terça-feira, 31 de maio de 2011

Sósia de José Mourinho semeia confusão em Wembley

Nacho Salanova é «igual» ao treinador do Real Madrid confundiu milhares de adeptos na antecâmara da final da Liga dos Campeões.
Por Redacção com JTF

Muitas vezes, um só olhar não é suficiente para definir a verdadeira realidade. Foi o que aconteceu a milhares de fãs que julgaram ter visto José Mourinho nos arredores do Estádio de Wembley, no sábado, aquando da final da Liga dos Campeões. Pura ilusão. Na verdade, tratava-se de Nacho Salanova, um sósia do português.

A casa de apostas Unibet pagava a 2.5 caso o técnico do Real Madrid fosse ver ao vivo o jogo entre Barcelona e Manchester United. Quando avistaram Salanova, muitos apostadores julgaram ter ganho o dia, como explicou Will Fawcett, porta-voz da Unibet.

«Foi engraçado. Encontrámos este incrível sósia de Mourinho e quisemos ver a reacção de quem estava por perto do estádio da final», afirmou.

As confusões envolvendo Nacho Salanova não ficaram por aqui, uma vez que começou a circular o rumor, baseado num vídeo, que mostrava «José Mourinho» junto ao Estádio Samford Bridge. Poderia o português estar de volta ao Chelsea? A pensar nisso, a mesma casa de apostas lançou o repto: 21.0 de odd, caso Mourinho substitua Carlo Ancelotti no comando dos londrinos.

Percebida a confusão, muitos aproveitaram para deixar gravada a situação para a posterioridade.


Nacho Salanova


José Mourinho

Vieira confirma: PJ pediu o contrato de Roberto



Presidente do Benfica esteve na TVI e falou sobre os casos envolvendo os guarda-redes do plantel.
Por Redacção com VHA

Luís Filipe Vieira foi entrevistado por Judite de Sousa na TVI e comentou os casos que envolvem as transferências dos guarda-redes do Benfica. Para além de falar sobre Júlio César, o dirigente confirmou uma diligência da Polícia Judiciária relacionada com Roberto.

Filipe Vieira explica as contas do negócio Júlio César

«A PJ pediu-nos o contrato do Roberto há uns meses largos», admitiu Filipe Vieira, depois de mostrar documentos a comprovar o pagamento da transferência do espanhol:«O dinheiro deixa rasto. A Polícia Judiciária só não encontra se não quiser, é fácil ver se entrou no Atlético de Madrid ou não.»

Saiba quanto recebeu Jesus pelo título

O presidente do Benfica falou ainda sobre o investimento em Roberto, guarda-redes que custou 8,5 milhões de euros aos encarnados: «Só no fim é que vemos se foi mau negócio. Neste momento, é e vai continuar a ser nosso atleta. Então e quando compro um jogador por 1 e vendo por 30? Às vezes, aquilo é como um melão: só quando se abre é que se sabe o que está lá dentro.»

Saiba quanto recebeu Jesus pelo título



O responsável encarnado falou ainda dos casos que envolvem os guarda-redes Júlio César e Roberto.
Por Redacção

O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, mostrou documentos relacionados com o pagamento a Jorge Jesus pela conquista do título nacional, durante a entrevista conduzida por Judite Sousa, na TVI: «Está aqui. O prémio era de 537 mil euros. Foi pago directamente pelo Sport Lisboa e Benfica ao senhor Jorge Jesus. Ele recebeu 306 mil euros, depois dos descontos.»

O responsável encarnado falou ainda dos casos que envolvem os guarda-redes Júlio César e Roberto

Torneio de Toulon: James na estreia de Portugal



Selecção sub-20 estreia-se esta quarta-feira no reputado torneio frente à Colômbia, do portista James Rodríguez. Costa do Marfim e Itália também estão no grupo A.
Por Redacção com JTF

A Colômbia, do portista James Rodríguez, é o primeiro adversário de Portugal no prestigiado Torneio de Toulon, para selecções sub-20. Esta prova, que será um passo importante na preparação do Mundial da categoria, tem início esta quarta-feira e prolonga-se por dez dias.

A selecção de Ilídio Vale está inserida no grupo A. Para além da Colômbia, também a Itália (3 de Junho) e a Costa do Marfim (5 de Junho) estão no caminho dos lusos. O grupo B alberga México, França, Hungria e China.

Os dois primeiros classificados de cada grupo seguem para as meias-finais e garantem, desde logo, a presença em mais dois jogos. Os vencedores da referida semi-final disputarão a grande final da prova, ao passo que os derrotados têm, como consolação, o jogo de atribuição do 3º e 4º lugar.

Calendário de Portugal:

1 de Junho (quarta-feira): Portugal-Colômbia, 15h15
3 de Junho (sexta-feira): Itália-Portugal, 18h30
5 de Junho (domingo): Costa do Marfim-Portugal, 17h30

Restante calendário:

8 de Junho:
1º grupo A vs. 2º grupo B, 16h30
1º grupo B vs. 2º grupo A, 19h

10 de Junho:
3º/4º lugar, às 17h30
Final, às 20h

«Barcelona? Aquilo já não é futebol, vai a caminho da ópera...»



Catalães também são reis da Europa ao nível das assistências. Sucesso desportivo iminentemente ligado à afluência de adeptos ao estádio.
Por Francisco Frederico

O Barcelona foi o clube que mais adeptos acolheu durante a última época. Os estudos multiplicam-se mas têm todos um resultado comum: os catalães, reis da Europa nos relvados, também coleccionam recordes ao nível das assistências.

Esta terça-feira, em Aveiro, o IPAM (Instituto Português de Administração de Marketing), divulgou mais um relatório sobre este tema, atribuindo ao clube de Pep Guardiola uma assistência média por jogo acima dos 80 mil espectadores, logo seguido pelo Borússia de Dortmund e Manchester United. «Barcelona? Aquilo já não é futebol, vai a caminho da ópera... Se calhar, para o ano, temos de excluí-los do estudo», comentou, com humor, Daniel Sá, director do IPAM, durante a apresentação do estudo.

O investigador falou ainda da estabilização das assistências médias na Liga portuguesa nos últimos cinco anos, na ordem dos 10 mil espectadores por jogo, deixando conclusões em aberto: «Factualmente, estagnou. Mas isso pode ser visto de duas formas: a malta do futebol está a aguentar-se, pese a crise, ou, então, isto nem com estádios novos e investimento lá vai. O meu palpite? O futebol não está a conseguir chamar novos consumidores.»

As taxas de ocupação também foram visadas pelo IPAM e, neste caso, com valores muito próximos dos 100 por cento, mais uma vez em relação aos últimos cinco anos. O topo da lista é ocupado pelo Schalke 04, Arsenal e um curioso Heracles Amelo, da Holanda. Em relação a este último, a explicação está no pequeno estádio, com capacidade para apenas oito mil pessoas mas constantemente esgotado.

«Os holandeses são muito bons ao nível do planeamento. É por isso que têm seis clubes no top 20 em matéria de ocupação de lugares. O problema, em Portugal, neste caso, não é tanto o facto de os adeptos não irem aos jogos. Os estádios é que são grandes de mais, sobretudo em Leiria, Coimbra e Aveiro», referiu Daniel Sá, que garante: «Queremos ajudar os clubes a atrair mais público. Como? Com mais marketing as coisas resolvem-se e o futebol melhora.»

Dortmund, um caso de sucesso

O evento contou ainda com responsáveis pelo marketing do F.C. Porto e do Dortmund, que revelaram algumas estratégias seguidas nos respectivos clubes, ambos campeões nacionais na última temporada, algo que foi enfatizado como mola impulsionadora para atingir o sucesso ao nível das assistências.

«Segredo? Claro que agora que somos campeões é mais fácil falar. Felizmente, fui convidado a vir a Aveiro antes disso [risos]. Mas basicamente não há segredos: sou uma espécie de mordomo, tenho a chave do estádio, só tenho de abrir a porta e o pessoal aparece», referiu, de forma desassombrada, Carsten Cramer, director de marketing do Borrússia, verdadeiro caso de estudo nesta matéria nos últimos anos.

Presente esteve também Diamantino Nunes, administrador da Sportis, que falou do êxito do World Bike Tour.

Portugal tem sete clubes licenciados para a Europa



Federação divulgou lista, que integra os seis que irão competir, mais o Marítimo
Por Redacção

Portugal tem sete clubes licenciados para as competições europeias da próxima época. A Federação Portuguesa de Futebol divulgou nesta terça-feira a lista de clubes aprovados, que integra todos os que se qualificaram para as provas da UEFA, mais o Marítimo.

O processo de licenciamento decorre durante a época e é condição obrigatória para um clube poder vir a jogar na Europa. Quem não o tiver feito, mesmo que se tenha qualificado em campo, fica de fora. Foi a questão que se colocou esta temporada em relação ao P. Ferreira, que acabou por não terminar a Liga em lugar europeu.

Além dos clubes licenciados, a Federação divulgou também os respectivos estádios, aprovados para as provas europeias:

F.C. Porto, Estádio do Dragão
Benfica, Estádio da Luz
Sporting, Estádio de Alvalade
Sp. Braga, Estádio Municipal de Braga
V. Guimarães, Estádio D. Afonso Henriques
Nacional, Estádio da Madeira
Marítimo, Estádio dos Barreiros

Sporting cada vez mais longe dos rivais nos adeptos



«Leões» perdem quase 10 mil espectadores nos últimos cinco anos e vêem Sp. Braga cada vez mais próximo. F.C. Porto sobe mas não supera Benfica. Conclusões de mais um estudo do IPAM.
Por Francisco Frederico

O insucesso desportivo do Sporting nos últimos anos parece ter uma tradução directa no plano das assistências no Alvalade XXI. Segundo o estudo «European Football Attendances Report 2011», desenvolvido pelo IPAM (Instituto Português de Administração de Marketing), o clube de Alvalade perdeu quase 10 mil adeptos por jogo nos últimos cinco anos. A diferença para os rivais da Luz e do Dragão já se fica, em média, em 12 mil espectadores, e o Sp. Braga, quarto classificado deste «ranking», está cada vez mais próximo dos «leões».

Estas são algumas conclusões, a cinco anos, do estudo, apresentado esta terça-feira, em Aveiro, pela escola de marketing que já vai na terceira edição desta análise às assistências das 20 principais ligas europeias (322 clubes). Em relação à época agora finda, o destaque vai para a perda de público registada pelo Benfica (12 mil por partida em relação à temporada transacta), também com relação directa face ao que se passou no relvado.

Em contrapartida, o F.C. Porto, com uma média de assistência de 36 986 espectadores (ainda assim inferior à do Benfica, com 38 146 espectadores por jogo), consegue o título de estádio nacional com melhor taxa de ocupação, com perto de 75 por cento de preenchimento dos lugares disponíveis.

Os valores dos dois clubes ficam, ainda assim, muito aquém dos registados pela Europa fora. Os «encarnados» estão no 31º lugar do «ranking» da afluência aos recintos desportivos, enquanto os «dragões» ocupam o 33º lugar, mas conseguem uma subida de 10 lugares com a fantástica temporada protagonizada pela equipa de André Villas Boas.

Barcelona também é campeão europeu de assistências

O Barcelona é mais um dos exemplos de que o sucesso ou insucesso desportivo pode ter influência directa nas assistências. Além de campeão espanhol e europeu, o clube catalão lidera na afluência ao seu estádio, com uma média acima dos 80 mil espectadores por encontro. Seguem-se Borússia de Dortmund e Manchester United, igualmente campeões nos respectivos países.

Em matéria de taxa de ocupação, o título vai para o Zenit de s. Petersburgo, com um valor de 100 por cento. Nesse particular, F.C. Porto ocupa a 98º posição, o Benfica a 152ª e o Sporting a 197ª.

No que toca a Ligas, constata-se que a portuguesa estagnou nos últimos cincos anos, com uma média um pouco acima dos 10 mil espectadores por partida. A época fechou com números na ordem dos 10 056 pessoas por jogo, afastando o campeonato nacional do top 10 que ocupava (está agora em 11º lugar), em favor da liga suíça.

Em termos de clubes, não é surpresa afirmar que apenas cinco (Benfica, F.C. Porto, Sporting, Sp. Braga e V. Guimarães) têm valores acima da média nacional. A Naval, com 1603 espectadores por jogo, também foi «lanterna vermelha» no campeonato das assistências.

Até dá Gosto!


Villareal (0-1) FC Barcelona
Villareal (1-5) FC Porto

Benfica pagou apenas 900 mil euros por Julio César



Luís Miguel Henriques, advogado de Jorge Jesus, explicou todo o processo da venda de Júlio César ao Benfica
Por Ricardo Gouveia

Luís Miguel Henriques, advogado de Jorge Jesus, explicou, em conferência de imprensa, todo o processo da venda do guarda-redes Júlio César ao Benfica. Uma história complicada que começa em 2007 e prolonga-se até 2009. O advogado coloca o treinador à margem deste sinuoso processo e explica as contas ao pormenor. No final, somadas todas as parcelas, o Benfica ficou ganhar 100 mil euros, uma vez que pagou apenas 900 mil euros do um milhão que tinha ficado inicialmente acordado.

Uma história que começa a delinear-se no início da época de 2007/08. Jorge Jesus era treinador do Belenenses numa altura em que o clube do Restelo passava por uma grave crise de tesouraria. Cabral Ferreira, então presidente do clube, entretanto falecido, explicou, a grave situação ao treinador e falou das dificuldades em encontrar um patrocinador. Jesus propõe, então, falar com o seu advogado, Luís Miguel Henriques, de forma a encontrar, junto da sua carteira de clientes, um patrocinador que permita saldar as dívidas a curto prazo.

«Não foram feitas buscas a casa de Jesus»

É nesta conjuntura que João Cristo, cliente de Luís Miguel Henriques, entra na história. Inicialmente com um patrocínio de 100 mil euros, mais tarde com mais 60 mil, para um patrocínio nos calções. A relação entre as três partes fortalece-se e Cabral Ferreira propõe, por altura do almoço de Natal, em Dezembro de 2007, a venda de 9 por cento do capital social da SAD a João Cristo. O processo arranca, com João Cristo a investir inicialmente numa empresa de comunicação, mas nunca chega a ser concluído, depois da morte de Cabral Ferreira.

A nível desportivo, o Belenenses tem um bom arranque de temporada, mas depois, com o caso Meyong, acaba a lutar para não descer. Na reabertura de mercado, em Janeiro de 2008, Jesus, pouco satisfeito com Marco Aurélio e Costinha, pede um guarda-redes. O clube tenta trazer Júlio César a custo zero, mas falha nos seus intentos e volta a recorrer a João Cristo para garantir o reforço. O investidor avança com cerca de 300 mil euros, através da empresa Silversharp, e fica com 80 por cento dos direitos desportivos do jogador, enquanto o clube fica com os restantes 20. Uma nova negociação, muda as contas para 70%/30%.

Jesus segue, entretanto, para o Sp. Braga e, mais tarde, para o Benfica. Já na Luz, o treinador volta a pedir um guarda-redes e sugere Júlio César, mas faz questão de pedir ao seu advogado que não se envolva nas negociações com o Benfica. O acordo fica rapidamente selado pelo valor de um milhão de euros. O Belenenses, com trinta por cento dos direitos desportivos, teria direito a 300 mil euros, um excelente negócio, tendo em conta que o investimento foi zero. Mas uma negociação com João Cristo permite ao clube ficar com metade do valor da transferência, 500 mil euros. Melhor ainda.

A confusão começa quando o Benfica, em vez de pagar a pronto, avança com 24 letras de pagamento. Tendo em conta a situação complicada do clube, o Belenenses levanta as doze primeiras. A Silversharp, uma empresa de computadores, não consegue levantar as restantes letras e volta a negociar com o Benfica que propõe a compra das doze letras por 400 mil euros. Dessa verba, o Benfica reteve ainda 25 mil euros, de forma a prever um eventual pedido de compensação, por direitos de formação, da parte do Botafogo.

João Cristo, que chegou a poder ter um encaixe de 700 mil euros, viu, assim, o investimento cair para apenas 375 mil. Mais um problema. A empresa que recebeu este último valor, já não foi a Silversharp, mas a recém formada Sclube que tem o mesmo número de contribuinte.

«Jorge Jesus apanha por tabela devido à ligação profissional que mantenho com ele», destacou o advogado.

Messi ‘foi’ do Sporting durante algumas horas



Lionel Messi, avançado do Barcelona, foi durante várias horas do dia 30 de Maio jogador do Sporting. Pelo menos para os visitantes do site de informação Wikipedia.




A falsa informação, que pode ser vista na imagem ao lado, esteve várias horas publicada na edição portuguesa do portal, segundo o site desportivo ‘Maisfutebol', e só foi corrigida já na noite de segunda-feira, depois de ter começado a circular entre os internautas.
O Sporting até pode sonhar em ter no seu plantel de Messi, mas a cláusula de rescisão de 300 milhões de euros impede qualquer clube de avançar para a contratação do astro argentino, que no passado sábado conquistou mais uma Liga dos Campeões.
Afinal, tratou-se apenas de um erro, mas não deixa de ser curioso a informação ter estado presente num dos mais visitados sites de todo o mundo.

Messi foi do Sporting durante largas horas!



Um erro no site wikipedia deixou em alvoroço a comunidade cibernética. «La Pulga» rugiu durante toda a segunda-feira
Por Redacção com PJC

O título não tem qualquer gralha. É mesmo verdade. Pelo menos se dermos alguma credibilidade à wikipedia, um dos sites mais visitados em todo o mundo. Durante várias horas do dia 30 de Maio, e conforme a imagem ao lado comprova, Lionel Messi foi jogador do Sporting Clube de Portugal.

Guardiola: «Messi? O melhor que vi e verei»

Na versão portuguesa do portal, podia ver-se que o clube actual da pulga era o Sporting. A informação foi partilhada entre a comunidade cibernética, quase sempre acompanhada de um gracejo, até a wikipedia corrigir a gralha, já na noite de segunda-feira.

Tudo não passou de uma fantasia, de uma usurpação, mas não deixou de ser curioso. Lionel Messi foi durante largas horas jogador do Sporting Clube de Portugal. Domingos Paciência daria tudo para que isso fosse real.

Sporting - Não ganhar Prémios é melhor para adaptação

"No FC Porto todos têm mercado, até o treinador"



FEDERICO DEL RIO, EM BUENOS AIRES
O melhor é ir já directo a um dos assuntos mais esperados. Na Argentina, numa entrevista televisiva, Falcao voltou a confirmar que decorrem negociações com o FC Porto para a renovação do contrato, sem descartar a continuidade. "Tenho mais dois anos de contrato e estamos a falar sobre a renovação. Todos os jogadores do FC Porto, e até o treinador, têm clubes interessados", disse o ponta-de-lança colombiano à "Fox Sports", de Buenos Aires, entrevistado para o programa "Futbol para todos".

Apesar de reconhecer a existência de clubes interessados, para lá de considerar que "o FC Porto é o clube mais vendedor do mundo", Falcao não quer forçar a saída. "Estou tranquilo. Sei que no devido momento posso dar o salto para outro campeonato", explicou. Ora, na próxima época há o aliciante de o FC Porto disputar a Liga dos Campeões, algo que pode funcionar como estímulo à permanência.

Em Buenos Aires, depois de uma época histórica e com uma infinidade de vitórias, Falcao conheceu o sabor da derrota. Na companhia de dois amigos colombianos, jogou futvólei com os apresentadores do programa e perdeu 11-9.

Para desanuviar, o goleador abordou a época do FC Porto. "Sonhava e trabalhava para ter uma época como a que tive, mas nunca pensei que podia acontecer desta maneira. Já na época anterior tinha ficado surpreendido, porque não esperava marcar tantos golos e ser tão importante para o FC Porto de uma forma tão rápida. Temos uma equipa completa. Temos Hulk e Varela, ambos muito ofensivos, e médios que se aproximam da baliza, como Belluschi, Moutinho, Guarín... Todos são humildes e todos temos fome de ganhar títulos". Falcao elegeu ainda os jogos com o Villarreal e o Spartak como os melhores. "Foram muitos bons. O dia em que joguei na neve também foi especial. Não se via nada e pensei: como nunca joguei na neve, vou divertir-me". E ainda teve tempo para diferenciar Jesualdo FErreira de André Villas-Boas. É só espreitar aqui ao lado o que disse sobre eles.

Paul Scholes: aos 36 anos despede-se o génio silencioso



Médio do ManUtd pousa as botas depois de 17 épocas ao mais alto nível. «Com ele tudo era mais fácil para mim», diz Henrik Larsson ao Maisfutebol
Por Pedro Jorge da Cunha

Zinedine Zidane considerou-o «o melhor médio da sua geração». Alex Ferguson disse que é «uma inspiração para todos os jovens futebolistas». Elogios eloquentes na despedida de um dos melhores médios das últimas duas décadas. Paul Scholes decidiu dar descanso às chuteiras aos 36 anos. O Manchester United perde um dos principais artífices de grande parte dos títulos recentes, o futebol mundial fica sem um executante cristalino.

O menino de Salford primou sempre pela discrição. Homem de poucas palavras e raras explosões emocionais, Scholes entregou-se ao Manchester United e não trocou os red devils por nada. Essa foi a única camisola de clubes que o ruivo envergou ao longo de uma carreira profícua e extremamente consistente.

Tornou-se profissional em Julho de 1993 [aos 17 anos], mas teve de esperar mais de um ano até se estrear na principal equipa do United. A partir daí não mais deixou de ser influente e, tantas vezes, decisivo. Logo no primeiro ano fez cinco golos em 17 jogos. A seriedade colocada em campo e o profissionalismo demonstrado fora dele conquistaram em definitivo o exigente Ferguson.

Henrik Larsson foi colega de Scholes no United em 2006/07. O ex-internacional sueco, de origem cabo-verdiana, falou com emoção ao Maisfutebol sobre «um jogador tremendo». «Para mim, enquanto avançado, tudo ficava mais fácil em campo com o Scholes a jogar. Tinha uma precisão de passe soberba», diz um dos melhores atacantes do virar de século.

«O Paul adorava acertar com a bola em alvos vivos»

«Não tomei esta decisão levianamente. Sinto que é a altura de parar de jogar. Não sou um homem de muitas palavras, mas posso dizer honestamente que jogar futebol foi o que eu sempre fiz fazer. Foi uma honra jogar no Manchester United e um privilégio ter ajudado o clube a chegar ao 19º título da sua história.»

Paul Scholes manteve o low profile na hora do adeus. Sem espavento, sem estardalhaço, apenas uma mensagem singela e fluente. Um espelho, no fundo, daquilo que foi também o seu tipo de futebol. Atleta de baixa estatura [1,71 metros], Scholes afastou-se do protótipo britânico, mais virado para a raça e entrega do que para a excelência.

Médio omnipresente, possuidor de uma técnica refinada e de um pontapé temível. Sempre em movimento, sempre de cabeça erguida e campo de visão alargado. Foi dez vezes campeão nacional de Inglaterra, ganhou três Taças de Inglaterra, duas Taças da Liga, duas Ligas dos Campeões, uma Taça Intercontinental e um Campeonato Mundial de Clubes.

Apesar de silencioso, também gostava de brincar. Henrik Larsson fala ao nosso jornal do passatempo favorito de Scholes. «Acertar com a bola em alvos vivos nos treinos. Isso mesmo. Sempre que havia alguma paragem estávamos sujeitos a levar com uma bolada do Paul. Fiquei com muitas pisaduras por culpa dele.»

Paul Scholes é o espelho do crescimento do United nos últimos 20 anos. Scholes é uma parcela maioritária do United nos últimos 20 anos.

«Estamos todos a ficar velhos»

Também na selecção de Inglaterra Scholes foi figura primordial. 14 golos em 66 internacionalizações, um deles contra Portugal num jogo soberbo durante o Euro-2000. Participou em algumas das maiores competições de selecções, sempre com um capital de confiança inesgotável por parte dos diferentes selecionadores dos Três Leões.

«Estamos todos a ficar velhos», resume Henrik Larsson. «Temos de olhar para trás e perceber se valeu a pena. No caso do Paul Scholes acho que isso é inquestionável.» No total foram 17 temporadas em Old Trafford. 466 jogos e 102 golos. «Uma inspiração», disse Ferguson. Um exemplo, acrescentamos nós.

Um ano para recordar



MOU CUMPRE HOJE 365 DIAS AO SERVIÇO DO REAL
Autor: HUGO NEVES

“Bonito, bonito, é ganhar no Real Madrid.” Esta foi a frase mais marcante de José Mourinho há precisamente um ano, na apresentação como treinador dos merengues por quatro temporadas. Trezentos e sessenta e cinco dias depois, o treinador português, de 48 anos, parte para a segunda época em Espanha, com um capital de experiência acumulada e mais bem preparado para enfrentar uma luta não só a nível interno como também externo, com o Barcelona como feroz adversário.

Foi um ano recheado de peripécias e no qual Mourinho sentiu na pele a força do grande concorrente Barcelona. O treinador português sofreu a maior derrota da carreira frente aos blaugrana [ 5-0 em Camp Nou], bateu o rival na Taça do Rei [1-0, golo de Ronaldo], acabou eliminado da Liga dos Campeões de novo frente ao rival e travou outras lutas: com a arbitragem, com Jorge Valdano e com a UEFA.

Agente de Moreno dá transferência como falhada



MUÑOZ CASTRO DIZ QUE "NEGÓCIO CAIU"

Álvaro Muñoz Castro é citado pelo portal "Terra" dando como falhada a transferência de Dayro Moreno (na foto) para o Sporting.

O agente do colômbiano falou com vários meios de comunicação social após a ronda negocial de ontem, mas nestas declarações, apesar de manter a justificação para a falta de acordo com os leões, é conclusivo:

"O negócio caiu. Nós fizemos uma proposta salarial e eles disseram que não a podiam pagar."

Ao nosso jornal, Muñoz Castro adiantou que "existem outras hipóteses" para Moreno, embora não tenha fechado a porta a um acordo com o clube de Alvalade.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Shevchenko abandona futebol após Euro'2012

UCRÂNIA E POLÓNIA ORGANIZAM PROVA

O internacional ucraniano, Andrei Shevchenko, ex-jogador de Chelsea e AC Milan, anunciou esta segunda-feira que vai abandonar o futebol após o Euro’2012 que será co-organizado por Ucrânia e Polónia.

Em declarações à France Press, o avançado de 34 anos afirmou que a sua decisão é “final” e espera despedir-se dos relvados com um “bom desempenho” no Europeu.

O técnico da Ucrânia, Oleg Blokhin, garante que o avançado é peça fundamental da seleção: “É um verdadeiro líder, capaz de unificar os jogadores. Além disso brilha individualmente, contribuindo para o sucesso da equipa.”

Shevchenko, Bola de Ouro em 2004, quer ainda vencer o campeonato da Ucrânia na última temporada ao serviço do Dínamo Kiev.

O avançado venceu, entre outros títulos, a Liga dos Campeões e a Supertaça Europeia em 2003 pelo AC Milan.

Barcelona acabou a abanar as ancas com Shakira





Fim de festa em grande no concerto da colombiana, namorada de Piqué
Por Redacção

A festa da Liga dos Campeões terminou com os jogadores do Barcelona a abanar as ancas com Shakira. Nem de propósito, o dia do regresso do novos campeões europeus a casa coincidiu com um concerto da colombiana. Que, além de dispensar apresentações, é namorada de Piqué.

As fotos da conquista e da festa do Barça

Foi toda a equipa ao Estádio de Montjuic, incluindo o treinador, Pep Guardiola. E o concerto até esperou por eles: começou com mais de uma hora de atraso.

Depois da vitória em Wembley e de um dia inteiro de festjos, com parada triunfal pela cidade, Piqué, Xavi, Villa, Pedro, Busquets e Bojan ainda tiveram energia para subir ao palco e dançar (ou tentar, vá).

Video em http://www.record.xl.pt/multimedia/videos/interior.aspx?content_id=699947

Uruguai de Maxi e Alvaro jogou com 12...literalmente!



Adepto entrou em campo para jogar durante o encontro particular com a Alemanha, no último domingo.
Por Redacção com VHA

O Uruguai, com Maxi Pereira (Benfica) e Alvaro Pereira (F.C. Porto), perdeu um encontro particular com a Alemanha, no domingo. A selecção germânica garantiu o triunfo por 2-1 mas teve de enfrentar a pressão do adversário dos derradeiros minutos da partida.

Aliás, no período de descontos, o Uruguai chegou a jogar com 12 elementos, literalmente. Um adepto entrou em campo com a camisola da selecção, colocou-se no flanco esquerdo e pediu a bola. Ela chegou, o rapaz tentou participar no jogo mas foi rapidamente desmascarado. Valeu pela intenção.

Dani Alves não viu a final de 1992: sabe por quê?



Lateral brasileiro não tinha televisão quando o Barcelona derrotou a Sampdoria em Wembley
Por Redacção com PJC

Dani Alves é peça basilar no xadrez de Pep Guardiola e deverá ser titular na final da Liga dos Campeões. O lateral do Barcelona, curiosamente, não assistiu ao jogo decisivo da Taça dos Campeões Europeus em 1992. Aquele que deu a primeira taça da principal prova europeia de clubes ao Barcelona. Sabe por quê?

Guardiola vai começar a inspirar-se em Villas-Boas

«Onde vi o jogo? Em lugar nenhum! Eu tinha nove anos e não sabia nem o que era uma televisão. Na minha casa não havia, porque cresci numa família muito humilde», revelou Dani Alves em entrevista ao jornal AS.

Nesse jogo que Dani Alves não viu, o Barcelona derrotou a Sampdoria por 1-0 e o golo foi marcado poe Ronald Koeman aos 112 minutos. A partida foi disputada em Wembley, tal como a do próximo sábado.

domingo, 29 de maio de 2011

Villas-Boas: visitar o palco da Supertaça a ver a F1



Treinador esteve no Mónaco e viu Vettel a vencer. No dia 26 de Agosto, F.C. Porto e Barcelona defrontam-se no principado
Por Pedro Jorge da Cunha

André Villas-Boas juntou duas paixões numa só viagem e deslocou-se ao Mónaco este fim-de-semana. O treinador do F.C. Porto, sabe o Maisfutebol, aproveitou para visitar o palco da Supertaça Europeia e assistir ao Grande Prémio de Fórmula Um do principado.

Os dragões defrontam no dia 26 de Agosto o Barcelona, no Estádio Louis II, numa partida que coloca frente a frente os vencedores da Liga Europa e da Liga dos Campeões, respectivamente. O F.C. Porto já ergueu este troféu uma vez, ao derrotar o Ajax Amesterdão em dois jogos no ano dourado de 1987.

F1: Sebastian Vettel é o novo «rei» do Mónaco

Este domingo, Villas-Boas terá vibrado com mais uma vitória de Sebastian Vettel, o grande dominador do Grande Circo na actual temporada. O alemão da Red Bull venceu a sua quinta corrida em seis possíveis, numa corrida plena de animação e acidentes, abençoada pela ostentação tão peculiar das ruas sinuosas do circuito citadino do Mónaco.

O F.C. Porto está de férias e tem o regresso ao trabalho agendado para o dia 30 de Junho.

Jugoslávia: Boban e a iminência da guerra



Em 1990 o futuro jogador croata do Milan agrediu um polícia sérvio em pleno relvado, numa imagem que correu mundo
Por Sérgio Pereira

1990. Tito morrera há nove anos e com ele morrera também a ambição jugoslava. O ditador, croata de nascimento, sonhara unir seis repúblicas numa bandeira. O mundo olhava com receio para os Balcãs: «Seis repúblicas, cinco etnias, quatro línguas, três religiões, dois alfabetos e um partido», brincava.

A frase faz-se acompanhar de uma graça relativa, mas de uma curiosidade pertinente: a Jugoslávia era realmente uma aliança étnico-religiosa de residência pouco pacífica. Com a morte de Tito, o fim precipitou-se. Cresceu a animosidade, o ódio e a raiva. Os jogos de futebol tornaram-se campo fértil ao rancor.

O dia em que um clube adiou a guerra (e venceu a Champions)

Sobretudo os jogos entre sérvios (Estrela Vermelha e Partizan) e croatas (Hajduk Split e Dínamo Zagreb) eram um excelente barómetro da convivência jugoslava. Em 1990, no tal dia 13 de Maio, o mundo percebeu que aquele era um país com fim anunciado. Num Estrela Vermelha-Dínamo Zagreb, lá está.

O encontro ficou para a história como o jogo de Boban, mas a verdade é que começou muito antes dele. Decorreu sob fortes medidas de segurança, num perigoso. Não chegou ao fim, obviamente. Os confrontos começaram nas bancadas, invadiu-se o relvado, o estádio parecia um campo de guerra.

Nessa altura dás nas vistas Boban. O jovem croata, com 21 anos, agridiu um polícia sérvio e multiplicou o confronto. «Os ultras do Estrela Vermelha é que provocaram tudo e a polícia desatou a agredir os croatas. Revoltei-me quando os vi bater em simples miúdos e gritei isso para a polícia.»

Memórias de uma geração roubada pela guerra

«Em resposta fui agredido com matracas. Nunca esquecerei os olhos do polícia cheios de ódio», disse Boban numa entrevista anos mais tarde. À custa desse episódio foi transformado em herói nacional e capitão da selecção. Antes disso, porém, foi suspenso oito meses pela federação e andou fugido da polícia.

Milic Jovanovic estava nesse jogo e diz que foi das coisas mais feias que viu. «Foi muito feio. Foi mau. É uma situação que sempre quis esquecer. Estive presente, vi tudo com os meus olhos e prefiro nem falar disso», diz, ele que se afirma como um jugoslavo convicto. «Nessa altura não nos faltava nada.»

O antigo guarda-redes leu a entrevista de Boban e não gostou. «Não sei se ele está arrependido ou não do que fez... Ele é meu amigo, continuo a falar com ele, mas aquela entrevista saiu-lhe mal», atira. «É um grande jogador, mas às vezes a cabeça não acompanha o talento.»

Jugoslávia: uma geração roubada pela guerra



Pancev demorou quinze anos a receber a Bota de Ouro e os mais brilhantes jogadores do futebol jugoslavo foram impedidos de jogar na Suécia. Lembra-se?
Por Sérgio Pereira

A geração de jogadores que venceu a Taça dos Campeões Europeus de 91 foi provavelmente a melhor geração do futebol jugoslavo. Quatro anos, Prosinecki tinha sido o melhor jogador de um Mundial de juniores que a Jugoslávia venceu: ao lado de Mijatovic, Suker, Boban, Jarni e tantos outros.

Em 1992 apresentava-se por isso no auge das suas capacidades e pronta para impressionar o mundo no Europeu da Suécia. Questões políticas não lho permitiram. «Foi uma injustiça muito grande», conta Milic Jovanovic. «A política misturou-se com o futebol e foi cruel para muitos jogadores.»

O caso mais surreal será o de Darko Pancev. O avançado que um dia Sousa Cintra sonhou ter no Sporting, e que acabou no Inter Milão, foi o Bota de Ouro de 91. Mas não recebeu o prémio. «Era macedónio e a UEFA considerou que não se devia dar o prémio a um jogador de um país que estava em guerra.»

O dia em que um clube adiou a guerra (e venceu a Champions)

«Quinze anos depois, quando se levantou o embargo, entregaram-lhe então o prémio. Quinze anos depois», repete Jovanovic ao Maisfutebol. «Falei com ele nessa altura, disse-lhe que merecia aquele prémio porque era dele e ele disse-me que era política e em relação a isso não se pode fazer nada.»

O caso mais mediático foi porém o da selecção no Euro 92. «Os jogadores estavam na Suécia, preparados para jogar e em cima do início da prova proibiram-nos de participar.» O caso assumiu contornos surreais. «Levantou-se o embargo e os aviões da Jugoslávia não podiam sobrevoar o território europeu.»

«O avião estava na Suécia, pronto para trazer os jogadores para casa, mas não podia sobrevoar território europeu. Após dias de conversações, chegaram a um entendimento. Quando recebeu autorização para levantar voo, outro problema: a Suécia não vendia combustível a um avião jugoslavo», recorda.

Quando Boban afirmou a iminência da guerra

«Passou-se mais um ou dois dias em conversações, até que o avião regressou a Belgrado muito injustamente. Depois a Dinamarca, que entrou no nosso lugar, ganhou esse Europeu. Podíamos ter sido nós. Mais uma vez a política estragou tudo. A política andou sempre metida no meio da nossa geração.»

Uma política com a qual Jovanovic nunca quis ter nada a ver. «Foi uma injustiça muito grande», sublinha. «Por causa da política aqueles jogadores não foram tão longe como podiam ter ido. Imagine uma selecção com Stojkovic, Boban, Prosicenki, Savicevic, Mijatovic, Pancev, Suker, Mihajlovic, Jugovic...»

Clube adiou a guerra e venceu a Champions



Há precisamente 20 anos uma geração brilhante de jogadores do Estrela Vermelha construiu a paz no moisaco étnico dos Balcãs: mas só durou três meses
Por Sérgio Pereira

29 de Maio de 1991. Faz este domingo vinte anos que a antiga Jugoslávia interrompeu o clima de ódio e tensão para celebrar a festa do futebol. A guerra estava iminente, o conflito mais cruel e sangrento que o mundo conheceu depois da Guerra Mundial, mas nesse dia os povos uniram-se na celebração.

A celebração que se fala é a vitória na Taça dos Campeões Europeus: foi o único título europeu de uma equipa jugoslava (ou sérvia, ou croata, ou bósnia). Na final o Estrela Vermelha venceu o Marselha, de Mozer, nos penalties. A outra noite de glória sucedeu nas meias-finais, na eliminação do Bayern.

Luko Petrovic, o treinador croata desse Estrela Vermelha, disse anos depois que aquela equipa construiu a paz, só foi pena que o país não lhe tenha seguido o exemplo. Três meses depois rebentou a guerra que roubou a vida a milhares de inocentes. Jovanovic lembra-se desta entrevista. «Falou bem, o mister.»

Quando Boban afirmou a iminência da guerra

Jovanovic era o guarda-redes suplente do Estrela Vermelha e viveu por dentro a epopeia da equipa memorável que reunia todo o mosaico étnico dos balcãs. Com o início da guerra veio para Portugal. Para sempre: por estes dias é treinador do Leça. «Aqui encontrei paz, sossego e amigos. É tudo o que preciso.»

O convite do Maisfutebol fê-lo recuar no tempo para lembrar esses dias. «São coisas que nunca se esquecem», diz com água nos olhos. «Quando voltámos Belgrado estava parada. A polícia não deixava os carros circular. Passámos de autocarro descapotável, todos nos saudavam.» Milhares de pessoas.

«No início da época sentia-se que podíamos ir longe, mas no primeiro jogo empatámos em casa com o Grasshopers e foi uma tristeza como nunca vi. Foi a semana mais difícil. Depois fomos à Suíça ganhar por 4-1 e nunca mais parámos.» A final foi diferente. «Muito pobre, 0-0. Ganhámos nos penalties.»

Memórias de uma geração roubada pela guerra

Para trás tinha ficado o ódio que marcava o relacionamento entre os povos. «A guerra começou três meses depois», conta. «Sangrento? Foi sobretudo muito sujo. Mataram-se milhares de civis inocentes. Foi muito violento. Mas de todos os lados: não estamos a falar só de sérvios ou só de croatas.»

«Sérvios, croatas, bósnios, foram todos iguais. E agora parece que não se passou nada. São amigos, fazem negócios, enfim. Mas quem morreu, morreu.» Jovanovic saiu do país em 93, a maior parte dos colegas saiu ainda antes disso. «Com o início da guerra desfez-se a equipa. Ninguém quis ficar lá.»

Para a história ficou o exemplo de uma equipa irrepetível. «O mister Petrovic era croata, como o Prosinecki. O Savicevic o Radinovic e o Marovic eram montenegrinos, o Pancev era macedónio, também havia bósnios.» Viviam todos em Belgrado e defendiam um Estrela Vermelha conotado com o regime.

«Dávamo-nos muito bem. Não olhávamos para o lado a pensar que era croata ou bósnio ou macedónio. Mantivemos sempre a amizade, alias. Frequentemente reunimo-nos em Belgrado. Este ano vai fazer-se uma grande festa. Até se convidou o Marselha para recordar a final». Jovanovic já está aliás em Belgrado.

«Nessa altura já havia tensão, a política provocava raiva entre as pessoas, mas nós não queríamos saber. Eram coisas que ficavam à porta do balneário.» Um balneário cheio de talento. «Agora fala-se do Messi, mas o Savicevic na altura já fazia as mesma coisas que o Messi faz agora. Era fantástico»

«O Pancev foi Bota de Ouro, o Mihajlovic fez catorze anos em Itália, o Prosinecki jogou no Real e no Barça, o Jugovic ganhou três Ligas dos Campeões por três clubes diferentes. Era uma equipa com muita qualidade, não era?». «Sem dúvida», responde-se. Provavelmente só ela podia adiar a guerra.

Aloisío: «F.C. Porto pode vencer o Barça»



Brasileiro jogou nos dois clubes, conhece Guardiola e Villas-Boas e perdeu três duelos com os catalães
Por Vítor Hugo Alvarenga

Aloísio, ex-jogador brasileiro que deixou saudades no F.C. Porto, aguarda a Supertaça Europeia com particular expectativa. O antigo defesa representou o Barcelona antes de rumar à Invicta e conhece as duas personagens que irão protagonizar um duelo particular no Mónaco: André Villas-Boas e Pep Guardiola.

Para além disso, Aloísio esteve nos três últimos confrontos entre Barcelona e F.C. Porto, todos favoráveis à formação catalã. O derradeiro triunfo dos dragões neste histórico (num total de três) remonta a Novembro de 1985. Juary completou um «hat-trick» nas Antas (3-1).

A equipa espanhola venceu quatro dos sete duelos, ganhando superioridade ao longo dos anos. Pep Guardiola, então como médio defensivo, contribuiu para as três derrotas do F.C. Porto onde jogava Aloísio. «Era o Dream Team, uma equipa muito boa, embora a actual seja ainda melhor», lembra imediatamente o brasileiro, em conversa com o Maisfutebol.

«O Barcelona actual é a melhor equipa do Mundo mas o F.C. Porto também tem as suas armas. Acredito que o Porto pode vencer o Barça. Vai ser um jogo interessante», atira Aloísio, desde o Brasil. Actualmente, é director-desportivo do Porto Alegre Futebol Clube.

Villas-Boas recorda a derrota de 1994

A 27 de Abril de 1994, na meia-final da Taça dos Campeões Europeus, o Barcelona venceu o F.C. Porto por 3-0, em Camp Nou. André Villas-Boas tinha 16 anos e conhecera Bobby Robson pouco antes, definindo nessa altura o seu futuro. O jovem começava a aparecer no clube.

«Lembro-me do André muito bem, foi sempre uma pessoa que trabalhou bastante e cresceu como observador. Teve pessoas importantes que lhe permitiram assimilar experiência importantes, como Robson e Mourinho», recorda Aloísio, que jogou no clube portista entre 1990 e 2001.

Antes, o central brasileiro passara duas épocas no Barcelona de Cruijff. «Era a escola holandesa a fundir-se com uma identidade própria do clube. Quem chega ao Barça, mesmo os estrangeiros, assimala rapidamente um ADN próprio. Quanto ao Guardiola, já fazia alguns treinos com a nossa equipa, enquanto lá estive, com Cruijff, mas só apareceu a jogar depois de eu sair».

Confronto com a fonte de inspiração

Para André Villas-Boas, a Supertaça Europeia de 26 de Agosto permitirá o confronto com uma fonte de inspiração. «Guardiola é uma inspiração para mim, todos os dias. Felizmente, tive a oportunidade de finalmente o conhecer em Fevereiro. Inspiro-me não só mas também na sua filosofia, na filosofia do Barcelona, de Cruijff, de Rinus Michels», disse o técnico, após vencer a Liga Europa.

«A partir de agora, terei de inspirar-me em Villas-Boas também», devolveu Guardiola, antes da final da Liga dos Campeões.

Aloísio encontra alguns pontos de comparação entre F.C. Porto e Barcelona: «Não é fácil comparar a identidade das regiões, dos clubes, mas o futebol é bem parecido sim, com diferente qualidade dos jogadores.»

«Pressionar na fase de construção»

O ex-defesa brasileiro nunca foi feliz nos duelos entre F.C. Porto e Barcelona e prevê dificuldades. «O Barcelona tem a sua identidade de jogo mas também a marca de Guardiola. Parece que fazem tudo sem esforço. Comparado com o Dream Team, é uma equipa mais equilibrada e técnica, com uma cultura táctica superior», frisa.

«De qualquer forma, o Porto pode equilibrar. Tem o Falcao, o Hulk e deve procurar pressionar o Xavi e o Iniesta logo na fase da construção, algo a que eles não estão tão habituados. Será muito difícil mas o F.C. Porto também fez uma grande época. O André teve uma estreia de sonho, foi uma aposta bem conseguida e espero que continuem a ser feliz», conclui Aloísio, assumindo-se como eterno portista.

Barcelona: só uma pergunta, quando acaba?

Exibição notável em Londres, na final da Liga dos Campeões, não deu hipótese ao Manchester United
Por Luís Sobral

Não é preciso escrever muito sobre o Barcelona, porque toda a gente sabe o que significa essa palavra, quando aplicada ao futebol.

Este sábado, em Londres, a equipa de Guardiola derrotou sem dificuldade o Manchester United. Jogando bem com a bola e de forma espantosa sempre que não a teve, o que sucedeu durante pouco tempo, como é costume.

O Barcelona tem tudo e por isso é normal que ganhe. Tem alma, tem talento, tem sentido colectivo, tem experiência, tem até o melhor jogador do mundo. Tem porque soube construir cada uma destas coisas. Umas demoraram anos, outras décadas.

Tudo junto, o Barcelona demonstrou que está muito acima de todos os outros. Todos. Pelo que se viu, o Real Madrid é bem capaz de ser a equipa que, hoje, mais perto se coloca. E mesmo assim esse «perto» é um bocado longe, como se viu esta época.

A propósito de uma equipa assim não vale a pena tentar falar em árbitros ou quebras de desportivismo. O Barcelona é bom como poucos alguma vez foram no futebol mundial.

Agora, resta uma pergunta: até quando durará este Barcelona? A resposta ditará a ambição justa para os outros grandes clubes europeus com sede de títulos. Porque enquanto houver este Barça, podem pensar em outras coisas. As vitórias serão catalãs.

Barcelona: festejos transformaram-se em violência



O Sistema de Emergências Médicas (SEM) confirmou que se registaram 132 feridos, enquanto as forças policiais detiveram 111 indivíduos.
Por Redacção com MM

A noite deveria ser de festa na Catalunha, mas, após a vitória do Barça na Liga dos Campeões, gerou-se uma onda de violência em vários pontos de Barcelona. O Sistema de Emergências Médicas (SEM) confirmou que se registaram 132 feridos, enquanto as forças policiais detiveram 111 indivíduos, por desordem pública, lançamento de objectos, danos a mobiliário urbano e atentados contra agentes de autoridade.

Os incidentes ocorreram fora da Praça da Catalunha, onde estavam centenas de manifestantes do Movimento 15 de Maio (15-M), que reclama por uma mudança política no país.

sábado, 28 de maio de 2011

Pancada Central

O BENFICA DESMENTIU QUALQUER INTERESSE DA JUDICIÁRIA NO ROBERTO.
COM UMA ÉPOCA COMO A QUE O ROBERTO FEZ, SERÁ MUITO DIFÍCIL QUE SE INTERESSEM POR ELE.



FC Porto estica ao máximo a corda por Falcao



Por Carlos Vara

4,5 milhões de euros pela renovação até 2015.

Proposta que o FC Porto colocou em cima da mesa de Radamel Falcao: renovação do contrato por mais dois anos, até 2015, e aumento salarial expressivo, são-lhe oferecidos 4,5 milhões de euros pela renovação.

É um convite aliciante, serão poucos os jogadores em Portugal a auferir salário a rondar os 200 mil euros/mês mas esta é a forma definida pelo FC Porto para esticar a corda ao máximo, tentando cativar o internacional colombiano para a renovação do contrato, que expira em 2013. Eventualmente, o único jogador do FC Porto que se aproximou desta linha salarial foi Lucho González,em condições muito especiais, pois também era superdesejado Falcao ainda não terá dado resposta a esta proposta tão consistente, mas o clube espera que o colombiano se decida o mais depressa possível - e, sobretudo, que a aceite.

Arias: «James diz-me coisas muito boas do Sporting»



LATERAL COLOMBIANO PODE REFORÇAR LEÕES
Autor: JOSÉ CARLOS FREITAS

Santiago Arias, defesa-direito do La Equidad, do Bogotá, Colômbia, poderá ser um dos reforços do Sporting para a próxima temporada, seguindo as pesadas do seu compatriota Dayro Moreno, do Once Caldas. Aos 19 anos, Arias é considerado uma das maiores promessas do futebol do seu país, tendo já um percurso importante nas seleções jovens colombianas e integrando o plantel profissional do La Equidad desde 2009.

Os responsáveis do Sporting estão de posse das melhores informações sobre o jogador e poderão avançar para o negócio com o presidente do La Equidad, Clemente Parente, caso entendam ser necessário reforçar a equipa no sector defensivo – como aliás foi ontem admitido por Carlos Freitas na apresentação do defesa Rodríguez.

Prefiro o FC Porto

"Vou explodir na próxima época"



A exuberância e acutilância que apresenta nos relvados está longe de corresponder à personalidade fora deles. James é tímido e reservado, mas também seguro e conciso nas ideias que expressa. A O JOGO, falou da época "fantástica" do FC Porto, mas também do desejo de fazer ainda mais na próxima. Afinal, vem aí a Liga dos Campeões...

Agora já sabe o que é a Avenida dos Aliados?

Sim, sei (risos). Foi uma grande festa, com muitos adeptos, e foi um momento importante para os jogadores sentirem aquele carinho todo. Impressionou-me muito, porque havia muita gente nas ruas. Já sabia que o FC Porto era um clube grande, mas ali percebi ainda melhor o que representa para as pessoas. Senti também que é um clube habituado a ganhar.

Mas imaginava, quando ainda estava em Dublin, que iria encontrar tanta gente a festejar no Porto?

Não, claro que não. Tanta gente não. Foi um momento muito bonito e que nunca mais esquecerei.

Depois de tantas vitórias esta temporada, o que mais o entusiasma para a próxima?

Jogar a Liga dos Campeões, claro. Vou jogar esta competição pela primeira vez e é mais um sonho que vou cumprir. Estou muito entusiasmado com essa possibilidade.

Espera ser mais vezes titular ?

Trabalho para estar sempre entre os titulares, mas essa é uma decisão que está nas mãos do treinador. Eu espero jogar mais, estar sempre no onze inicial, e é com essa ideia que vou partir para a próxima época.

Na próxima temporada, as responsabilidades vão aumentar. Está preparado para corresponder às expectativas?

Sinto-me preparado, sem dúvida. Fiz uma boa época, mas acredito que posso fazer ainda melhor na próxima. Tenho a convicção de que vou explodir definitivamente no próximo ano.

Mas, para isso acontecer, seria mais fácil se saísse algum dos habituais titulares?

Acho que não... Mesmo que alguém vá embora, será sempre duro, porque o FC Porto só escolhe grandes jogadores para o plantel

Até Janeiro, fez apenas seis jogos pelo FC Porto. Que pensava nessa altura?

Sinceramente, estive sempre tranquilo. Sou jovem e tive a noção, desde o primeiro dia em que cá cheguei, que havia colegas mais velhos, com outro estatuto, e que são excelentes jogadores. A concorrência directa era - e continua a ser - muito forte, pelo que sabia que teria de esperar pela minha oportunidade.

E que lhe dizia o treinador nessa altura?

Dizia-me para estar tranquilo e para continuar a trabalhar da mesma forma. Por exemplo, o Guarín passou pelo mesmo e ele também sempre me disse para não perder a tranquilidade, porque a minha vez iria chegar. E chegou (risos).

Quando assinou pelo FC Porto, imaginava encontrar um clube assim?

Não tinha uma ideia muito formada... Sabia que o FC Porto é um clube grande e habituado a ganhar muitos títulos, como pude constatar esta temporada. Também me disseram que tinha uma estrutura muito boa e com condições espectaculares para os jogadores. Como devem imaginar, tudo se confirmou.

Texto de PEDRO MARQUES COSTA e TOMAZ ANDRADE

FC Porto, 69 - Benfica, 68. É a pronúncia do Norte



O FCP já é o clube português com mais títulos depois de uma tarde em que até ultrapassou o Sporting em Taças de Portugal (16-15) e dobradinhas (7-6)

Era uma vez... Vamos passar a parte do Lobo Mau (vocês sabem muito de quem é que estamos a falar) e de todas essas personagens dos contos que começam da mesma maneira. Vamos, isso sim, directos ao assunto, à história do FC Porto, o clube que já é o maior de Portugal. Não em adeptos, mas em títulos: 69-68 sobre o Benfica - o Sporting está "ligeiramente" atrás, com 45.

Lino; Júlio Cardoso e Artur Augusto; Mota, Carneiro e Floriano; J. Brito, Balbino, Alexandre Cal, Tavares Bastos e João Nunes. Este é o onze do FC Porto que ganha 3-1 ao Sporting na finalíssima do Campeonato de Portugal (entre os campeões dos regionais de Lisboa e Portugal), no Estádio do Bessa, a 18 de Junho de 1922. O FC Porto de 1921-22 é também a primeira equipa que levanta um troféu nacional, antes de Sporting (1923) e Benfica (1930). Estamos perante uma equipa histórica, que o tempo nunca apagará. O primeiro, seja qual for o item, é sempre importante.

Obviamente que o aparecimento do Sporting dos Cinco Violinos e do Benfica de Eusébio, entre os 40''s e os 70''s, reduzem o FC Porto ao poder regional mas a partir dos anos 80 dá-se a nortada, um movimento que ainda está no ar, a comprovar pelos quatro títulos de 2010-11 (Supertaça, Campeonato, Liga Europa e Taça de Portugal), que só tem paralelo em 1987-88 (Supertaça Europeia, Taça Intercontinental, Campeonato e Taça de Portugal).

Com o póquer de 2010-11, o FC Porto chega aos 69 títulos e ultrapassa o Benfica. Quem imaginaria isto há uma dúzia de anos? Ou mesmo em Agosto de 2010? Poucos. Ou ninguém. Nem o Lobo Mau.

O incrível não é a equipa de Villas-Boas levantar quatro canecos, um deles europeu, nos últimos nove meses. O incrível não é Hulk marcar um golo de canto directo. O incrível não é Beto defender mais um penálti do Vitória (depois de Hugo Leal, do Setúbal, agora Edgar, do Guimarães). O incrível é o FC Porto ganhar sempre um título desde a época 1989-90, numa altura em que a classificação dos três grandes era Benfica (56), Sporting (34) e FC Porto (27) - a última época em que os portistas nada ganham remonta a 1988-89 (segundos classificados na Liga, eliminados na Taça pelo Belenenses nos oitavos-de-final, finalista vencido da Supertaça nacional, batidos pelo Vitória Guimarães, e humilhados pelo PSV Eindhoven na 2.ª ronda da Taça dos Campeões com 0-5 e 2-0)

Outro pormenor revelador da supremacia portista nos últimos anos. Com a tarde de gala no Jamor, o FC Porto ultrapassa o Sporting em Taças de Portugal: 16-15. Quanto a dobradinhas, o FC Porto já colecciona sete. E também aqui ultrapassa o Sporting. Mas está a duas do Benfica. Isso mesmo, o clube com mais adeptos. E também o clube do era uma vez. Era uma vez... tínhamos mais títulos que os outros.

Texto de Rui Miguel Tovar

A FIFA decidiu, carago! Afinal o maior é o FC Porto



Num instante tudo muda. Não é publicidade gratuita, é o jackpot que continua a fazer excêntricos por esse futebol fora. Esqueça tudo o que sabe: se Pelé, que nunca tinha ganho qualquer Brasileirão, foi dos zero aos seis (títulos) num piscar de olhos, então o FC Porto também pode ser o maior clube de Portugal. O parecer é relativo, mas, quando o assunto é mobiliário, a FIFA não dá o braço a torcer. A Taça Latina, que o Benfica conquistou em 1950, "não merece o reconhecimento oficial". Quer isto dizer que afinal não há empate, nem tão-pouco prolongamento. 69-68 sobre o Benfica: o FC Porto venceu a Taça de Portugal e é, desde domingo, o clube português com mais troféus conquistados.

Estão esclarecidas as dúvidas quanto ao número de títulos oficiais que os dois emblemas mais bem-aventurados de Portugal exibem nas respectivas estantes. O departamento que gere as bases de dados da FIFA explicou à agência Lusa que o organismo não reconhece a Taça Latina de futebol porque as leis do jogo em vigor na altura "não eram aplicadas a essa competição". A FIFA recorda que "nunca se referiu aos vencedores da Taça Latina em qualquer publicação sua", e que por isso o galardão não deve constar na lista de troféus internacionais oficiais conquistados pelo clube da Luz.

Latinos No mês em que o Benfica comemorou os 50 anos do primeiro título europeu, numa emocionante final frente ao Barcelona, a FIFA lançou um balde de água fria naquela que foi a primeiríssima grande conquista do clube na Europa. Na época 1949/50, as águias derrotaram o Bordéus e venceram a Taça Latina, disputada entre os campeões nacionais de França, Itália, Espanha e Portugal. A competição, antecessora da Taça dos Campeões, começou a ser disputada em 1949 e era organizada pelas federações dos quatro países. Foi a primeira, e única, vitória de um clube nacional na Taça Latina, mas de pouco vale para a contabilidade da Luz.

Não é inédito este condão que o futebol tem de promover excentricidades. Há cerca de seis meses, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decidiu reconhecer os títulos da Taça Brasil (1959-68), que reunia os campeões estaduais de todo o Brasil, e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Robertão (1967-70), que se jogava com os três melhores dos estados do Rio, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, como conquistas nacionais. Se o futebol não é a sua praia e o Brasileirão, campeonato nacional, até nem lhe diz nada, não se preocupe. A segunda parte da história é sobre Pelé. O Rei, que nunca tinha ganho um Brasileirão, tornou-se num abrir e fechar de olhos hexacampeão. É que com a decisão da CBF o Santos (de Pelé) e o Palmeiras passaram a ser detentores do maior número de títulos nacionais, oito cada um. Sua majestade recebeu as seis medalhas de campeão numa tarde e sentou-se num trono que os brasileiros dizem ter sido sempre seu.

Um rei é um rei e o nome de Pelé, o homem que marcou 1281 golos em toda a carreira, nunca devia ser pronunciado em vão. Assim como vãs são tentativas de fechar as contas do FC Porto. Ah, e os azuis-e-brancos podem subir a parada já no início da próxima época - vão disputar a Supertaça portuguesa com o Vitória de Guimarães e a Supertaça europeia contra Barcelona ou Manchester United.

Texto de Inês Melo

FC Porto ultrapassou mesmo o Benfica



O departamento que gere as bases de dados da FIFA esclareceu à agência Lusa que a Taça Latina de futebol, que o Benfica conquistou em 1950, “não merece o reconhecimento oficial” do organismo.

O mesmo departamento explicou à Lusa que as leis do jogo em vigor na altura “não eram aplicadas nessa competição”, pelo que a FIFA “nunca se referiu aos vencedores da Taça Latina em quaisquer das suas publicações”.

Desta forma, a Taça Latina não deve figurar na lista de troféus internacionais oficiais conquistados pelo Benfica, pelo que o FC Porto passou mesmo a ser o clube português com mais títulos desde o último domingo, quando conquistou a 16.ª Taça de Portugal da sua história, somando um total de 69, contra 68 do Benfica.

Com o triunfo por 6-2 sobre o Vitória de Guimarães, o FC Porto somou o 69.º título, mais um do que o total do Benfica, que esta temporada só ganhou a Taça da Liga, enquanto os “dragões” conquistaram campeonato, Taça, Supertaça e Liga Europa.

O FC Porto pode dilatar a vantagem para o Benfica já no início da próxima época, pois terá logo no arranque da temporada dois troféus para disputar: a Supertaça de Portugal, novamente diante o Guimarães, e a Supertaça Europeia, contra FC Barcelona ou Manchester United, que disputam no sábado a final da Liga dos Campeões.

Este departamento da FIFA acrescentou que a Taça Intercontinental, ganha pelo FC Porto em 1987 e em 2004 (última edição) é reconhecida oficialmente pela FIFA “desde a sua criação”, em 1960, mesmo quando passou a chamar-se Taça Toyota, a partir de 1980.

No entanto, só a partir de 2005, ano em que a FIFA começou a organizar o Mundial de Clubes, é que passou a ser consagrado pelo organismo o clube campeão do Mundo.

O FC Porto é identificado pela FIFA como vencedor da Taça Toyota, até 2004 disputada apenas entre o campeão europeu e o sul-americano.

CHELSEA TARGET ANDRE VILLAS-BOAS: WATCH HIM IN ACTION AND READ ALL YOU NEED TO KNOW



By Chris Mendes

Bobby Robson took him under his wing when he was 16 - and now, just over 16 years later Andre Villas-Boas is football's most sought after manager.

Allow us to explain what all the fuss is about...


Born in Porto on 17 October 1977, he harbored ambitions of a coaching career in football from a young age when he considered various P.E courses as his way in before making a decision which changed his life as a 16 year-old.

At the time, he was living in the same apartment block in his hometown as then Porto manager Sir Bobby Robson - and decided to take advantage by dropping a letter into his mailbox. He explained in his own words, why Sir Bobby should use his favourite player, Domingos Paciência more often.

Ironically, Paciência is now the manager of Sporting Braga. The same man who Villas-Boas defeated in this year's Europa League final.

Back to Sir Bobby at Porto, who was so impressed with the letter he received, that he challenged Villas-Boas to collate statistics from Porto's next few games - the results of which were so extensive and eagle-eyed he was offered a trainee position with the club's youth set up.

Under Robson's guidance he achieved his UEFA C coaching license as a 17 year-old in Scotland before coaching the British Virgin Islands for a short period aged 21.

Minors are not usually permitted to take the UEFA coaching courses but Robson persuaded the authorities to make an exception while he also insisted he spent time at Ipswich watching George Burley training his team there.

Jose Mourinho meanwhile, was working for Porto as Robson's interpreter when Villas-Boas first joined the club but departed for Barcelona along with Sir Bobby two years later. When Mourinho returned to Porto as manager in 2002, he made Villas-Boas his opposition scout.

They struck up a winning formula, enjoying successive trebles including the UEFA Cup and Champions League trophies, so it was little surprise when Jose moved to Stamford Bridge that he brought with him the man he called his "eyes and ears".

In London, Mourinho's increased level of trust allowed him to enjoy even more responsibility: as well as scouting the opposition, Villas-Boas contributed to tactics by providing specific strategies that could get the better of their opponents.

After six trophies in three years with Mourinho at Chelsea, he took a nine month break to study art of management when Jose left the Bridge - returning to the Special One's coaching staff in 2008 when he was appointed manager at Inter.

Again, they enjoyed success together in their first season, winning the Serie A title and the Italian Super Cup but Villas-Boas abandoned Mourinho's coaching staff in October 2009 to pursue his own career in management, several months before the Special One secured an historic treble with Inter.

Villas-Boas, meanwhile, moved to Portuguese strugglers Academica when their manager departed with the team cut adrift at the foot of the Portuguse top tier.

For the remainder of the season, he helped steer them to an 11th place finish playing a brand of attractive football that won him plaudits all over the country. He ended the campaign ten points clear of safety and reached the Portuguese Cup semi-final, losing only to a late goal against Porto.

His success at Academica made him hot favourite to fill the vacant managerial position at giants Sporting Lisbon, but he moved back to Porto as manager instead.

Villas-Boas began his first year as manager with a Portuguese Super Cup victory over Benfica - proving the catalyst for an unbeaten 30 game league campaign which saw Porto collect 84 points out of 90, a new Portuguese record.

He's also guided them to the Europa League crown and the final of the Portuguese Cup, which they'll contest with Guimaraes this coming weekend.

BRITISH VIRGIN ISLANDS

The only black mark against Villas-Boas' name appears to be his spectacularly poor record as manager of the British Virgin Islands in 2000/01: two games and two defeats, scoring one and conceeding 14. But a quick search for recent results will tell you they lost 17-0 to the Dominican Republic in October 2010. Perhaps he did well, after all.

SIMILARITIES TO JOSE MOURINHO

They both worked as opposition scouts in the early parts of their careers although the similarities stop there. Villas-Boas plays a more attacking style of football and by his own admission, is rather more humble. Only this week, he was full of praise for Barca manager Pep Guardiola, so perhaps it wont be too long before we see him and Jose going head-to-head for La Liga.


ANDRE VILLAS-BOAS' RECORD BREAKING SEASON WITH PORTO IN NUMBERS

36 - consecutive games unbeaten across all competitions
84 - highest points tally in a 30 game Portuguese season
14 - most European victories in one season by a Portuguese club
21 - biggest points margin over second place in Portuguese league
16 - most consecutive victories in Portuguses league
33 - youngest manager to win a major European trophy

André Villas Boas, el niño se hace un hombre



“Míster, ¿Por qué no juega Domingos Paciencia?” A Luis André Pina Cabral Villas Boas le atormentaba ver como el delantero del Oporto, su gran ídolo, había perdido su puesto en el once titular. Aquel joven de 16 años, un apasionado del ‘Championshp Manager’, estaba convencido de que el atacante aun tenía muchas cosas que aportar al equipo que, en el lejano 1994, dirigían Sir Bobby Robson y José Mourinho.

Sin dudarlo, y aprovechando que vivía en el mismo edificio que el técnico inglés, el chico escribió una carta en la que desmenuzaba cómo sacar más rendimiento a Paciencia y la dejó en el buzón de Robson. El entrenador quedó tan fascinado por lo que leyó que llamó a André Villas Boas para ofrecerle un puesto como ayudante en prácticas. Fue el inicio de una carrera fulgurante.

Diecisete años después, aquel adolescente de buena familia, bisneto del primer vizconde de Guilhomil, ha llevado al Oporto a ganar su liga número 25 a falta de seis jornadas para el final y sin perder un solo partido hasta el momento. Los ‘dragones’ consiguieron el título este domingo en casa del Benfica, eterno rival y campeón vigente, lo que provocó que el Estadio Da Luz se quedara a oscuras para evitar la celebración de los visitantes.

El equipo de Villas Boas, que con 33 años es el más estratega joven de la categoría, solo ha cedido dos empates y le saca 16 puntos de ventaja al segundo, el Benfica, y 31 al tercero, el Sporting de Braga que entrena precisamente Domingos Paciencia. El club de ‘O Dragao’ se ha basado en la solidez defensiva de Rolando, Otamendi y Fucile y solo ha concedido 9 goles en 25 partidos. En ataque ha destacado el tridente formado por Hulk, Varela y Falcao (40 goles), apoyados desde el centro del campo por Guarín, Moutinho y Belluschi.

Mourinho y Robson, impresionados con los conocimientos tácticos que el joven Villas Boas demostraba trabajando en las categorías inferiores del Oporto, le ayudaron a completar un curso de entrenador en Lilleshall (Inglaterra) y otro en la UEFA. Con solo 17 años, André se fue a estudiar los métodos de George Burley en el Ipswich Town, el modesto conjunto inglés con el que Sir Bobby Robson llegó a ganar una Copa de la UEFA en 1981 .

Villas Boas encontró su primer trabajo como técnico principal a los 21 años. Se convirtió en seleccionador de las Islas Vírgenes y pasó 18 meses en el cargo. Le despidieron tras perder 0-9 ante Bermudas. “Solo les dije mi edad cuando me fuí”, explicó al diario británico The Independent. A su regreso a Portugal, entrenó a los juveniles del Oporto hasta que Mourinho asumió las riendas del primer equipo y contactó con él para que fuera uno de sus ayudantes.

Frecuentemente le comparan con Mourinho. Sin trayectoria como futbolista profesional y con tendencia a polemizar con los árbitros y los rivales en las ruedas de prensa, las similitudes parecen evidentes. Pero Villas Boas lo niega. "Tengo más de Robson que de Mourinho. Tengo descendencia inglesa y me gusta beber vino. Se habla con frecuencia de mi juventud y la única forma de acallar las críticas es conseguiendo muchas victorias”, dijo durante su presentació como entrenador del Oporto.

André y José trabajaron codo con codo también en el Chelsea y en el Inter. “Él es mis ojos y mis oídos”, decía Mou de su ayudante. En 2009, sin embargo, Villas Boas decidió volar en solitario. Fichó por el Académica de Coimbra, donde realizó una temporada muy interesante con un equipo predestinado al descenso pero que finalizó 11º desplegando un fútbol atractivo.

Los ‘dragones’ le repescaron esta campaña para sustituir a Jesualdo Ferreira y los éxitos no se han hecho esperar. A pesar de haber conquistado el título, a André Villas Boas aun le quedan retos este curso: acabar la liga sin perder ni un partido, algo que sólo logró el Benfica en 1972/73, y luchar por la Taça de Portugal y la Europa League.

texto de DAVID RUIZ MARULL

O treinador André Villas-Boas



Foi os olhos e os ouvidos de Mourinho, com quem tem muito em comum apesar do choque entre duas personalidades parecidas. Com ele, o FC Porto vive uma época excepcional

Quem é

O treinador mais jovem da liga portuguesa é também o mais aristocrata. Nasceu a 17 de Outubro de 1977 (33 anos) e é bisneto de José Gerardo Coelho Vieira Pinto do Vale Peixoto de Villas-Boas, o 1.º visconde de Guilhomil, título criado pelo rei D. Carlos I, em 1890. André Villas-Boas é hoje o técnico da moda em Portugal muito à custa do seu inglês very british, uma influência da avó proveniente de uma família inglesa. Porque foi a fonética perfeita que o ajudou a cair nas boas graças de Bobby Robson, quando, a meio da década de 90, o interpelou no elevador do prédio em quem ambos viviam. "Mister, porque não joga o Domingos?", disparou, insatisfeito por o seu ídolo dos relvados ser suplente de Vinha. A argumentação do jovem André foi sustentada numa estatística que também impressionou o britânico. A partir daí, Robson passou a entrar nas conferências de imprensa com um papelzinho na mão e a debitar o número de cantos, remates, ataques, etc., dos jogos terminados há minutos. Só algum tempo mais tarde se descobriu que estava a aproveitar o trabalho estatístico do seu vizinho de 16 anos.

O que fez?

Concluído o 12.º ano, esqueceu o curso de Letras, preferindo seguir o conselho de Robson e especializar-se em futebol. Uma recomendação do britânico valeu-lhe um curso em Inglaterra e uma outra de José Mourinho (então ainda adjunto) permitiu-lhe participar numa acção de formação da UEFA. Começou a trabalhar nos escalões de formação do FC Porto, mas não tardou a tornar-se director técnico das Ilhas Virgens Britânicas (chegou a seleccionador), escondendo sempre que só tinha 21 anos. "Só lhes disse quando vim embora." Após 18 meses no Caribe, Mourinho lembrou-se dele quando formou a equipa técnica com que iria levar o FC Porto à conquista da Champions e de tudo o mais o que havia para ganhar. André tinha uma missão específica: analisar os adversários e os potenciais reforços. Dois anos depois, Mourinho reconheceu o mérito dos seus relatórios estendendo-lhe o convite de Abramovich para ir domar o Chelsea, que não ganhava o título inglês há 50 anos. Em 2004, o special one apresentou ao The Independent o seu colaborador mais jovem (André tinha então 26 anos): "Ele é os meus olhos e os meus ouvidos no campo rival." A ligação prosseguiu em Itália, mas nem o sucesso do Inter de Milão servia para disfarçar a tensão entre Mourinho e André, que revelou a vontade de se emancipar. A relação seguia desgastada até pelo choque de duas personalidades demasiado parecidas quando, a 13 de Outubro de 2009, aceitou o convite da Académica. Aos 31 anos trocou o clube que se iria tornar campeão europeu pelo último da Liga portuguesa. Dois meses depois, esteve perto de se tornar treinador do Sporting, que voltou à carga em Abril. Mas o pacto foi rasgado por mútuo acordo. André, que antes havia apelidado de "palhaçada" a hipótese de seguir para Alvalade, rotulou de "fantochada" as notícias que explicavam a sua mudança de rumo com um convite de Pinto da Costa para substituir Jesualdo Ferreira. A 2 de Junho de 2010 foi apresentado no Dragão.

Por que o escolhemos?

O FC Porto teve o melhor arranque de época dos últimos 25 anos, superou mesmo o primeiro semestre de Mourinho no Dragão, tem a melhor defesa da Europa e é a única equipa invencível até ao momento na Europa. Oito pontos de vantagem na Liga devem ser suficientes para que Villas-Boas celebre o seu primeiro título nacional - ninguém acredita numa hecatombe portista de que não há memória. A sua carreira ficará para sempre marcada pelo primeiro jogo oficial ao serviço dos portistas. Mais do que a vitória na Supertaça, o jogo serviu para minar a confiança de um Benfica que se achava e era tido quase por imbatível. No FC Porto, não demorou muito a criar uma equipa ainda com mais estilo e ambição e com um vigor juvenil e uma alma que contagia. E foi construído com a herança que lhe foi deixada por Jesualdo - João Moutinho é a única novidade nos titulares -, mantendo-se o sistema táctico e até a defesa zonal nos lances de bola parada. A diferença é que os adeptos saem mais satisfeitos, porque sabe sempre melhor ganhar com um futebol feito de posse e circulação de bola.

O que podemos esperar dele?

A imprensa internacional fala num "mini-Mourinho que segue os passos do seu mentor". A referência não agrada a Villas-Boas (por razões futebolísticas, mas não só...). Villas-Boas garante que Robson é, e será sempre, o seu modelo. Mas há, de facto, demasiados pontos de contacto com o special one. E que não resultam apenas dos cinco anos de contágio, da barba de dois dias e do início de carreira também polémico. Porque a pose ufana, o discurso ensaiado, cortante e desinibido, o trabalho metódico e a capacidade de correr riscos trazem, de facto, muitas recordações, não importando para o caso se na versão two ou three. A imprensa italiana já diz, por exemplo, que o milionário Mássimo Moratti o tem debaixo de olho para o Inter de Milão. Villas-Boas é portista de coração e diz que está no lugar com que sempre sonhou. Mas, mais cedo ou mais tarde, irá partir para tentar provar noutras paragens que também é especial.

Supertaça europeia: F.C. Porto-Barça a 26 de Agosto



Villas-Boas contra Guardiola na disputa do troféu no Estádio Louis II, no Mónaco.
Por Redacção com VHA

O F.C. Porto já conhece o adversário na disputa da Supertaça europeia, a 26 de Agosto,no Mónaco. O Barcelona bateu o Manchester United na final da Liga dos Campeões e vai discutir o troféu com os dragões.

Sondagem: Porto pode vencer o Barça?

André Villas-Boas, que conduziu a equipa portista ao título na Liga Europa, vai defrontar Pep Guardiola, técnico que serviu de inspiração ao longo dos anos, conforme o próprio revelou após o embate com o Sp. Braga em Dublin. O espanhol agradeceu e devolveu o elogio.

Os dragões já conquistaram a Supertaça europeia em 1987 mas desperdiçaram outras duas oportunidades: AC Milan (1-0 em 2003) e Valência (2-1 em 2004) venceram o F.C. Porto. O Estádio Louis II, no Mónaco, volta a acolher o encontro.

A história de um campeão precoce



Aos 15 anos era campeão na II Divisão e aos 18 esteve no único título do Banfield; Dani, a namorada, joga voleibol no Leixões

"Sempre fiz mais assistências do que golos. Gosto muito de passar a um colega para ele marcar". Quem falou assim há duas semanas, revelando um grande sentimento altruísta, foi James Rodríguez, extremo do FC Porto.
De facto, o jovem de 19 anos nunca se destacou pelos golos ao longo da sua curta carreira. Mas na final da Taça de Portugal, com o Vitória de Guimarães, marcou três, tantos quantos tinha conseguido em toda a época.
Mas quem é este colombiano que foi a grande figura dos dragões no último jogo da época? Começando pelo nome, e apesar do mesmo ser de origem britânica, pronuncia-se "Rámes". Não se sabe se essa era a intenção dos pais, mas desde muito novo, todas as pessoas que o rodeavam pronunciavam o nome dessa maneira e assim ficou...

Real Madrid, la era galactica



Zinedine Zidane, Diego López, David Beckham, Alfredo Di Stefano, Ronaldo, Raúl González Blanco, Guti Hernández, Roberto Carlos, Solari

Australiano afirma que em 2050 robôs jogarão futebol melhor do que seres humanos



A robótica se desenvolve e muitas coisas parecem ter saído das telas do cinema diretamente para a sala de pesquisadores. Robôs cada vez mais capazes são criados e muitos temem que isto um dia se torne um problema para humanidade.

De acordo com Claude Sammut, professor de ciência da computação da Universidade de New South Wales, Austrália, quem já pode se sentir ameaçado são os grandes craques do futebol. Para ele, a partir de 2050 os robôs serão capazes de praticar o esporte bretão com mais habilidade e desenvoltura do que os seres humanos.

É claro que até lá os craques do futebol atual já terão parado de jogar, mas novas estrelas hão de surgir. Mas quando você vê jogadores como Lionel Messi e Ronaldo ou quando se lembra de craques como Pelé, Maradona e Garrincha, fica difícil imaginar que máquinas possam nos proporcionar melhores espetáculos.

Contudo, o caminho não é tão simples assim. Sammut afirma que para que isto ocorra será preciso “grandes desenvolvimentos em percepção, tomada de decisão, aprendizado e comportamentos cooperativos”, o que deve possibilitar a transformação de um coletivo de robôs em um time de futebol.



RoboCup 2006. Foto: Wikipédia

Sammut é um dos envolvidos com o RoboCup, uma espécie de copa de robôs praticantes do futebol e reconhece que se olharmos para o nível dos equipamentos que disputam a competição, fica praticamente impossível idealizar uma equipe capaz de competir com qualquer equipe humana, quanto mais vencer uma seleção campeã do mundo.

E você, acha que é viável esta possibilidade? Acredita que o desenvolvimento da inteligência artificial pode nos levar a mundos como os dos filmes "Matrix" e "Exterminador do Futuro," em que as máquinas se rebelam? O que acha de uma copa mundial em que se enfrentam os campeões da RoboCup e da Copa do Mundo de Futebol?

Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/5576-australiano-afirma-que-em-2050-robos-jogarao-futebol-melhor-do-que-seres-humanos.htm#ixzz1NhUW0h7j

Caneleira denuncia jogadores que simulam faltas


A Texaco desenvolveu uma nova tecnologia para caneleiras que tem como objetivo evitar lances duvidosos, alertando quando um jogador simula uma queda. A iniciativa tem o apoio do ex-árbitro Jeff Winter, que considera a simulação de faltas uma atitude antiesportiva que deve ser punida com severidade.

O acessório colocado nas caneleiras dos jogadores conta com dois sensores e dispositivos magnéticos sensíveis o suficiente para detectar a causa da queda em uma jogada. Caso seja detectado que não houve contato de outra pessoa, um sinal é enviado ao juiz da partida que pode tomar providências para punir quem simulou a queda.

Apesar da eficiência da nova tecnologia, Winter não está muito animado quanto à sua aplicação em campo. Segundo ele, embora o assunto gere bastante interesse, as associações desportivas responsáveis dificilmente vão aderir a novidades do tipo, por melhores que elas sejam.

Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/10192-caneleira-denuncia-jogadores-que-simulam-faltas.htm#ixzz1NhTdYkLv

Hulk interessa ao Tottenham



Hulk, o jogador mais poderoso dos azuis e branco, e peça essencial no projecto de campeões de André Villas-Boas tem atraído a atenção de muitos clubes. Desta vez é de Inglaterra que surgem as notícias, mais propriamente do Tottenham.

O clube londrino parece disposto a dispender 31 milhões pelo "incrível" e poderá ser uma proposta a ser estudada pelos "dragões". Hulk que tem uma claúsula de rescisão 100.0 milhões poderá fazer muitos clubes da rota Mundial perderem a cabeça por ele.

Mikel Agu (finalmente) dragão


(retirada de record.xl.pt)

Mikel Ndubusi Agu, um nome desconhecido para muitos mas que para os dirigentes do Porto é um alívio falar dele. Com apenas 18 anos de idade e 1.84m, natural de Benin (Nigéria) actuava nos juniores dos azuis mas com o completar da maioridade pode assinar um contracto profissional.

Médio com uma grande capacidade física, que foi crescendo e evoluindo nas camadas inferiores. Com Jesualdo Ferreira no comando, o atleta na altura com 16 anos chegou mesmo a integrar os treinos da equipa principal. Um jogador que foi sendo trabalho em segredo e longe dos olhares dos mais curiosos, e que neste momento poderá até ser analisado por André Villas-Boas.

Maxi Pereira poderá ser desviado


(foto retirada de taringa.net)


Maximiliano Pereira poderá ter o mesmo tratamento que o seu compatriota Cristián Rodríguez, rumar do Sul ao Norte. O lateral que o Benfica foi contratar aos uruguaios do Defensor Sporting e onde já actua à 4 temporadas está com a renovação dificultada devido ao seu agente.


Com 26 anos, o atleta que atravessa um grande momento de forma sendo dos melhores a actuar nos encarnados e sendo dos que recebe menos em termos salariais poderá mesmo abandonar a equipa no final da época. Por diversas vezes o lateral já foi abordado por vários clubes europeus como o Atlético de Madrid ou o Sevilla, mas manteve-se sempre fiel à sua "casa".


Paco Casal, o seu agente e o mesmo de Cristián não mantem uma grande relação com a SAD benfiquista e tem feito de tudo para fazer demorar ou mesmo cancelar a renovação para Maxi poder rumar a outra equipa. Maxi chegou às águias em 2007 quando Camacho era técnico e rapidamente ganhou a titularidade. O seu contracto é válido até 2012, mas em Janeiro poderá mesmo assinar com o clube que quiser.