terça-feira, 17 de maio de 2011

O CAMPEONATO E OS RECORDES DO FC PORTO

Nove meses depois, aí está o resultado!.
O Campeonato encerra domingo e, nessa altura, faz exactamente nove meses que ele arrancou. Quinze de Agosto foi, pois, quando tudo começou e logo a desgraça se abateu sobre a família da Luz. A Académica faltou-lhe ao respeito, depois foi o Nacional quem lhe deu forte e feio e, para maior vergonha, veio o V.Guimarães e, zás, também abusou.
Com quatro jornadas cumpridas, neste caso realizadas que o cumprimento não foi nada que se visse, o Benfica somava apenas três pontos e logo aí se percebeu que seria extremamente difícil alcançar o Fugitivo, só com vitórias. Quando os dois, à 10ª ronda, se encontraram na Casa do Dragão e a coisa ficou arrematada por cinco-a-ó, então é que as dúvidas se dissiparam mesmo.
Agora que caminhamos para o final, para a jornada 30, não se pode dizer que a tendência haja sido alterada. O FC Porto manteve a sua poderosa passada, o Benfica deu-lhe a réplica possível, o Braga e Sporting também, e o resultado dessa "possibilidade" é a actual diferença de 19 pontos para um e de 35-36 para o duo seguinte, o que é qualquer coisa, para não se dizer que é muito.

Claro que com este turbo-motor incorporado, o FC Porto de Villas-Boas, para lá do indiscutível título alcançado, candidatou-se a vários recordes, todos eles de difícil consecução. O empate (3º esta época) cedido, há oito dias, em casa, frente ao Paços, inviabilizou dois deles: o do máximo de desfechos positivos - que ainda pertence ao Benfica de Hagan de 73, com duas igualdades consentidas - e o do "pleno" de vitórias em casa. Mas há outras metas a alcançar.
A da invencibilidade, por exemplo. Só por uma vez (naquela vez) esse galardão foi arrebatado por um campeão. E a afirmação é feita nestes termos, sublinhando a palavra "campeão", dado que a proeza já foi alcançada pelo Benfica, num ano em que o título foi para o FC Porto. Incrível, na verdade, como uma equipa não perde um jogo sequer e não consegue ser campeã. Mas aconteceu com o Benfica, em 78, por obra e graça do seu então rival das Antas.
Tem agora a palavra o Marítimo, derradeiro obstáculo às pretensões do FC Porto, já com todos os sentidos apontados para Dublin e para a final da Liga Europa, onde o duelo com o Braga poderá constituir a tal cereja no topo do bolo, se o colesterol não vir nisso qualquer inconveniente.
Outro recorde diz respeito aos golos sofridos pelo FC Porto, na qualidade de visitante. Alguém, por acaso, já reparou que, nos jogos até agora disputados para o Campeonato, fora do Dragão, o FC Porto apenas sofreu cinco?

Rui Tovar

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