sábado, 30 de abril de 2011

Chernobyl, 25 anos: uma bola e vodka para fintar a radiação


Reportagem Maisfutebol
Por Pedro Jorge da Cunha2

Djata é uma figura real. A sua história foi contada no capítulo O fim do mundo do livro O Rei Branco, de Gyorgy Dragomán. Djata era guarda-redes, tinha 11 anos e morava a poucos quilómetros da central nuclear de Chernobyl. No dia 26 de Abril de 1986, a tragédia não o impediu de jogar futebol.

«O coronel [treinador] veio ter connosco e falou-nos do acidente. Disse-nos que o vento podia espalhar a radioactividade e que o jogo não se devia realizar. Mas a polícia não queria que entrássemos em pânico e assegurou não haver problemas», conta, num doloroso regresso ao passado.

«Fomos aconselhados a não nos atirarmos para o chão e a evitar o contacto com a bola. A relva já estava toda contaminada. Como é que havíamos de jogar sem tocar na bola? Chegaram uns senhores e deram-nos umas pastilhas brancas. Pensámos que nos iam envenenar. O camarada coronel sossegou-nos: É só iodo. Jogámos e ganhámos comigo na baliza. Vencer era mais importante do que fugir à radiação.»

Djata tem 36 anos e gravíssimos problemas de saúde. Aquele foi o último dia da sua vida em que jogou futebol.

Uma «atomograd» com tudo, menos pessoas

A vida deste ucraniano simboliza a infância roubada a várias gerações. A Agência Internacional de Energia Atómica contabiliza quatro mil mortes, por exposição directa à radiação emitida pelo reactor quatro de Chernobyl. O número é polémico. Há quem fale em mais de dez mil.

O rumor, de resto, acompanha o cataclismo desde o primeiro instante. John Turnbull, jornalista e estudioso do fenómeno, dá conta disso mesmo ao Maisfutebol.

«A razão para o desastre permanece um mistério. A primeira versão falava numa quebra de energia generalizada, pois nessa noite tinha-se jogado um Dínamo Kiev-Spartak Moscovo para o campeonato da URSS. Toda a gente quis seguir o encontro na televisão. Terá havido um sobreaquecimento na distribuição eléctrica e, consequentemente, na central nuclear.»

A versão nunca foi confirmada. Sabe-se, isso sim, que Chernobyl colocou a nu a auto-intitulada perfeição do regime de Mikhail Gorbatchev.

«A cidade de Prypiat tinha sido construída como exemplo da grandiosidade soviética. Dois estádios, vários ginásios, três piscinas. A União Soviética orgulhava-se desta atomograd [cidade projectada para os funcionários da central nuclear e respectivas famílias].»

Prypiat possui um hotel de seis andares, um centro cultural majestoso, um parque de diversões famoso pela sua roda gigante, três piscinas, dois estádios. Tudo em ruínas, tudo corroído pela ferrugem do tempo. Prypiat só não tem pessoas.

«Na minha última visita reparei numa bola vazia, parada no recreio da escola. Pensei quem teria sido a última criança a pontapeá-la e se essa criança ainda está viva.»

«É um pedaço de mundo sem esperança»

Narodichi foi uma das cidades mais atingidas. Faz parte da Zona de Exclusão. Em 2005, num acto simbólico, recebeu a final de uma liga amadora de futebol. Os jogadores desafiaram o ar impregnado de átomos doentes e jogaram 90 minutos. Nicky Larkin, realizador de documentários, assistiu e filmou o momento.

«Há cinco mil trabalhadores nessa zona. Uma das equipas era formada por eles», narra ao Maisfutebol desde Telavive, onde se encontra a fazer um filme sobre o conflito israelo-árabe.

«Parece impossível, mas eles acreditam veementemente que o álcool refreia o efeito da radiação. Antes do jogo todos beberam doses inacreditáveis de vodka e cerveja. Passei uma semana na zona e foi uma experiência de loucos.»

Larkin recorda «o vento frio» e o céu «azul turquesa» da região. «É um pedaço de mundo sem esperança.»

Haiti: futebol num inferno que sobrevive a si mesmo



Cenário de catástrofe ao lado da República Dominicana
Por Vítor Hugo Alvarenga

O terramoto de Janeiro de 2010 não lhes roubou a esperança. O surto de cólera também não. Afinal, eles já estão no inferno. E vivem, sobrevivem. Eis o retrato de um Haiti que tropeça a cada passo, sem jamais cair. Um ano após a tragédia que chocou o Mundo, pouco ou nada mudou. Estavam mal. Assim continuam.

A soma de todos os males resulta numa nação maioritariamente privada de saneamento básico, electricidade ou um mísero tecto. A suprema ironia de uma terra que reclama ter sido esquecida por Deus chama-se Cité Soleil.

Haiti: futebol salvou desalojados antes de os expulsar

Cité Soleil, a irónica cidade do sol, é o maior bairro de lata do Hemisfério Norte e um dos locais mais perigosos do Mundo. Sobreviveu ao terramoto, uma vez que as barracas pouco tinham por onde ruir, e ficou ainda mais letal com a chegada dos principais criminosos do país, evadidos da cadeia de Port-au-Prince, a capital, que ficou em escombros.

Os gangues controlam um território onde o lixo preenche a paisagem. Lá fora, o resto do Haiti procura renascer das cinzas. O terramoto levou 250.000 vidas, talvez mais, e deixou mais de um milhão sem casa.

A independência, os abusos e Clinton

Quando a terra tremeu, mais do que tremera nos últimos duzentos anos, milhares de famílias procuraram refúgio dos campos de futebol. Crónicos apaixonados pelo deporto, os haitianos pediram licença e entraram. Até hoje. Onde havia relva, montou-se uma barraca.

Os acampamentos para desalojados seriam o princípio de um processo de recuperação que tarda. Relatos de abusos sexuais nesses recintos sem lei multiplicaram-se ao longo dos meses.

Bill Clinton, antigo presidente dos Estados Unidos que lidera a Comissão de Recuperação do Haiti, é acusado de distribuir grande parte dos fundos de ajuda por empresas internacionais, com os locais a sobreviveram no limite das condições humanas.

O Haiti duvida até de si mesmo. Em mais de duzentos anos de independência da França, jamais conseguiu afastar a imagem de inferno, a outra face de uma moeda chamada Ilha de São Domingos. Ao lado, a República Dominicana, o paraíso visitado por milhares de portugueses.

«Sem o futebol, não teríamos nada»

No meio de tudo isto, o futebol. O Palácio Nacional, a prisão central e vários edifícios emblemáticos vieram abaixo. A sede da Federação Haitiana de Futebol também, matando três dezenas de pessoas. Com os estádios ocupados pelos sobreviventes, perdeu-se a alegria do desporto.

Edson: do 25 de Abril em Portugal à miséria no Haiti

Lentamente, a bola volta a rolar no país, fazendo esquecer temporariamente a crueldade da natureza e dos homens.

«O futebol é parte da felicidade de cada país. Já trabalhei em países onde o futebol é uma loucura, como o Irão, a China e o Haiti. No Irão, onde está agora Carlos Queiroz, é terrível, mas nada comparado ao Haiti. São fanáticos mesmo», resume Edson Tavares, brasileiro, actual seleccionador do Haiti, em conversa com o Maisfutebol.

Chernobyl, 25 anos: quando o futebol sucumbe à catástrofe



Reportagem Maisfutebol
Por Pedro Jorge da Cunha

O cenário pós-apocalíptico não permite esquecer. Os livros continuam abertos na mesma página, os relógios paralisados no segundo eterno, o silêncio a ecoar com brado pelos quatro cantos do mundo. A cor virou preto e branco, a vida minguou até desaparecer, edifícios e ruas entregues a uma memória pejada de destruição e lágrimas.

Chernobyl, 25 anos depois.

A maior tragédia nuclear de sempre, uma das mais devastadoras catástrofes da humanidade. Pripyat, Narodichi e Ivankiv, cidades-mártires fantasmagóricas. Urbes outrora idealizadas pela foice e martelo da ditadura soviética. Em poucos minutos, tudo acabou. O futebol também.

Nesta reportagem, o Maisfutebol revolve o passado, disseca esta página da história e fala-lhe sobre a relação entre Chernobyl e o desporto-rei. Como era tudo antes daquele 26 de Abril de 1986? O estádio imaculado que não chegou a ser inaugurado, as peripécias do último dia de uma equipa de futebol, as marcas de uma bola teimosamente impressas numa parede. Até hoje.

O jornalista John Turnbull e o realizador Nicky Larkin, autores de algumas das peças mais explícitas e completas sobre a calamidade, guiaram-nos pela mão. Inna Vasilkova, assistente num hospital de vítimas de Chernobyl, fez-nos o relato de proximidade à Zona de Exclusão (raio de 30 quilómetros em redor do reactor quatro da central nuclear).

«A morte chegou com pressa e levou tudo»

«A cidade de Prypiat tinha dois estádios. O mais antigo era quase todo feito em madeira. Havia uma pista de atletismo, muito frequentada pelas escolas, e um óptimo relvado. O mais novo nunca o chegou a ser. A inauguração estava marcada para 1 de Maio de 86, poucos dias depois do desastre. Hoje essa área é conhecida por Floresta do futebol.»

As palavras são de Inna Vasilkova. Saem num castelhano surpreendentemente fluente. Desse projecto de estádio sobram muros descascados em tristeza, degraus vetustos e corrompidos pela humidade, ervas que se alimentam da pedra. Um sarcófago enferrujado, a metáfora perfeita. O futebol em Chernobyl - e nas cidades limítrofes - sucumbiu ao horror.

«A morte chegou com pressa e levou tudo o que podia. Não foi possível alguém voltar a jogar futebol ou a fazer desporto na região. Provavelmente nunca mais será.»

Depois de Chernobyl: Auschwitz, Hiroshima, Haiti

«Há uma atracção mórbida, quase voyeurista, pelo que aconteceu. Vêm muitos turistas visitar a zona, como se estivessem a visitar as ruínas de uma cidade da Antiguidade.»

O Dia Em Que o Dínamo Kiev Venceu o Jogo Errado



Falar de Holocausto e futebol obriga a contar a história do Jogo da Morte
Por Sérgio Pereira

Falar de Holocausto e futebol obriga a contar o infortúnio do Dínamo Kiev. No dia em que venceram o jogo errado. Aconteceu numa Ucrânia ocupada pelo regime nazi e deu até origem a um filme. Passou para a história como «The Death Match», ou «O jogo da morte». Acabou da pior forma, portanto.

Começa numa equipa do Dínamo Kiev que já na altura era da primeira divisão do futebol europeu. Com a invasão da Ucrânia, que era então uma província da União Soviética, pelas forças alemãs, a equipa foi desfeita e boa parte dos jogadores obrigados a trabalhar numa padaria de Kiev.

Conta-se que nos tempos livres jogavam futebol num descampado atrás da padaria. Foram então desafiados para formar uma equipa e entrar no campeonato regional. Fizeram-no com oito jogadores do Dínamo Kiev e três do Lokomotiv Kiev, numa equipa a que deram o nome de FC Start.

No início ficaram renitentes em participar no torneio, não queriam alinhar num torneio que era patrocinado pelas forças alemãs, como forma de repor a normalidade na cidade. Mas acabaram por entrar e venceram seis jogos seguidos. O que provocou naturalmente entusiasmo entre a população.

Assustado com as proporções que o FC Start estava a ter, e temeroso que isso influenciasse a auto-estima dos ucranianos, o ocupante nazi decidiu tomar medidas. Agendou um jogo para 6 de Agosto de 1942. Perdeu e pediu uma repetição: três dias depois, no Zenit Stadium, e perante uma multidão.

As instruções eram claras: os ucranianos do FC Start deviam fazer a saudação nazi aos alemães e deviam perder o jogo. Não fizeram uma coisa, nem outra. Venceram aliás por 5-3. Quase no fim, Klimenko entrou na área alemã, fintou o guarda-redes e com a baliza aberta chutou para o meio-campo.

O árbitro acabou de imediato o jogo, ainda antes dos noventa minutos. Os ucranianos foram presos e torturados pela Gestapo, Korotkykh morreu de imediato. Os restantes foram enviados para o campo de concentração de Syrets, onde boa parte deles acabou por ser exterminado. Alguns sobreviveram.

Em memória deles foi erigido um monumento à porta do estádio do Dínamo Kiev.~

video

Os Golos ao Villarreal Atravessaram o Continente

Villas-Boas: «Se ficar 15 anos no clube que adoro...tudo bem»



Técnico explica porque deixou a equipa técnica do treinador do Real Madrid
Por João Tiago Figueiredo

O trabalho de André Villas-Boas no F.C. Porto tem despertado cobiça de vários clubes europeus, mas não só. Sistematicamente, as conferências de imprensa do treinador recebem visitas de jornalistas estrangeiros, curiosos com a performance do antigo adjunto de José Mourinho. No final do jogo com o Villarreal, por exemplo, Villas-Boas acabou por falar em português, espanhol, inglês e italiano, tendo em conta a nacionalidade dos interlocutores. Este sábado, foi um jornalista do britânico «Daily Telegraph» que marcou presença no Olival e pode questionar o técnico portista, sobretudo à volta do seu futuro e do passado ligado a Mourinho.

Essa ligação, de resto, não o incomoda. «As pessoas associam-me a um dos melhores treinadores do mundo. É algo com o qual tenho de viver, mas não me dá qualquer problema. As pessoas pensam que eu sou o sucessor, mas eu não sou. Sou um treinador normal. Não me chamaria especial», atirou, confrontado com a famosa frase de Mourinho na apresentação no Chelsea.

«FC Porto a melhor equipa? Felizmente para nós, isso ficou bem explícito»

O facto de terem atingido sucesso no mesmo clube também faz levantar o véu das comparações, mas, para Villas-Boas, tudo não passa de uma coincidência. «Nem eu nem o Porto fazemos escolhas consoante o que o José Mourinho escolheu antes. São apenas coincidências, que aconteceram. Estamos nas meia-finais da Liga Europa e as pessoas começam a pensar: «É este o sucessor! Estão a conseguir os mesmos êxitos!».

Definindo-se como uma «pessoa reservada», André Villas-Boas explicou porque faz sempre referência à equipa técnica e ao grupo de jogadores que tem à sua disposição na hora do sucesso: «Gosto de partilhar o sucesso que tenho com as pessoas que me dão esse sucesso. Estejam no lugar mais alto ou no mais baixo.»

«Se ficar 15 anos no clube que adoro...tudo bem»

Villas-Boas confessou «lidar bem» com a especulação que o seu nome começa a gerar, fazendo notar, no entanto, que não tolera «mentiras» e reiterou o que já tinha deixado claro: quer uma carreira curta e não sabe o que o futuro lhe reserva. «Se ficar 15 anos no clube que adoro...por mim está bem», afirmou.

Sobre a separação de José Mourinho, Villas-Boas explicou que sentiu que podia ousar mais e queria começar a sentir a relva. «A separação aconteceu porque eu senti que poderia dar um pouco mais. Senti que podia começar a treinar. Se eu pudesse dar mais ao Mourinho, tinha dado, mas percebo perfeitamente que ele não tenha sentido necessidade disso. Por isso, achei que era altura de arriscar», contou.

Actualmente, os dois não mantêm qualquer tipo de relação, embora Villas-Boas desminta que haja qualquer quezília entre os dois motivada pela separação.

«Não falo com José Mourinho. Não tem nada a ver com a separação, até porque depois de eu sair, enquanto estava na Académica, falava muito com ele. É assim que as coisas são, nada mais que isso. Rival? Não...eu não posso ser rival daquele que, na minha opinião, vai ser o melhor treinador de todos os tempos», concluiu.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Um Planeta Inteiro a Falar do FC Porto


Por Redacção

Radamel Falcao Garcia virou lenda depois do «poker» ao Villarreal. Na Europa, mas também na América do Sul. E não apenas na sua Colômbi natal. O avançado do F.C. Porto faz manchete na Argentina também, onde o jornal «Olé» lhe chama nada menos que «Messi colombiano».

Falcao quer recorde: o de Cataklinsmann, lembra-se?

«É uma noite que nunca vou esquecer», disse Falcao, que falou à rádio Antena 2, no seu país, e até respondeu a perguntas dos ouvintes. Quanto aos elogios, evita a referência a Messi, mas agradece o reconhecimento da Argentina, ele que jogou no River Plate: «Deixa-me muito alegre. Foi na Argentina que acabaram de me formar, aprendi lá muito de que sei. Agrada-me que nesse país me reconheçam, sem ser argentino. É uma ajuda, um impulso para o futebol colombiano, porque tem grandes talentos.»

Nesta longa conversa, Falcao defende também a qualidade do F.C. Porto, quando lhe perguntam se é o clube com que sonhou. «Acho que as pessoas menosprezam um pouco o F.C. Porto e a Liga portuguesa. Este é um clube que ganhou a Taça UEFA em 2003, a Liga dos Campeões em 2004, que ganhou muitos títulos em Portugal», explica: «Na Liga Europa, três dos quatro semifinalistas são portugueses. A Liga não é tão má como isso.»

«É um clube onde há muito bons jogadores, a grande maioria de selecção, têm um grande nível futebolístico, o que facilita o desenvolvimento. Estou muito contente, as pessoas gostam muito de mim, se conseguir marcar uma era, não era fácil, tinha que substituir Lisandro Lopez, que fez muito golos, em menos dois anos já o consegui», prossegue.

A seguir, Falcao rejeita a ideia de que a equipa jogue para si e destaca o grupo do F.C. Porto: «O futebol é um jogo de equipa. Se cada uma das peças faz bem o seu trabalho, as outras vão fazer o mesmo e vai haver resultados. Tenho que estar certeiro e fazer o meu trabalho. O funcionamento do grupo facilita que os resultados apareçam.»

Pelo meio, ainda uma homenagem ao pai. Diz Falcao que os seus dotes de cabeceador, apesar de não ser um jogador alto, os deve a Radamel pai, que foi defesa de clubes como Santa Fe, Unión Atlético Táchira: «Trabalhei isso desde muito pequeno. O meu pai foi um grande cabeceador e ensinou-me muito em miúdo. A seguir aperfeiçoei com a prática, nos treinos. Depois, estive num clube onde se ensina muitas situações de golo, muitos centros, muitos diferentes tipos de situações.»

A Antena 2 cita o senhor Radamel a confirmar isso mesmo: «Dava-lhe muitos conselhos sobre como jogar de cabeça em criança, mesmo quando estava no River corrigia-o e ensinava-o.»

quinta-feira, 28 de abril de 2011

FC Porto goleia (5-1) Villarreal e Está a um Passo da Final


Por Redacção

O FC Porto venceu o Villarreal por 5-1 e deu um passo de gigante rumo à final da Liga Europa. Os espanhóis saíram para o intervalo a vencer, mas Falcao (4) e Garín operaram a reviravolta dos portistas que alcançaram uma importante vantagem para o jogo da segunda mão no El Madrigal.

O Villarreal saiu para o intervalo a vencer após golo de Cani apontado nos instantes finais da primeira parte. O submarino amarelo ameaçou sempre fazendo uso do contra-ataque, mas o FC Porto também podia ter marcado quando Hulk atirou ao ferro após remate de fora da área.

A segunda parte foi diferente com o FC Porto a assumir o controlo total do jogo e com Falcao a assumir-se como principal responsável pela reviravolta da equipa azul e branca. O colombiano começou por ser travado por Diego Lopez na grande área e, na transformação do castigo máximo, restabeleceu a igualdade.

Depois Gaurín apareceu liberto na direita, passou por um adversário e atirou ao poste. Na recarga, cabeceou para o 2-1. Mas esta era a noite de Falcao... O avançado completou o póquer com golos para vários gostos: de contra-ataque após assistência de Hulk, onde só teve de encostar para o fundo das redes; de cabeça após livre batido por Guarín; e novamente de cabeça mas na sequência de um canto marcado por James Rodriguez.

O FC Porto conquista a quinta vitória consecutiva na Liga Europa, onde leva 15 golos marcados só nos últimos três jogos. Os azuis e brancos deslocam-se na próxima quinta-feira ao El Madrigal para discutir a segunda mão das meias-finais... mas o sonho de uma final 100 por cento portuguesa ficou hoje mais perto de ser uma realidade.

Póquer de Falcão Afunda Submarino Amarelo (5-1)


O FC Porto entrou melhor no jogo, aos dois minutos, Falcão esteve perto do golo, valeu a defesa do guarda-redes Diego Lopéz. Aos seis minutos, o villareal quase marcou, com Nilmar a desmarcar-se e a aparecer solto na área do FC Porto, em seguida, cartão amarelo para Fernando por falta sobre Nilmar. Aos oito minutos, os jogadores do Porto pedem amarelo para Carzola, devido a uma falta perigosa sobre Moutinho.

Numa jogada que poderia causar perigo para a Baliza do Villarreal, o árbitro assinala mal um fora de jogo a Hulk aos dez minutos. Nilmar fica em posição perigosa aos quinze minutos, vale um grande corte de Otamendi. Nilmar com uma grande exibição, volta a proporcionar aos 25 minutos, outra grande oportunidade de golo para o Villarreal. No minuto seguinte, Hulk simula grande penalidade, o que lhe valeu o cartão amarelo.

O Villareal é a equipa que mais pressiona, e aos 28 minutos provoca mais uma jogada perigosa por intermédio de Nilmar, valendo um corte importantíssimo de Rolando. O FC Porto tenta virar o rumo da partida e Guarín aos 29 minutos remata de longe sem êxito, logo de seguida, aos 30 minutos, é Hulk quem tenta marcar com um grande remate.

Aos 35 minutos, Rossi desperdiça uma boa oportunidade de golo do Villarreal, equipa que já conseguiu chegar com perigo várias vezes à baliza defendida por Helton. Aos 41 minutos, Valero entra de forma dura sobre Álvaro Pereira e é penalizado com um cartão amarelo. Isto um minuto depois de Sapunaru rematar ao lado baliza do Villarreal. Já no fim da primeira parte, aos 45 minutos, o Villarreal consegue chegar ao golo por intermédio de Cani, que foi assistido por Nilmar.

O Villarreal entra bem na segunda parte, com ambição de aumentar a vantagem, mas Álvaro Pereira atento, evita que Nilmar marque. Aos 49 minutos, Falcão sofre falta na grande área adversária, cometida por Diego López que vê o cartão amarelo e grande penalidade a favor do Porto. Um minuto depois Falcão converte a grande penalidade e repõe a igualdade na partida.

O FC Porto não podia pedir um começo de segunda parte melhor, continuando a atacar e aos 53 minutos ganha um livre perigoso devido a uma falta de Catalá sobre Hulk. Na sequência do livre apontado por Moutinho, Christian Rodríguez cabeceia ao lado da baliza. Apenas alguns minutos mais tarde, aos 62, Guarín, com uma grande jogada marca golo e coloca o FC Porto na frente do marcador.

Apesar de o Villarreal parecer “acusar” pressão devido a este começo do FC Porto, Helton é obrigado a cortar um lance perigoso aos 66 minutos. Aos 67 minutos o treinador do Villarreal faz a sua primeira alteração no jogo e substitui Valero por Wakaso. No mesmo minuto, Hulk centra para o centro da área e Falcão bisa na partida, aumentando a vantagem.

No minuto 72, ambas as equipas fazem substituições, do lado do FC Porto sai Christian Rodríguez e entra Varela, e do lado do Villarreal sai Cani por Matilla. Aos 73 minutos o Villarreal faz a sua terceira substituição, colocando em jogo Ruben e tirando Nilmar. No minuto seguinte, Hulk sofre falta e Catalá vê o cartão amarelo. Aos 75 minutos Falcão concretiza o hat trick. Na sequência de um cruzamento de Guarín, Falcão voa e marca de cabeça, 4-1 para o FC Porto.

Guarín sai aos 79 minutos e entra Souza., quatro minutos depois, o guarda-redes dos “dragões” vê o cartão amarelo, devido a um toque com a mão na bola fora da área. Aos 84 minutos Villas Boas substitui Hulk por James e Falcão continua a ameaçar, mas desta vez o cabeceamento saiu por cima. Dois minutos depois, Helton é obrigado a intervir, com uma grande defesa a remate de Carzola.

Já no fim do jogo, o colombiano Falcão, melhor marcador da competição, volta a marcar, fazendo assim o seu quarto golo na partida e o quinto do FC Porto aos 89 minutos. O golo surgiu na sequência de um canto apontado por James Rodríguez e Falcão marcou mais uma vez de cabeça. O jogo terminou com clara vitória do FC Porto por 5-1, a equipa espanhola foi a ganhar para o intervalo, mas na segunda parte os azuis e brancos entraram em campo com mais ambição, colocando-se praticamente na final em Dublin.

Ficha de jogo

Jogo no Estádio do Dragão.

FC Porto - Villarreal, 5-1.

Ao intervalo: 0-1.

Marcadores:

0-1, Cani, 45 minutos.

1-1, Falcao, 49 (g.p.).

2-1, Guarin, 61.

3-1, Falcao, 67.

4-1, Falcao, 75.

5-1, Falcao, 90.

Equipas:

FC Porto:
Helton, Sapunaru, Rolando, Otamendi, Álvaro Pereira, Fernando, Guarin (Souza, 78), João Moutinho, Hulk (James Rodriguez, 84), Cristian Rodriguez (Varela, 71) e Falcao.

Suplentes:
Beto, Maicon, Varela, Walter, James Rodriguez, Souza e Rúben Micael).

Villarreal:
Diego López, Mário Gaspar, Musacchio, Marchena, José Catalã, Borja Valero (Wakaso Mubarak, 66), Bruno Soriano, Cani (Javier Matilla, 71), Santi Cazorla, Nilmar (Marco Ruben, 71) e Rossi.

Suplentes:
Juan Carlos, Marco Ruben, Joan Capdevila, Javier Matilla, Cicinho, Kiko, Wakaso Mubarak.

Árbitro:
Bjorn Kuipers, da Holanda.

Acção disciplinar:
Cartão amarelo para Fernando (05), Hulk (26), Borja Valero (41), Diego López (48), José Catalã (74) e Helton (82).

Assistência:
44.719 espectadores.

O Maior Feito Individual da Temporada


Falcao, perfeito
Por Luís Sobral

Falcao conseguiu frente ao Villarreal o maior feito individual da temporada. Em Portugal e na Liga Europa.

O colombiano foi perfeito, conseguiu quatro golos em 41 minutos, um a cada dez. Não o fez sozinho, claro. Mas o mérito foi antes de tudo dele.

Falcao, além de um ponta-de-lança admirável, é um jogador de comportamento exemplar. No relvado e fora dele, quando tem de se dirigir aos jornalistas, quando partilha histórias e fotografias no Twitter. É um futebolista que sabe por inteiro o que isso significa nos tempos modernos.

Muito por causa do que Falcao tem feito na Liga Europa, o F.C. Porto pode marcar hotel em Dublin.

Que jogador!

Holanda: Venlo contrata craque com um ano de idade!



Baerke van der Meij foi descoberto numa rede social
Por Redacção com PJC

Baerke van der Meij nasceu há 18 meses em Venlo, na Holanda. Há algumas semanas, o pai filmou-o a dar uns pontapés cheios de pontaria numa bola de futebol.

O vídeo chegou a uma rede social e despertou o interesse do clube da sua cidade. O VVV Venlo não quis esperar e ofereceu ao bebé Van der Meij um contrato válido por dez épocas!

Tudo isto é real e o petiz até teve direito a apresentação oficial, conforme a foto documenta.

«Ainda não sabemos qual é a posição favorita em campo do nosso reforço. Mas podemos garantir que tem um excelente pé direito, é perseverante e possui genes abençoados. O pai de Baerke também jogou no VVV Venlo», escreveu o clube da primeira divisão holandesa em comunicado.

O video do mini craque pode ser visto em http://www.youtube.com/watch?v=sZGhGbfzCSU&feature=player_embedded

Real-Barça: Pepe toca mesmo em Alves? - veja e comente



Programa de televisão passa imagens polémicas em câmara lenta
Por Redacção

A expulsão de Pepe no Real Madrid-Barcelona (0-2) desta quarta-feira, na primeira mão das meias-finais da Liga dos Campeões, motivou duras críticas de José Mourinho à arbitragem do alemão Wolfgang Stark.

O internacional português foi expulso por entrada dura sobre o brasileiro Daniel Alves. Mas será que Pepe toca no rival? O programa «Punto Pelota» da televisão espanhola mostrou ainda ontem imagens em câmara lenta da jogada que coloca em causa sequer que tenha existido contacto. São essas imagens que aqui lhe apresentamos. O que acha?

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ou_JW72XWJQ#at=49

Não só não houve falta de Pepe, como houve uma simulação.

Benfica-Braga, 2-1 (crónica)


Singular e tão familiar, uma noite à altura do momento
Por Berta Rodrigues

Um dos jogos mais singulares da história do futebol português, e no entanto tão familiar. Benfica e Sp. Braga chegam ao intervalo da meia-final da Liga Europa com sinal mais para os vermelhos de Lisboa, que venceram na Luz por 2-1 um jogo vivo e intenso, à altura do momento. Daqui por uma semana, em Braga, decide-se quem estará na final de Dublin. Muito provavelmente frente ao F.C. Porto, o outro protagonista deste momento único, que ao mesmo tempo, no Dragão, vencia o Villarreal por 5-1.

Velhos conhecidos, apesar da estreia em confrontos europeus, Benfica e Sp. Braga não têm grandes segredos. Portanto, não houve fase de estudo nem preliminares. O jogo começou em alta rotação e assim durou até ao fim.

Em campo, entre as dúvidas ao longo da semana, Jorge Jesus optou por Carlos Martins e César Peixoto no onze, deixando Gaitán no banco. No Sp. Braga, com Júlio César castigado, Domingos deu a titularidade a Meyong na frente, com apoio de Lima e Alan. Atrás, Salino e Hugo Viana, Vandinho ao centro.

O Sp. Braga apostava na solidez, se bem que o primeiro sinal não foi por aí. Uma má recepção a um passe de Rodríguez, na área, obrigou Paulão a um corte precipitado. Mas logo depois surgiu a primeira oportunidade do jogo, e foi do Sp. Braga. Um belo passe de Hugo Viana, para Sílvio rematar a rasar o poste de Roberto.

O Benfica respondeu e aos seis minutos uma falta de Rodríguez para amarelo sobre Aimar cortou uma boa jogada do ataque «encarnado». Seis minutos depois gritou-se golo na Luz e Cardozo festejou, até perceber o fora-de-jogo.

Estava animado o jogo na Luz. Mais contido o Sp. Braga, o Benfica com maior iniciativa, ambos sem dar lugar a grandes desequilíbrios. Oportunidades de golo, algumas. Saviola esteve perto, por duas vezes. À passagem da meia-hora, Cardozo faltou à chamada, depois de uma combinação entre Carlos Martins e Aimar. O paraguaio não percebeu e não chegou a tempo ao cruzamento. Não foi preciso muito mais (ou menos) para voltar a ouvir assobios na Luz.

As coisas continuavam equilibradas e, com o aproximar do final da primeira parte, o Sp. Braga colocou mais alguma pressão sobre o jogo. Um remate de Lima ao lado, uma defesa de Roberto a um remate-cruzamento de Alan, davam o tom.

Mas antes do intervalo a grande oportunidade estava reservada para Cardozo. Lançado por Saviola, subiu, subiu e chutou ao poste!

Caia o pano sobre a primeira parte, prometia para a segunda. E cumpriu! O Sp. Braga deu o primeiro sinal, num remate de Lima em que Roberto se atrapalha.

Pouco depois, o golo do Benfica. Jardel, o central com nome de goleador, marcou na recarga a novo remate de Cardozo ao poste. O jogo levava 50 minutos, o Benfica via-se em vantagem, mas não por muito tempo.

Três minutos mais tarde, Aimar via o amarelo que o tirará da segunda mão, numa falta sobre Alan. Na conversão do livre, bateu Hugo Viana e Vandinho (também ele já fora do jogo de Braga por acumulação de amarelos), transformou o lance em golo, com um cabeceamento de longe que bateu Roberto.

E depois¿ foi Cardozo. O Benfica ganha um livre na zona frontal, entre Martins e Cardozo bateu o paraguaio, directo para a baliza de Artur. Explosão de alegria na Luz, agora reconciliada com o número 7. Quando o «speaker» gritou o nome do autor do golo, o estádio disse-o em coro com ele.

Domingos tinha feito entrar Custódio antes do golo, para tirar Meyong, e depois colocou em campo Mossoró, fazendo sair Hugo Viana, muito assobiado na Luz. Jesus respondeu pouco depois com uma dupla substituição, para refrescar as coisas. Saíram Martins e Peixoto, entraram Gaitán e Jara.

O jogo mantinha a intensidade, mas tornava-se menos objectivo. Mais longe das balizas, mais dividido. A fechar, Vandinho teve nova oportunidade, mas rematou por cima. Na outra baliza, pouco depois, foi Luisão a tentar a sorte. Ficava assim, para a semana há mais. Que seja pelo menos tão intenso como hoje

F.C. Porto-Villarreal, 5-1 (crónica)


Memorável: um dragão de mão-cheia e alma farta
Por Sérgio Pereira

Cheira a Sevilha, claramente. É impossível começar a crónica doutra forma: como em 2003, na última participação na Liga Europa, o F.C. Porto entrou na meia-final a perder e acabou por dar a volta. O resultado, até ele, é semelhante. O passado pisca ao olho a esta equipa, que abre o sorriso para o futuro.

Ora esta coincidência memorável dá todo um outro sentido ao grito do Dragão. «Venceremos, venceremos, venceremos outra vez, o Porto vai ganhar a Taça, como em 2003» é cada vez menos um sonho. As narrativas estão aí para o certificar e encher de ilusão as bancadas de um estádio deslumbrado.

O resto... bem o resto é força, explosão, espírito e muita capacidade. O F.C. Porto não fez uma boa primeira parte, saiu para o intervalo a perder por 1-0 e até podia ser por mais, o Villarreal criou três ou quatro ocasiões de golo, mas voltou dos balneários reforçado, impositivo e opressor.

Desfez um senhor adversário. O que é caso para dizer que abrandou ao sinal amarelo mas não parou: fantástica segunda parte a atropelar um Villarreal que em menos de vinte minutos se desfez em cacos. Nessa altura não era bem o submarino temível: era uma espécie de submersível. Deu até para brincar.

Destaques: Falcao a voar sobre os centrais

A vitória passou muito pelos pés de dois colombianos: Guarín deu o grito de revolta, Falcao transformou as palavras em acções. O avançado fez quatro golos, praticamente que se impôs como melhor marcador da Liga Europa e ultrapassou Jardel como melhor marcador de sempre nas provas europeias.

Nos últimos três jogos para a Liga Europa, Falcao somou oito golos. Incrível. Melhor só mesmo o F.C. Porto, que pela terceira vez consecutiva na prova chegou à mão-cheia de golos. Cinco, mais cinco, mais cinco. É uma demonstração de força enorme. Pelo caminho a viagem a Villarreal ficou mais fácil.

Nesta altura convém dizer que nem sempre foi assim. A primeira parte dos espanhóis foi aliás excelente. Defendia com dez homens atrás da linha da bola (até Nilmar surgia junto à área defensiva), trocava a bola rápida e explorava as diagonais de Rossi e Nilmar (outra vez ele). Por aí criou muito perigo.

O F.C. Porto não encontrava soluções para evitar as diagonais em velocidade e acima de tudo não encontrava soluções para travar os lançamentos açucarados a partir do meio. Borja Valero, por exemplo, é craque. Saiu no início da segunda parte e a partir desse instante a coisa ficou mais fácil para o Porto.

Nessa altura, também é verdade, o Villarreal já não era a mesma equipa. Guarín construiu o primeiro golo, fez tudo no segundo e derrubou a oposição espanhola. O F.C. Porto cresceu, o público motivou-se e Hulk fez gato-sapato de Catalá no flanco esquerdo. Quatro golos surgiram por esse lado.

O lateral viu aliás um amarelo que o afasta do segundo jogo: foi uma noite cruel para ele. Sem piedade, segurando muito mais o jogo com o recuo de Moutinho para se colocar mais perto de Fernando, o F.C. Porto tomou conta da bola, asfixiou o meio-campo espanhol e com isso esvaziou o ataque.

Só por duas vezes o Villarreal obrigou Helton a aplicar-se no segundo tempo. Foi um domínio avassalador que deu ânimo ao ataque para um estrangulamento que garantiu a vitória, o passaporte para Dublin e um feito memorável para o futebol português: duas equipas na final da Liga Europa. Alguém duvida?

Só mais uma coisa: o Porto de Villas-Boas insiste em bater todos os recordes do Porto de Mourinho. Até aquele memorável 4-1 à Lázio.

LIGA EUROPA: e Dublin está cada vez mais portuguesa...



F.C. Porto goleia Villarreal, Benfica e Sp. Braga adiam decisão
Por Redacção com RG2

O país parou esta noite quando Benfica, Sp. Braga e F.C. Porto entraram em campo para o primeiro capítulo de umas inéditas meias-finais da Liga Europa com três clubes portugueses e um intruso espanhol pelo meio.

O Maisfutebol teve equipas no Estádio da Luz e no Estádio do Dragão para lhe contarmos tudo, AO VIVO, numa competição que está muito perto de contar uma final cem por cento portuguesa em Dublin.

Tudo sobre o Benfica-Sp. Braga

Uma das meias-finais opôs o Benfica de Jorge Jesus ao Sp. Braga de Domingos Paciência, garantindo, à partida um finalista português com camisola vermelha. Qual, ainda não se sabe: a vantagem encarnada (2-1), consumada com golos de Jardel e Cardozo, foi atenuada pela resposta de Vandinho, e deixa tudo em aberto para o jogo de Braga, na próxima semana.

O outro finalista sairá do embate entre o F.C. Porto de Villas-Boas e os espanhóis do Villarreal, mas a goleada portista (5-1), com um fantástico «poker» de Falcao, deixa enorme confiança na possibilidade de uma segunda equipa portuguesa discutir o troféu na final, garantindo desde já que esta Liga Europa fica em Portugal.

Tudo sobre o F.C. Porto-Villarreal

As contas não ficaram encerradas, mas o certo é que depois dos jogos desta noite, a final de Dublin já fala mais português.

Liga Europa: F.C. Porto-Villarreal, 5-1 (destaques)


Falcao a voar sobre os centrais
Por João Tiago Figueiredo

Falcao, o melhor de sempre

Noite de sonho. Quatro golos e uma eficácia a rondar os 100 por cento. Chegou aos 20 golos nas competições europeias, superando Jardel, que era o melhor marcador de sempre do F.C. Porto nesse capítulo. Tudo isto no sexto jogo consecutivo a marcar. Não há dúvidas que o colombiano está na melhor forma da época. Teve muito mérito no lance do penalty. Num Dragão cheio, foi dos poucos que acreditou que a abertura de Guarín tinha o comprimento suficiente. Felizmente, era ele que tinha de acreditar. Voltou a marcar a passe de Hulk, aumentou a contagem após livre de Guarín e ainda fez o quarto, de novo de cabeça, de novo mortífero, proporcionando ao F.C. Porto uma viagem mais tranquila a Vila-Real. Quem tem Falcao arrisca-se a isto. Brilhante. Não há muito mais a dizer.

Guarín, decisivo

Um jogo que é a metáfora de uma carreira de dragão ao peito. Pouco convincente no início, com más decisões, alguns pormenores e um discernimento distante da vontade que colocou em campo. Na segunda parte, transfigurou-se. Inventou a jogada do penalty com uma grande abertura para Falcao e fez o segundo, numa jogada onde colhe todo o mérito. Bom pormenor a tirar o defesa do caminho, infeliz no primeiro remate, travado, mas com raça suficiente para ainda ir lá encostar, pelo buraco da agulha. Marca ainda o livre que Falcao aproveitou para fazer o quarto. Está na história do jogo. Começa a ficar na história do F.C. Porto.

Hulk, lá engatou...

Tentou, tentou e tentou...Até que conseguiu o que queria. Com um Villarreal fechadinho desde o primeiro minuto, o brasileiro teve muitas dificuldades para furar. Acabou por conseguir, apenas, no lance que resultou no terceiro golo de Falcao, onde voltou a ser «Incrível». Há noites assim, onde o esforço acaba por dar frutos. Hoje, com Hulk, foi assim.

Otamendi, risco calculado

Quando, numa das primeiras intervenções em campo, errou um corte ao lado de Nilmar e viu a sorte protegê-lo, poderia pensar-se numa noite nervosa para o argentino. A benesse recebida despertou-o e, jogando sempre nos limites, somou intervenções preciosas, ajudando a estancar o contra-ataque alheio. Só não podia fazer nada no golo de Cani.


Borja Valero, o segredo

Esmiuçando o futebol do Villarreal, percebe-se rapidamente que o segredo da máquina é o seu número 20. Borja Valero encheu o campo esta noite do Dragão. Não foi apenas a lançar os venenosos contra-ataques do «submarino amarelo» que o médio se evidenciou. Foi gigante nas acções do miolo, deu luta aos três portistas que tentaram carrilar jogo por ali e foi mortífero no apoio ao ataque. Quando saiu, o Villarreal acabou.

Champions

Todos dizem que o Porto pertence à Champions, e que por esta altura ainda lá estaria... Pois bem, encontramo - nos na meias - finais. Falcao é dos melhores do mundo. Como o vamos segurar? Pois...

Arre pé para os Gverreiros. Um no Axa e Dublin já está!
Sim, eu sou daquelas para quem o copo está sempre meio cheio. O Benfica ganhou... Mas não por tanto...

Liga Europa: F.C. Porto-Villarreal, 5-1 (ficha)



«Poker» de Radamel Falcao
Por Redacção com PJC

Uma segunda parte soberba permitiu ao F.C. Porto aplicar um convincente 5-1 ao Villarreal. Radamel Falcao fez quatro golos e foi a figura do jogo, uma vez mais. O colombiano atravessa um momento de forma notável. Ao intervalo os espanhóis venciam por 0-1, com um golo anotado por Cani aos 44 minutos.

Depois, Falcao empatou na transformação de uma grande penalidade (49), viu Freddy Guarín fazer o 2-1 (61) e fez ainda mais três: 68, 76 e 90 minutos.

Na primeira parte, o Villarreal criou, de facto, muitas dificuldades, mas André Villas-Boas corrigiu tudo o que havia a corrigir ao intervalo. O F.C. Porto tem um pé e meio na final de Dublin.

Quem é Quem é? R9!

Falcao no Twiter diz que Messi é um fenómeno. Deixo as perguntas. É o Messi o melhor marcador da Europa? Foi o Messi que hoje marcou 4 golos? Quem é o baixote que cabeceia como se tivesse 2 metros e meio?

Dublin... Mais que Certo!

FINAL DO JOGO! F.C. Porto - 5 Villarreal - 1. Segundo tempo soberbo dos dragões, quatro golos de Falcao e um de Freddy Guarín!! O Porto está muito, muito perto da final de Dublin.

E lá vai ele...

Falcao volta a sair com a bola do jogo... Desta vez está provado que é bem melhor que Rossi!

Poker de Falcaoooooooo! E o Estádio Deliraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!

GOOOOOOOLLLLLOOOOOOO!!! F.C. PORTO ! 5-1 por Falcao. Poker de Falcaoooooooo! Canto de James Rodríguez e cabeceamento do ponta-de-lança! O estádio está em delíriooooo!

Falcao Mostra Porque é o Melhor...

GOOOOOOOLLLLLOOOOOOO!!! F.C. PORTO ! 4-1 por Falcao. Voooooo de Falcao!!! Livre de Guarín na direita e cabeceamento mortal do colombiano!!!
Hat - Trick!

E o Estádio Enlouquece!

GOOOOOOOLLLLLOOOOOOO!!! F.C. PORTO ! 3-1 por Falcao. Grande jogada!!! Hulk foge pela direita, ultrapassa um defesa e centra para a finalização simples e certeira de Radamel Falcao!!!

Prestes a Vencer a Liga Europa...

GOOOOOOOLLLLLOOOOOOO!!! F.C. PORTO ! 2-1 por Guarín. O colombiano remata primeiro ao poste e na recarga não perdoa!! O Porto passa para a frente!!!

Incrivel

Vandinho ia ser substituído por Custódio. Mas Domingos parou - o dizendo: - Calma, esperemos mais um pouco. Estranhamente Vandinho marca e fica em campo.

Radamel Mostra que o Porto Pode Ganhar ... com Toda a Calma do Mundo

GOOOOOOOLLLLLOOOOOOO!!! F.C. PORTO ! 1-1 por Falcao (GP). O colombiano faz o empate, com toda a calma do mundo...

Domingos: «Somos do Minho, somos guerreiros, queremos ir a Dublin»


Treinador diz que os seus jogadores acreditam numa vitória na Luz
Por Ricardo Gouveia

Domingos Paciência diz que os seus jogadores acreditam que podem ganhar esta quinta-feira no Estádio da Luz. O treinador do Sp. Braga recusou comentar o momento do Benfica e preferiu destacar a confiança da sua equipa, sobretudo nesta competição, e a grande vontade de chegar a uma final depois de já ter ultrapassado adversários como o Liverpool e o Dínamo Kiev.

O Braga começou mal a época, mas chega ao final com dois grandes objectivos. O terceiro lugar na Liga e a final da Liga Europa. «Se pudermos concretizar os objectivos que ainda estão em aberto em relação a essas duas competições seria uma boa época. O objectivo era ficar em terceiro ou quarto lugar na Liga, mas é natural que nesta altura este possa ser o jogo mais importante para nós e para a história do clube. Como dizia o Paulão, não há favoritos nesta altura. Temos de dar os parabéns a uma equipa que começou muito cedo e eliminou equipas de grande valor para chegar aqui. Tivemos de passar o Liverpool e o Dínamo Kiev e, portanto, é legítimo que aspiremos a estar na final. Somos de Braga, somos apelidados como guerreiros e queremos ir á final», começou por destacar.

Paulo César, expulso no último jogo, vai ser o grande ausente, mas Domingos não tem dúvidas quanto ao onze que vai entrar em campo. «Mau era se nesta altura tivesse dúvidas em relação à estrutura da equipa. Sabemos que o Paulo César é um elemento importante, mas noutras alturas também faltaram jogadores importantes e conseguimos suprimi-las», referiu, sem querer divulgar quem vai render o avançado, mas garantindo que vai manter a mesma estrutura.

«Não vou mexer na estrutura porque quem segue o Braga sabe perfeitamente que há vários jogadores identificados com a posição que tem de ocupar em determinados momentos do jogo. Neste momento não adianto a equipa, vamos defrontar uma equipa portuguesa que nos conhece bem e é natural que o segredo se mantenha, quer de um lado, quer do outro», acrescentou.

Jesus disse que a eliminatória ia ficar decidida por pormenores, Domingos não pensa de forma muito diferente. «A equipa que conseguir ser mais fria, estiver mais inspirada, cometer menos erros e acusar menos o nervosismo vai seguir em frente. O erro pode ser fatal, pode tirar a final a uma das equipas. Isso é que pode fazer com os jogadores não tenham a frieza necessária. Sabemos que quem cometer menos erros vai passar. Conhecemos o valor do Benfica, esperamos que a abordagem e a superação da equipa volte a acontecer, estes jogadores bem merecem», referiu.

Jesus revelou que Roberto vai ser titular. Domingos não quis comentar, mas recordou que o Benfica tem sofrido golos nos últimos jogos e pede aos seus jogadores que sejam eficazes em frente à baliza. «Não vou comentar aquilo que é o adversário, ao contrário do que fiz em relação aos outros adversários que defrontámos na Liga Europa. Do Benfica toda a gente os conhece, não faz sentido estar a falar dos jogadores do Benfica. Temos de jogar com todos os factores. Se analisarem, o Benfica sofre golos há catorze jogos consecutivos, temos de jogar com esse factor. As situações que o Roberto vai ter pela frente, peço aos meus jogadores que as concretizem, peço aos meus jogadores que sejam eficazes», destacou.

Um jogo sem golos podia, à partida, ser um bom resultado para o Braga, mas Domingos considera que tudo depende do segundo jogo. «Há um jogo para fazer, um 0-0 pode ser um bom resultado como pode não ser. Se analisarmos o jogo com o Dínamo Kiev, em que jogámos com dez e desperdiçámos muitas oportunidades, o 0-0 até foi um mau resultado», referiu.

A verdade é que o Braga parece estar numa fase ascendente, ao contrário do Benfica, pelo menos em termos físicos. «Não sei quem está melhor ou pior, mas sinto que os meus jogadores estão muito confiantes, querem fazer um bom jogo.

Família de Domingos na Viagem para Lisboa



Por Pedro Cadima

A esposa de Domingos Paciência e o seu filho mais novo, acompanhados por elementos do staff do SC Braga partiram num dos oito autocarros que levam vários adeptos arsenalistas à capital para presenciarem esse histórico jogo com o Benfica.

A concentração aconteceu no Estádio AXA e os minutos que antecederam a partida foram de grande excitação e ruído com as bandeiras do clube sempre bem levantadas e os cânticos afinados. Um desejo chamado Dublin invade a cabeça de qualquer bracarense e este filme de sonho terá primeiro capítulo esta noite, em Lisboa, diante do Benfica. A decisão final, todos esperam que seja em Braga.

Meio milhar de associados e simpatizantes, sem filiação às claques, arrancou ao final da manhã numa densa caravana de autocarros, esperando-se ao todo em pleno Estádio da Luz a maior manifestação de cumplicidade de sempre extramuros, num apoio aproximado de três mil adeptos vestidos a rigor com as cores do clube minhoto.

Momento de Descontracção Antes da Grande Noite



Por António Casanova

O plantel do SC Braga realizou ao final da manhã desta quinta-feira um curto passeio nas imediações do Hotel Altis, em Lisboa, onde a comitiva minhota está instalada.

Jogadores, treinador e restante staff, que saíram do hotel cerca das 10.45 horas regressado ainda não eram 11, apresentaram-se bem dispostos e com muita confiança num momento de pura descontracção antes do grande jogo marcado para esta noite, no Estádio da Luz.

Carreira do SC Braga na Europa destacada pelo Wall Street Journal



Por Redacção

O conceituado Wall Street Journal destaca na sua edição de hoje a carreira do SC Braga nas competições europeias, comparando o percurso dos minhotos à história da Cinderela.

O artigo percorre a história dos bracarenses, elogiando o consulado de António Salvador, com quem o clube conheceu um «ascensão meteórica».

O sucesso do Braga, lê-se, deve-se «em grande parte a uma estratégia de recrutamento executada por Salvador, que lhe tem permitido conseguir bons jogadores e lucrar depois com as transferências efectuadas».

O Estádio AXA, de «tirar o fôlego», é também apontado como um dos segredos do êxito minhoto.

«O SC Braga também aproveitou a singularidade de um estádio cujas bancadas correm apenas ao longo das laterais. Atrás de uma baliza encontra a parede da pedreira, do outro lado tem-se a vista panorâmica da cidade à distância. Assim, os jogos em Braga são diferentes de qualquer outro sítio. Arsenal, Sevilha, Liverpool, Celtic, Dínamo Kiev e Partizan perderam todos no estádio do Braga esta temporada. E nenhum deles conseguiu fazer sequer um golo. ‘É diferente de qualquer outro estádio do mundo", disse Tiago, do Atlético de Madrid», diz o artigo.

O Wall Street Journal, que fala em «jogadores de carácter num clube onde não há espaço para preguiçosos», também não esquece Domingos Paciência, um treinador com escola e que incute nos jogadores valores antigos, disciplina e camaradagem.

A final de Dublin é um sonho para a grande surpresa das meias-finais de Liga Europa, que ainda assim, refere o Wall Street Journal, terá de escalar uma montanha para vencer o Benfica, também considerado uma surpresa numa fase que não atingia há mais de duas décadas. O artigo recorda que os bracarenses não derrotam o Benfica em Lisboa há mais de 50 anos e diz, numa espécie de ironia, que a um autogolo como o que colocou a equipa nas meias-finais — referência a Vukojevic, que em Kiev igualou a partida — não acontece sempre.

O artigo termina com uma declaração de Padraig Amond, o avançado irlandês que joga no Paços de Ferreira.

«O Braga não é o favorito mas tem causado tantas surpresas na Liga Europa, batendo o Liverpool e o Dínamo de Kiev, que não me surpreenderia se causasse mais um choque e chegasse à final», declarou Amond ao Wall Street Journal.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Villas-Boas: «Vêm observar-me? Só se for a passear o fato»


Treinador do F.C. Porto desvaloriza alegado interesse da Juventus
Por João Tiago Figueiredo

André Villas-Boas começa a ser um dos treinadores na moda na Europa. A carreira do F.C. Porto quer a nível interno, quer nas competições europeias começa a chamar a atenção sobre a equipa. E quando no banco está um antigo adjunto de José Mourinho, a curiosidade aumenta.

Nesse sentido, clubes como o Roma, Liverpool ou Atlético Madrid já foram associados ao treinador. As últimas notícias em Itália davam conta de um alegado interesse da Juventus que iria, inclusive, ter dois emissários no Dragão, para observar Villas-Boas.

«As especulações são naturais, tendo em conta o que esta equipa tem vindo a fazer. Mas não deixam de ser informações falsas. É um absurdo dizer-se que me vêm observar. Durante o jogo, o treinador não faz mais nada do que passear um fato e correr um bocadinho. Há casos incríveis. Supostamente, eu teria dito não à Roma em Lisboa, reunido com um director que nem sequer é director da Roma, e disse que não, porque ia para o Liverpool. É um absurdo», contesta Villas-Boas.

De resto, André Villas-Boas falou da possibilidade de ter um Dragão cheio para a recepção ao Villarreal. O técnico está satisfeito com a adesão dos adeptos à temporada portista e lembra que podem mesmo funcionar como o famoso 12º jogador: «Temos tido boas casas no campeonato e na Liga Europa. Importante é transmitir uma mensagem de que nada fazemos sem apoio dos adeptos. Um estádio do Dragão cheio é intenso, gera emoções, gera medo. Se pudermos ter um ambiente de constante euforia e apoio, melhor para nós.»

«Quem tem mais mérito: quem cumpre e cai ou quem cai à primeira?»

Por fim, Villas-Boas voltou a um tema que tem defendido desde o início da competição: a passagem de equipas da Liga dos Campeões para a Liga Europa. O técnico criticou, de novo, o formato e deixou no ar uma interrogação: por que não fazer o mesmo com quem é eliminado nos oitavos-de-final?

«Quando caem nos oitavos-de-final porque não hão-de ter direito de vir para a Liga Europa? São equipas que atingiram o seu objectivo e caíram ao chocar com as melhores equipas do mundo. Quem tem mais mérito de continuar n uma competição europeia? Quem cumpre o objectivo e depois cai ou quem cai à primeira? Nem estou a falar de equipas como o Sp. Braga, que fez nove pontos, ou do Benfica, que também fez alguns. Mas é o ridículo estar a dar um bónus desse a uma equipa que faz três, quatro pontos na Liga dos Campeões», considera.

Villas-Boas admitiu que pode acontecer o mesmo do ano passado, quando o Atlético de Madrid, eliminado da Champions no grupo do F.C. Porto, venceu a Liga Europa. «Claro que pode acontecer o mesmo. Estão duas equipas nas meias-finais. Mas não vejo porque terão mais direito de lá estar do que o Chelsea ou o Bayern Munique, que caíram

Villas-Boas: «Não sei onde foram buscar que somos favoritos»



Técnico rejeita rótulo colado pelos jogadores do Villarreal
Por João Tiago Figueiredo

O poderio do Villarreal deixa André Villas-Boas alerta. O treinador do F.C. Porto está ciente das dificuldades que a equipa vai encontrar e não deixa transparecer qualquer sinal de excessiva confiança, até porque os jogadores rivais já têm colocado o F.C. Porto como favorito, o que o treinador rejeita.

«Não há favoritos nas meias-finais de qualquer competição. Tudo pode acontecer. Não sei onde os jogadores do Villarreal foram buscar isso. Era a equipa mais difícil que nos podia calhar, foi eliminando equipas que lideravam os campeonatos na altura que os defrontaram. Será uma eliminatória para resolver a duas mãos e esperemos que a nossa competência chegue para a ultrapassar», afirmou o técnico do F.C. Porto.

Sobre o rival, Villas-Boas deixa rasgados elogios, lembrando o percurso interno num dos campeonatos mais difíceis do mundo, para além da excelente campanha na Liga Europa.

«O Villarreal joga um futebol atacante de grande qualidade. Não é à toa que foi comparada ao Barcelona, no estilo de jogo que apresenta. Joga bem, tem gosto e prazer com o que faz. Nós também temos. Chocarem estas duas equipas nesta altura da competição, valoriza-a até porque são duas equipas que cresceram nesta Liga Europa desde o início», recordou.

O plantel do F.C. Porto gozou de um período maior do que o habitual para preparar este jogo. Desde o triunfo na Luz para a Taça de Portugal- uma vitória «importante, mas que terá muito mais valor se o troféu for conquistado -que os dragões não jogam. Poderá fazer diferença?

«Não sei se é uma vantagem ou não termos trabalhado esta semana completa. Porque nos mantivemos competitivos com uma sobrecarga de jogos, não sei que tipo de impacto terá uma semana de trabalho», afirmou.

Submarino Amarelo Aquece Para as Meias

Segundo o site oficial do Villarreal, o submarino amarelo, treinou hoje no estádio do Dragão.
Depois disso, o treinador Juan Carlos Garrido, disse que nas meias - finais estão as melhores equipas e as que mereceram. Disse também que respeitava muito o percurso que o rival (FC Porto) fez na Liga - Europa e acrescentou que a qualidade do FC Porto dá mais motivação à equipa.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Pensador



Quem acabou com o Benfica foi o FMI: Falcão Moutinho e o Incrivel!!

Benfica: Para o campeonato foi um apagão.. Para a taça um eclipse.. Em Dublin nem aparecem..

FC Porto, el reinado de los dragones

Los blanquiazules ya son campeones de liga y uno de los equipos más respetados de Europa

Con 118 años de historia, el FC Porto (las dos primeras siglas corresponden a Futebol Clube) integra el grupo de Los Tres Grandes del futbol luso junto a Benfica y Sporting de Portugal. Es, lógicamente, uno de los clubes más laureados del país y el gran dominador en la actualidad de la Primeira Liga, en la que se proclamó campeón a falta de cinco jornadas y aventaja al segundo, el Benfica, en nada menos que 19 puntos. Los ‘dragones’, que aún permanecen invictos en su liga doméstica, se han convertido en uno de los equipos más temidos de Europa, donde solo han perdido un partido en toda la competición.



La explosión de final de siglo

Aunque no es el club con más títulos de Portugal (el Benfica sigue mandando en ese apartado), el Porto sí puede presumir de ser el que luce más títulos internacionales en sus vitrinas, siendo la Liga de Campeones lograda en 2004 con José Mourinho en el banquillo, una de las fechas más recordadas en la historia de la entidad. Anteriormente, sin embargo, los blanquiazules –con Paulo Futre en sus filas- ya habían saboreado la gloria continental al llevarse la Copa de Europa de 1987 en una apasionante final donde derrotaron al todopoderoso Bayern de Munich (2-1), que era el gran favorito para llevarse el título.

Pese a que el Porto siempre ha sido considerado uno de los grandes de Portugal –es uno de los fundadores de la liga nacional lusa, en la que nunca ha descendido-, explotó definitivamente a finales de los setenta. Así, desde la temporada 77-78, ha ganado 20 de los 25 campeonatos de Primeira Liga que posee y once de las quince Copas, siendo la década de los noventa (con cinco títulos consecutivos) una de las más fructíferas para la entidad de la Ribera del Duero.



Recuperando la hegemonía

Esta campaña, el Porto ha supuesto una auténtica revolución en la competición tras la llegada de André Villas-Boas, el técnico más joven en toda la historia de la entidad. Bautizado como el nuevo Mourinho (de cuyo cuerpo técnico formó parte en Oporto, Chelsea e Inter de Milán), el portense llegó procedente de un Académica de Coimbra a la que salvó del desastre del descenso la pasada temporada.

Al igual que el actual técnico del Real Madrid, Villas-Boas no tiene experiencia previa como futbolista profesional, lo que no ha supuesto un impedimento para que los blanquiazules hayan ofrecido un paseo militar durante toda la temporada. Líderes indiscutibles, aún no han sido derrotados en Liga y acumulan 25 victorias en 27 partidos y nada menos que una diferencia de goles de 51.

Ha sido además, la bestia negra de un Benfica al que apenas le ha dado tiempo a ver reverdecer sus laureles tras el título liguero del pasado año. El Porto, renacido de sus cenizas en la temporada10-11, golpeó a los lisboetas donde más duele al asegurarse, a principios de abril, el título de Liga con una polémica victoria en el Estadio da Luz (1-2) que supuso una incalculable afrenta para O Glorioso, que veía como el rival se coronaba campeón en su propia casa. Por si no fuera poco, los de Villas-Boas ahondaron aún más en la herida la pasada semana tras remontar a las ‘águilas’ el 0-2 de la ida en las semifinales de la Copa de Portugal (1-3), con lo que, a día de hoy, aún aspiran al triplete (Liga, Copa y Europa League) tras certificar su pase a la final.

Un rival equilibrado y potente

En cuanto al bloque, el Porto dispone de un equipo creativo y con talento, amén de competitivo. Aunque por encima de todos destaca el extremo brasileño Hulk –potente, rápido y muy completo- los blanquiazules disponen de un plantilla en la que existe un armonioso equilibrio entre todas las líneas.

Además del fiable meta Helton, en la defensa destacan los centrales Rolando y Otamendi, mientras que el colombiano Guarín y el internacional portugués Joao Moutinho son los encargados de repartir el juego en el centro del campo. En la delantera, el ya mencionado Hulk, está acompañado de los extremos Varela y el colombiano Falcao, máximo goleador de la Europa League con once tantos (uno más que Giuseppe Rossi).

Pinto da Costa, símbolo del fútbol luso

Al frente del FC Porto se sitúa Jorge Pinto da Costa, una de las figuras más destacadas del fútbol portugués del último medio siglo. Nacido en Cedofeita (una parroquia cercana a Porto) hace 73 años, el hoy máximo mandatario blanquiazul entró a trabajar en el club nada menos que en 1961 como directivo de la sección de boxeo, pero no fue hasta 1982 que fue elegido como presidente de los dragones.

Con un olfato especial para detectar buenos jugadores, es uno de los responsables directos del salto de calidad del club, ya que suele apostar por talentos desconocidos que terminan convirtiéndose en estrellas, muchas de ellas incluso a nivel europeo. La lista es extensa y daría para mucho, pero por poner algunos ejemplos, Madjer, Jardel, Pepe, Carvalho, Jorge Andrade o Maniche fueron apuestas del mandatario luso que se demostraron acertadas.



El modélico Estadio Do Dragao

Son muchos los escenarios que han visto jugar el equipo del Douro Litoral, desde el primero Da Rainha –en el que derrotó por primera vez a un equipo extranjero, el Fortuna de Vigo- hasta el ejemplar y moderno Do Dragao. Así, y tras abandonar Da Rainha, el Porto pasó al entrañable Da Constituçao y posteriormente a los campos de Ameal, Lima y Das Antas.

El actual Estadio Do Dragao –inaugurado en un amistoso frente al FC Barcelona el 16 de noviembre de 2003- se construyó con motivo de la Eurocopa de Portugal de 2004, para la que albergó cinco encuentros, incluido el Portugal-Grecia de la jornada inaugural. Ha sido clasificado por la FIFA con la categoría de 4 estrellas, con lo que es apto para albergar finales tanto de la Liga de Campeones como de la Europa League.

Se encuentra ubicado al noroeste de Oporto y cuenta con capacidad para 50.399 espectadores, famosos por la presión que ejercen y el ambiente que son capaces de crear, lo que convierte a la afición portista en una de las más apasionadas y fieles del fútbol luso.



Texto retirado do site oficial do Villarreal FC (http://www.villarrealcf.es)
- Onde alguém nos respeita

VILLARREAL CHEGA AO PORTO ESTA QUARTA-FEIRA



O Villarreal, adversário do FC Porto nas meias-finais da UEFA Europa League, chega a Portugal esta quarta-feira. A comitiva espanhola é aguardada no Aeroporto Francisco Sá Carneiro às 12h35, deslocando-se ao final da tarde ao Estádio do Dragão, onde realiza a conferência de imprensa de antevisão da partida (18h30) e o treino de adaptação ao relvado (19h00 – aberto 15 minutos à comunicação social).

O jogo entre as duas equipas, referente à primeira mão, está marcado para quinta-feira, às 20h05, no Estádio do Dragão.

Programa do Villarreal:

Quarta-feira, 27 de Abril de 2011
12h35: Chegada prevista ao Porto
Local: Aeroporto Francisco Sá Carneiro
18h30: Conferência de imprensa de antevisão do FC Porto-Villarreal (primeira mão das meias-finais da UEFA Europa League)
19h00: Treino (aberto 15 minutos à comunicação social)
Local: Estádio do Dragão

Quinta-feira, 28 de Abril de 2011
20h05: FC Porto-Villarreal (primeira mão das meias-finais da UEFA Europa League)
Local: Estádio do Dragão

Incrivelmente é Mesmo...

At. Madrid de olho em trio do SC Braga



Por Redacção

A campanha do SC Braga começa a despertar atenções e o diário espanhol Mundo Deportivo noticia hoje que o trio formado por Alan, Custódio e Hugo Viana está sob o interesse do At. Madrid.

A referida fonte garante mesmo que a próxima contratação do clube colchonero será proveniente do clube bracarense, revelando que o director desportivo Jesús García Pitarch esteve recentemente em Portugal.

O dirigente terá assistido ao jogo do SC Braga diante do Dínamo Kiev, que valeu a passagem às meias-finais da Liga Europa, ficando impressionado com o trio já referido.

Toda a história: Falcao já roubou um título ao Villarreal



Avançado do F.C. Porto brilhou no torneio juvenil do clube espanhol
Por Vítor Hugo Alvarenga

Radamel Falcao tem motivos para sorrir antes do duplo confronto entre F.C. Porto e Villarreal, nas meias-finais da Liga Europa. O avançado colombiano guarda boas recordações de um embate com o Submarino Amarelo em 2001.

Recém-chegado ao River Plate, o jogador ajudou a equipa argentina a conquistar um torneio juvenil, marcando um golo na final frente ao Villarreal.

Foi o seu primeiro título no clube. Falcao revelou parte da história no Twitter, nesta segunda-feira. O Maisfutebol conta-lhe o resto.

O melhor goleador da Liga Europa não explicou, por exemplo, que a prova foi organizada pelo próprio Villarreal e disputada na cidade que o F.C. Porto vai visitar na segunda-mão das meias-finais.

A Taça que Falcao segura na fotografia foi atribuída no Torneo Internacional Juvenil do Villarreal Club de Futbol, em 2001.

Falcao antes de Messi

Era a segunda edição da prova que reúne algumas das principais equipas do Mundo. O F.C. Porto já participou na competição.

A equipa da casa venceu no primeiro ano mas foi surpreendida pelo River de Falcao doze meses depois. O colombiano marcou e os argentinos venceram por 3-1. O Barcelona, com Leo Messi, Gerard Piqué e Cesc Fàbregas levantou o troféu na edição seguinte.

Foi um ano especial para Falcao, decisivo na carreira do goleador colombiano. Estreou-se na segunda divisão do seu país com apenas 13 anos, ao serviço do Fair-Play. Passou ainda pelo Milionários, a sua equipa do coração.

Recomendado por Silvano Espíndola, foi ao River Plate para um período de experiência e já não voltou. Para a história desse ano dourado de 2001, fica ainda a maior frustração do árbitro Héctor Baldassi, o mesmo do Portugal-Espanha no Mundial de 2010.

A bola que entrou mas não valeu

Baldassi cometeu o maior erro da carreira, assume o próprio, num lance com Falcao: «Recordo-me sempre do golo de Radamel Falcao Garcia. A rede cedeu, a bola foi para a bancada e marquei pontapé de baliza.»

«Foi no Sul-Americano de sub-17, em Março de 2001. Jogavam Brasil e Colômbia. Com trinta segundos de jogo, a bola entrou no meio da baliza, a rede foi-se e para mim era pontapé de baliza. Foi um golaço, mas não o vi. O pobre avançado só me dizia: juíz, fui golo...», recorda Baldassi.

A Colômbia foi goleada por 4-0 e terminou no terceiro lugar do grupo. Ficou pelo caminho, mas Falcao já estava na órbita do River Plate. Delém, brasileiro radicado na Argentina, trabalhou o colombiano nas camadas jovens do clube. Faleceu em 2007.

Surpreendido pelo Vitória de Hulk

Para Radamel Falcao, aquele título em Villarreal foi mesmo a única conquista colectiva de um ano marcado pela mudança para a Argentina, sem a família, desorientado mas confiante no futuro. Antes, com 11 anos, estivera no Ajax. Os pais não aprovaram a mudança para o Velho Continente.

No Verão de 2001, regressou à Europa pela segunda vez, agora para a Nike Premier Cup. O seu River Plate caiu na final frente ao Esporte Clube Vitória, da Bahia, o emblema que revelou Hulk. Os argentinos venceram o Real Madrid nas meias-finais (1-0) mas foram surpreendidos no jogo decisivo (1-2), em Berlim.

O resto é história conhecida. Sorriu em Villarreal com 15 anos, estreou-se na equipa principal do River em 2005 e vai reencontrar o Submarino Amarelo uma década após o primeiro título, desejando que isso seja um bom prenúncio para o F.C. Porto.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

David Luiz: enquanto não fala inglês, concorda com tudo...


Momento hilariante em entrevista rápida
Por Redacção com JTF

Enquanto a linguagem do futebol for universal e David Luiz a dominar como domina, tudo o resto serão questões paralelas. Que, ainda assim, não deixam de ter piada.

O ex-benfiquista não fala inglês. Mas o facto não o impediu de concordar com tudo o que os colegas Frank Lampard e Fernando Torres disseram na «flash-interview» no final do embate com o West Ham.

O momento acabou por ser hilariante, com David Luiz a aprovar todos os comentários, com rosto fechado, enquanto os colegas sofriam para conter o riso e manter a seriedade que normalmente domina estes ambientes. No final, teve direito à sua pergunta: «O Chelsea vai ganhar o campeonato?». Rindo, abraçou os colegas e atirou: «Vamos lá Chelsea!». Também está bem.

Podem ver o Video em: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ZTQE2-D3BRE

domingo, 24 de abril de 2011

«O FC Porto tem todas as condições de ganhar ao Villarreal» - Castro



Emprestado desde Janeiro pelo FC Porto ao Sporting Gijón, Castro conhece o Villarreal e não tem dúvidas em considerar que os azuis-e-brancos favoritos no embate das meias-finais da Liga Europa.

«Penso que o FC Porto tem todas as condições de ganhar ao Villarreal e ganhar a Liga Europa. O Villarreal é mais forte do meio-campo para a frente, tem dois pontas-de-lança muito bons mas acho que a velocidade dos avançados do FC Porto pode decidir a eliminatória», afirmou o médio português, através da rede social Facebook.

Para dar ideia do ambiente vivido em Espanha sobre esta eliminatória, Castro diz que em Gijón todos dizem que o Villarreal vai ganhar e chegar à final, mas o português já visou: «Faço questão de chegar todos os dias ao clube e avisar que o FC Porto tem muito valor. Vou ficar a torcer por eles, como sempre!»

A Minha Opinião: Bem, parece-me que os espanhóis do Gijón ainda não se aperceberam bem do rolo compressor que o Villarreal vai encontrar pela frente na quinta feira...