segunda-feira, 18 de abril de 2011

O CAMPEÃO NÃO DÁ TRÉGUAS

O título já está assegurado e há outras competições em disputa, mas esta equipa do FC Porto não sabe jogar sem ambição e qualidade. Num «clássico» que dominou quase na totalidade do tempo de jogo, os Dragões venceram o Sporting por 3-2, com Falcao a «bisar».



O Sporting apresentou-se disposto a discutir o jogo no Dragão, mas, na primeira parte, apenas se estendeu em todo o campo durante 11 minutos. Foi nesse momento que André Santos abriu o marcador, num lance confuso e no primeiro remate à baliza das equipas. O remate do jovem português bateu em Matias Fernández, desviando a trajectória e traindo Helton.



O público foi o primeiro a perceber a infelicidade dos Dragões e a «empurrar» a equipa para a frente. Os minutos seguintes seriam de sufoco para os lisboetas, que só na segunda parte voltariam a respirar. Guarín e Falcao, aos 18 minutos, foram os primeiros a dar um sinal de aviso, com dois remates violentos que Rui Patrício defendeu com dificuldade. Dois minutos depois, Falcao cabeceou ao poste, após cruzamento de Moutinho. Porém, aos 27, o colombiano não perdoou, após solicitação de Alvaro Pereira.



Estava reparada parte da injustiça no marcador, e dizemos parte porque o volume ofensivo dos Dragões até ao intervalo justificava mais do que um golo. No segundo tempo, os portistas entraram em campo com um ritmo diabólico e Hulk, aos 50 minutos, disparou um «tiro» que obrigou Rui Patrício a mais uma defesa, desviando a bola para canto. Na marcação desse canto, à maneira curta, João Moutinho libertou-se e serviu Falcao para o 2-1.



Nos minutos seguintes, o guarda-redes do Sporting foi um elemento em destaque, terminando a partida com uma mão cheia de intervenções que evitaram golos portistas. Destaque-se um lance em que Hulk atirou em arco, aos 84 minutos. Pouco depois, Walter isolou-se e bateu o guardião adversário, apontando o 3-1. Matias Fernández ainda faria o 3-2, mas não a tempo de evitar mais uma vitória na Liga do FC Porto, a 25.ª em 27 jogos.

Falcao já vai com 14 golos na Liga (é o terceiro melhor marcador da prova, apenas atrás de Hulk e João Tomás), mas não é o único a merecer um destaque especial. Saliente-se a segurança de Beto, que entrou em campo após lesão de Helton, aos 69 minutos. E se há pormenores que podem definir um resultado, relembre-se o lance em que Sereno «sprintou» uns bons 50 metros, ainda a tempo de estorvar Valdês, quando este estava prestes a rematar na «cara» de Helton. É este esforço e esta dedicação que dão vitórias. E, por falar nisso, o FC Porto já bateu o recorde de pontos em campeonatos com 16 equipas: soma agora 77.

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