segunda-feira, 2 de maio de 2011

Setúbal-FC Porto: Mais um passeio no sonho azul (CRÓNICA)




4-0 em Setúbal com apenas três dos habituais titulares (Otamendi, Álvaro Pereira e Guarín). Já não adjetivos para qualificar esta equipa do FC Porto

28 jogos, 26 vitórias e dois empates; 68 golos marcados e 13 sofridos; série de 16 vitórias seguidas no campeonato; 21 pontos de avanço sobre o segundo classificado. São estes os números assombrosos de um dos mais indiscutíveis campeões nacionais da história do futebol português. Este domingo, nova demonstração de superioridade, com uma vitória por 4-0 no campo do V. Setúbal, a mais gorda goleada dos azuis e brancos obtida fora de casa.

Já não existem adjetivos para elogiar esta máquina de bom futebol que André Villas-Boas conseguiu construir no FC Porto. E o que mais espanta é que as peças mudam e a eficácia é a mesma. No Bonfim, apenas três dos habituais titulares atuaram de início: Otamendi, Álvaro Pereira e Guarín.

Costuma dizer-se que os campeões atraem a sorte. Talvez sim, ou talvez procurem mais a sorte que os outros. A verdade é que aos 12 minutos, o FC Porto já vencia, devido a um autogolo de Valdomiro. Foi a primeira de uma série infindável de asneiras do defesa central do Vitória de Setúbal.

Até ao intervalo, o domínio foi portista, mas com boa resposta sadina. Em cima do intervalo, os portistas ampliaram o resultado, por Otamendi. O central tem o fantástico registo de cinco golos em 14 partidas no campeonato. Ou seja, um central que jogou apenas metade dos jogos tem por exemplo apenas menos um golo que o melhor marcador do Sporting (Postiga, seis tentos). Dá que pensar, não dá? E lá foi o Dragão tranquilo e feliz da vida para o descanso...

E ainda houve uma grande penalidade de Valdomiro sobre Sereno que não foi assinalada pelo árbitro Rui Costa...

Tudo igual na segunda parte

Não houve grandes novidades na segunda parte: superioridade portista, com boa réplica sadina. Mas a eficácia dos azuis e brancos continuava a ser superior. Logo nos primeiros minutos, Walter ampliou para 3-0, após assistência de James Rodríguez. O extremo colombiano, de resto, esteve nos três primeiros golos.

Sempre que o Setúbal conseguia aproximar-se da baliza do FC Porto, Beto respondia com acerto, mostrando mais uma vez que é um dos melhores guarda-redes portugueses, apesar de não ser titular. E nem de penálti os sadinos lá foram, com Beto a defender o remate de Pitbull.

André Villas-Boas até se deu ao luxo de lançar Kieszek para o lugar de Beto. O polaco somou assim alguns minutos, para também se sagrar campeão. E fez uma grande asneira que não deu golo por um triz. Kieszek de fato não consegue aproveitar as (poucas) oportunidades que tem...

Até ao final, ainda houve tempo para o 4-0, apontado por Varela, que entretanto tinha entrado.

Texto: Relvado

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