A simpatia irlandesa num gesto de um taxista, a indiferença da comunicação social local, a (im) paciência pela chegada de Isabel II e um jogo lançado num pub
Por Pedro Jorge da Cunha com Vitor Hugo Alvarenga em Dublin
Céu cinzento, chuviscos, temperatura bastante mais baixa do que em Portugal. Nada que surpreenda, de resto, quem chega a Dublin. O enquadramento é tipicamente irlandês, como se de um texto de James Joyce ou de uma letra de Bono Vox se tratasse.
A equipa de reportagem do Maisfutebol andou a conhecer a capital irlandesa, recebeu de um simpático taxista uma bola de hurling (um dos afamados desportos gaélicos) e confirmou que a comunicação social irlandesa ainda não acordou para a final europeia de futebol. O jornal Irish Independent, por exemplo, não traz na edição de hoje uma única linha sobre o F.C. Porto-Sp. Braga.
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A cidade vive dias de agitação, pois é já na terça-feira que chega a rainha Isabel II para uma visita histórica. Há 100 anos que um monarca britânico não pisa solo da Rep. Irlanda. Várias ruas estão cortadas, o trânsito flui com dificuldade e a paciência dos pacatos cidadãos já conheceu dias melhores.
Há, ainda assim, duas facções bem vincadas. Alguns, como o taxista Garvin Dempsey, desprezam a presença da soberana britânica e chegam a prever alguns problemas para os dias que estão a chegar. Outros, a exemplo da recepcionista do hotel onde nos instalámos, parecem entusiasmados com os holofotes da comunicação social e aplaudem a presença da representante maior da Casa Real.
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Por trás desta cortina opaca há um jogo de futebol a ser preparado. Nas imediações do estádio e no aeroporto já se encontram algumas referências à final, tal como no pub Slattery¿s, a 200 metros da Dublin Arena. Duas enormes bandeiras de F.C. Porto e Sp. Braga, dezenas de galhardetes dos dois emblemas e um excelente ambiente, sempre regado pelas famosas pints.
A comitiva do F.C. Porto aterra por volta das 23 horas no aeroporto de Dublin. O Sp. Braga só viaja na terça-feira e chega à ilha verde à hora de almoço.
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