aqui. O Sporting ainda procurou a vitória, mas o F.C. Porto segurou a invencibilidade com unhas e dentes.



Villas Boas: «Foi pura caça ao homem em relação a Moutinho»
Sporting-F.C. Porto, 1-1 (reportagem)Por Ricardo Gouveia
André Villas Boas, treinador do F.C. Porto, depois do empate com o Sporting (1-1), no Estádio de Alvalade, em jogo d 12ª jornada da liga:

[Um jogo com muitos casos, a expulsão de Maicon foi decisiva?]
- A expulsão do Maicon acontece no nosso melhor período, depois tivemos de nos readaptar ao jogo e os nossos objectivos passaram a ser outros. Parece-me claro que há lances a analisar. Deixo ao vosso critério as vossas análises, depois vou ler. Quanto à minha expulsão, parece-me um pouco injusta. Disse apenas que achava escandalosa e gritante a dualidade de critérios que estava ter. O Sporting apresentou-se de forma agressiva, no sentido positivo, mas quando passa dessa agressividade para a caça ao homem, o árbitro tem de intervir. Foi uma perseguição a Moutinho, pura caça ao homem. Agressões atrás de agressões, pisadelas e empurrões. Não digo vermelhos, mas ficaram amarelos por mostrar. Sem tirar mérito à forma como Sporting se apresentou na primeira parte. Uma boa primeira parte do Sporting, uma boa segunda parte do F.C. Porto até à expulsão do Maicon.

[Esperava este ambiente em redor de Moutinho?]
- Nunca espero que passe a este tipo de agressões. Obviamente que há lances que são mais agressivos do que outros. Acredito que há mais amarelos por mostrar ao Sporting. Não estou a fazer disto um caso do jogo, foi um jogo emocionante. Foram duas partes distintas. O Sporting melhor na primeira parte, nós melhor na segunda. Podíamos ter chegado ao golo, o Sporting pareceu-me cansado e débil, podíamos ter conseguido a reviravolta.

[O golo do Sporting foi irregular?]
- Parece-me claro. Foi um golo irregular.

[É um bom resultado para o F.C. Porto?]
- Tendo em conta as adversidades, o resultado é bom. Tendo em conta que era uma deslocação complicada, em casa de um candidato ao título. Era um jogo que podia fazer renascer o Sporting. É um empate pesado para os Sporting. Com estas adversidades, o empate acaba por ser positivo para o Porto.

[Esperava este Sporting?]
- O Sporting apresentou-se muito bem na primeira parte, com agressividade na redução dos espaços. Faltou-nos definir melhor os lances, acabámos por conseguir poucos remates. A forma como o Sporting saia em transição, é de louvar. Mas foram duas partes distintas. Estivemos melhor na segunda parte até à expulsão.

«Um dia chocaremos com a derrota»

[O facto do F.C. Porto continuar invencível, continua a ser um tónico para os adversários?]
- Acredito que sim. É um bom tónico motivacional. Não sei onde foram buscar a ideia que um dos nossos objectivos é terminar o campeonato sem derrotas. Um dia chocaremos com a derrota. Só as equipas que roçam a perfeição acabam um campeonato sem derrotas.

[É a segunda falha de Maicon, já tinha sido expulso na Turquia]
- Penso que não, a falta não é assim tão clara. O Liedson é um jogador experiente, sabe utilizar o mínimo contacto para cair. Tenho de acreditar no meu jogador. O Maicon diz que não lhe tocou. Ele não viu a pressão chegar, são lances que podem acontecer.

[Este empate pode relançar o campeonato se o Benfica vencer amanhã?]
- Para mim o campeonato esteve sempre relançado. Vocês é que ditaram com a distância de dez pontos o fim o campeonato, o que me parece caricato. O campeonato está sempre em aberto e o Benfica pode reduzir diferença. Agora é bom dizer que viemos a casa de um candidato ao título e deixámos o candidato a treze pontos à 12ª jornada.

[O que mudou na segunda parte?]
-Um apelo à revolta. A única forma de responder a agressividade do Sporting era ser igualmente forte. Houve um factor decisivo que foi a mudança de posição de Bellushi para trás do Pedro Mendes. Obrigou Polga à construção de jogo.

[O que achou da exibição de Moutinho?]
- Não costumo fazer apreciações individuais. Foi uma exibição do colectivo forte. É um jogador que regressa a uma casa que foi sua, mas que ajudou o F.C. Porto a atingir os seus objectivos.



As coisas más do clássico
Ainda foram algumas, em Alvalade
Por Luís Sobral
Os aspectos negativos do clássico entre Sporting e F.C. Porto.

Poucas oportunidades de golo.

As maçãs de Moutinho que foram parar a Helton.

A agressão vergonhosa de Maniche a João Moutinho.

A falha de Maicon no golo do Sporting.

A falha de Maicon que permitiu a simulação de Liedson e custou o vermelho ao central portista.

Vukcevic e a necessidade de lhe oferecerem uma bola só para ele no Natal.

O eclipse de Hulk.

Os remates ao lado de Postiga.

A troca de Varela por Guarin, logo quando o F.C. Porto estava a jogar bem.

As más opções de Paulo Sérgio na segunda parte, retirando rotina à equipa e enchendo-a de avançados, perdendo assim a boa qualidade de construção.

O público. Foi a melhor casa da época em Alvalade. Está bem, mas eu ainda sou do tempo em que os estádios esgotavam em dia de clássico.

Jorge de Sousa, que deixou passar um fora-de-jogo de Valdés, foi enganado por Liedson e não viu a agressão de Maniche.

Por fim, a expulsão de André Villas-Boas. Seria mau se fosse a primeira vez. Assim começa a ser ridículo. Sempre que não ganha, o treinador do F.C. Porto é expulso. Apesar da tenra idade, é legítimo esperar um pouco mais de maturidade no banco. Já passaram uns meses, é tempo de Villas-Boas deixar o adepto em casa e levar para o banco apenas o treinador.

A minha opinião:

Não sei se o árbitro se encontra com problemas de visão, ou neste momento com um dinheirinho extra na conta bancária. Sim, porque na verdade, o árbitro alegou não ter visto aos 61 minutos João Montinho a ser agredido por Maniche,e Ficar caído no relvado, os 70, o livre de Vukcevic, a bola sair forte em direcção à cara de Moutinho. Mais uma vez, queda. Não assinalou o golo em fora de jogo de Valdés, jogador do Sporting (sim foi fora de jogo, os vídeos e as imagens comprovam, além de toda a gente concordar)porque não reparou. Reparou pois na falta feita por Maicon, uma falta comum que deu direito a vermelho, fechando os olhos a faltas bem piores do lado sportinguista que ficaram por assinalar.
É injusto, por tudo o que os dragões fizeram ao longo da prova. Ao mesmo tempo permitiu sair desta noite com o sentido de dever cumprido. video

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Olé! Olé!

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Portugal-Espanha, 4-0 (crónica)
Ronaldo destapou o vulcão e a Selecção virou a páginaPor Nuno Madureira
Na fronteira do irreal! Ao golear o campeão do Mundo em título, e assinar a exibição mais festiva de há anos a esta parte, a selecção portuguesa deu um passo decidido para sair do abismo de insegurança em que andava mergulhada.

Os 4-0 à Espanha torpedeiam a cumplicidade ibérica, prometida a pretexto do Mundial-2018, mas são mais importantes do que isso. Uma genialidade de Ronaldo na primeira parte foi a fagulha que incendiou o jogo, virando definitivamente a página sobre os tempos em que esta equipa não era capaz de ganhar a Chipre.

Com menos gente nas bancadas do que a ocasião pedia, cedo se percebeu que não haveria novidade com as três alterações efectuadas por Paulo Bento: Bosingwa não estranhou a passagem para a esquerda, Bruno Alves reactivou a cumplicidade com Ricardo Carvalho e Postiga integrou-se desde o primeiro minuto nas movimentações de ataque.

O jogo encontrou cedo o tom ideal. O lado festivo era ilustrado por pormenores técnicos de primeira água, de um lado e de outro e a competitividade ficava sublinhada pelas amabilidades trocadas por Ronaldo e Busquets, amarelados em lances sucessivos antes dos 10 minutos, no que pareceu uma antestreia do próximo Barcelona-Real.

Ronaldo passou os 20 minutos seguintes em dificuldade, esbarrando por sistema numa dupla parede. O protagonismo no lado português passava para Moutinho (colossal!) e Meireles, que brilhavam a grande altura na pressão e nas intermitências que causavam ao tiki-taka espanhol.

Avisos de Iniesta e, principalmente, David Silva, que cabeceou para fora com Eduardo batido, ilustraram essa fase em que a Espanha pareceu mais confortável no jogo. Sem que, em algum momento, Portugal pagasse tributo de medo ao campeão do Mundo.

Monumento estropiado

O segundo acto chegou com um monumento estropiado: aos 37 minutos, pela primeira vez com espaço, Ronaldo explodiu para um dos melhores golos da carreira, antecedendo um chapéu insolente a Casillas com um nó cego sobre Piqué. A sofreguidão de Nani e a má avaliação do auxiliar, não detectando que a bola já estava dentro no momento do seu toque, invalidaram a acção. E privaram a candidatura ibérica ao Mundial 2018 do melhor cartaz de propaganda que o Mundo poderia ver.

Apesar do desfecho inglório, esse lance destapou o génio de Ronaldo. Num ápice, o jogo pegou fogo para os espanhóis, e Carlos Martins viu Piqué negar-lhe um golo no lance seguinte, antes de, sobre o intervalo, abrir o marcador após mais uma ruptura explosiva de Ronaldo na esquerda, com Busquets como vítima.

Poderia pensar-se que as substituições ao intervalo iam voltar a nivelar o jogo, até porque Ronaldo já não estava em campo. Mas o impensável aconteceu: enquanto Portugal ganhava asas, sempre com Moutinho e Meireles com motores de arranque, o rendilhado espanhol perdia sentido e motivação.

Com mais espaços do que parecia possível, a selecção portuguesa começou a recrear-se, cozinhando cedo um segundo golo brilhante, com Nani e Moutinho a prepararem o calcanhar festivo de Postiga (2-0 49 minutos).

O deslumbramento estava a um passo, e Nani demonstrava-o, com nova infantilidade perante Casillas. Mas entre olés perfeitamente desnecessários, Portugal prosseguia a demolição estrondosa de um campeão mundial à deriva, imitando o que a Argentina já fizera.

Postiga sublinhou o renascimento com o seu segundo golo da noite (68 m), e o jogo entrou no último acto, o menos intenso dos três, encerrado com a última estocada, de Hugo Almeida. Para a História, ficou o registo de maior vitória de sempre sobre a Espanha, e também o melhor resultado frente a um campeão do Mundo em título.

Fica também o reforço da convicção que, depois de um longo eclipse a lutar contra inseguranças e temores, a Selecção volta a poder olhar sem medos para adversários de primeira linha, tentando impor-lhes argumentos e identidade próprias. Mas essa é uma convicção que o futuro terá de confirmar em jogos a doer.