quinta-feira, 2 de junho de 2011

IFFHS : F.C. Porto é terceiro e pressiona Real Madrid



Conquista da Liga Europa aproxima os dragões do segundo lugar no ranking anual de clubes. Barcelona lidera
Por Redacção com PJC

O F.C. Porto continua a ser o terceiro melhor clube do mundo, no ranking da Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS), actualizado esta quinta-feira. Os dragões têm 291,5 pontos e só são superados pelo campeão da Europa, o Barcelona, e pelo Real Madrid de José Mourinho. Os dragões estavam a 20 pontos do Real, mas a vitória da Liga Europa encurtou a diferença, que agora se cifra em 15,5 pontos.

Nota para o salto de sete lugares do Sp. Braga, agora no 30º lugar, e para a estabilização de Benfica (40º) e Sporting (68º). O maior salto do mês foi dado pelos argentinos do Vélez Sarsfield, que passaram do 26º para o décimo lugar.

Ranking de Maio

1. (1) Barcelona (ESP) 317,0
2. (2) Real Madrid (ESP) 307,0
3. (3) F.C. Porto (POR) 291,5
4. (4) Manchester United (ING) 285,0
5. (8) Manchester City (ING) 254,0
6. (7) Villarreal (ESP) 250,0
7. (6) Inter de Milão (ITA) 246,0
8. (12) Dínamo Kiev (UCR) 222,5
9. (15) Schalke 04 (ALE) 218,0
10. (26) Vélez Sarsfiel (ARG) 213,0
(...)
30. (37) Sp. Braga, 187,5
40. (41) Benfica, 174,5
68. (64) Sporting, 148,5
184. (174) Marítimo, 88.5
301. (323) V. Guimarães, 70,5

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Mundial 2014 Pode ser transferido para outro país



Olá, hoje, quando estava a dar respostas no Yahoo, quando me deparei com a seguinte questão:Qual a probabilidade da Copa do Mundo 2014 ser transferida p/ outro país por causa dos atrasos nas obras? (Não sejam radicais nas respostas, dizendo zero ou 100%, por favor. Pensem bem p/ responder.)

Fiz logo uma pesquisa rápida pela Internet e respondi: Caso o Brasil não cumpra com os prazos determinados pela FIFA, a Copa poderá ser transferida para outro país, que possua uma estrutura já pronta. Porém temos a África do Sul como exemplo contrário: às vésperas da sua Copa, o país não tinha todas as estruturas necessárias prontas. Por isso tudo penso que as hipóteses são de 55%. A revista Veja diz que segundo critérios matemáticos, se as obras continuarem nesse ritmo de tartaruga, a menos de três anos da Copa do Mundo, os estádios só serão concluídos em 2038.

Fonte(s):
- http://www.colegiostockler-blog.com/?p=188
- Revista Veja nº 25

E vocês o que pensam do assunto?

FALCAO - EM 2011 NEM MESSI CONSEGUE MARCAR MAIS DO QUE O COLOMBIANO

IFFHS: Falcao no topo dos goleadores mundiais em 2011



11 golos apontados pelo avançado colombiano, entre a sua selecção e as competições europeias pelo F.C. Porto.
Por Redacção com VHA

Radamel Falcao está no topo da lista de goleadores mundiais em 2011, segundo a lista divulgada pela Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS). A entidade considera apenas os golos pela selecção e pelos clubes nas competições internacionais.

Desta forma, o avançado contabiliza 11 tentos no presente ano, com 1 golos apontado na selecção da Colômbia e uma dezena com a camisola do F.C. Porto na Liga Europa. Desde o início do ano, repete-se.

Mohamed Al-Khatib, que representa o Al-Qadsia do Kuwait e a selecção a Síria, aparece na segunda posição com nove golos. Guiseppe Rossi (Villarreal e Itália) é o terceiro classificado, a par de Ivan Bosković (NASAF Qarshi e Montenegro), com oito golos.

Leo Messi (Barcelona e Argentina) apontou apenas 7 tentos, segundo os critérios da IFFHS.

Porto-Barça: clubes e causas que se confundem



Dois clubes em estado de graça, duas instituições reflectoras da idiossincrasia das cidades representadas. Reportagem-Maisfutebol sobre a ligação profunda entre dragões e «culés»
Por Pedro Jorge da Cunha com Vítor Hugo Alvarenga

Porto e Barcelona, cidades apaixonadas por futebol e pelos seus clubes mais representativos. Cidades que se escutam e admiram, ainda que separadas por milhares de quilómetros. De onde surge esta cumplicidade? O que une, afinal, uma e outra urbe? De que forma essa reciprocidade é transportada para o futebol e, já agora, não será o próprio futebol o elemento fecundador de toda a ligação?

Porto-Barça: as marcas de Guardiola em Villas-Boas

As perguntas enleiam-se entre o óbvio. O facto é indesmentível e até repercutido nas palavras de André Villas-Boas. Numa época dourada para F.C. Porto e F.C. Barcelona, o treinador não deixou de assumir uma evidência partilhada pela esmagada maioria dos seus conterrâneos.

«O adepto portista, e eu enquadro-me aí, sempre se identificou mais com o Barcelona do que com o Real Madrid. O Barcelona, pelo que representa, pela forma como cresceu dos anos 70 para a era da modernidade, pelas lutas que teve de enfrentar com os clubes da capital, desperta um sentimento especial da cidade do Porto», referiu Villas-Boas numa recente conferência de imprensa.

Impulsionado pelas palavras do técnico dragão, o Maisfutebol aprofundou a análise e escutou mais duas individualidades perceptoras desta similitude entre as dues ciutats. Perdão, entre as duas cidades. A mesma luta, la mateixa lluita, como sugere um vídeo posto a circular na internet, é realidade ou é fruto apenas do radicalismo natural vivido nos campos de futebol?

«Poços de amor e morte das populações»

Miguel Guedes, jurista e vocalista dos Blind Zero, é um observador atento e, sobretudo, um adepto fiel. «Há ligações fortes. As gentes das duas cidades amam o futebol e possuem uma ligação umbilical com os seus clubes», começa por referir ao nosso jornal, antes de utilizar uma metáfora curiosa.

«Eu diria que os adeptos de Porto e Barcelona vivem num poço de amor e morte. São povos extremamente aficionados e capazes de tudo pelo emblema venerado. Partilham um sentimento, mais ou menos legítimo, de autonomia e essa harmonia é incorporada nos relvados.»

Também João Carlos Pereira encontra um paralelismo na mensagem e nas causas de Porto e Barcelona. O ex-treinador de Nacional, Académica e Belenenses estagiou com Pep Guardiola na Catalunha em Fevereiro de 2010.

«Há parecenças no grito de revolta ao longo dos tempos - desferido através do futebol - em relação ao poder central. A afirmação regional faz parte da raiz dos dois clubes, que o assumem frontalmente. Em Barcelona, isso sente-se na casa blaugrana, claramente.»

«André e Pep privilegiam um futebol afectivo»

A simpatia, admiração e partidarismo serão testados a 26 de Agosto na Supertaça Europeia. Irá esta concórdia resistir a 90 minutos de altercação? Para Miguel Guedes, acima de tudo, haverá «um grande jogo de futebol» entre «duas das melhores equipas do mundo».

«Diria que o Man. United também merece estar neste lote. A grande diferença é que o orçamento do F.C. Porto é infinitamente inferior, o que torna heróico o feito da equipa. Espero poder estar no Mónaco e ver pela segunda vez ao vivo o Messi. A primeira foi na inauguração do Dragão. Ele tinha mais cabelo e estreou-se nesse jogo. No final disse que esperava voltar a jogar pela equipa principal do Barcelona. É uma frase espantosa vinda de quem veio», refere.

Para o músico, a proximidade ideológica entre as instituições estende-se a Villas-Boas e Guardiola. «São dois jovens mundividentes, sabem receber e oferecer. Não são nada tacanhos. Privilegiam um futebol afectivo, de posse e progressão. Sempre disse que o André é muito mais próximo do Pep do que do José Mourinho.»

Porto-Barça: as marcas de Guardiola em Villas-Boas



«Barcelona tem um modo inatingível de perfeição», reconheceu o portista antes de saber que o iria defrontar.
Por Vítor Hugo Alvarenga com Pedro Jorge da Cunha

André Villas-Boas, um mini-Mourinho num mini-Barcelona. Os termos surgiram ao longo da época de sonho do F.C. Porto. O treinador, entre os dois, prefere o segundo. É um fã assumido do futebol praticado pela equipa de Pep Guardiola. Na Supertaça Europeia, terá de o enfrentar.

Porto-Barça: clubes e causas que se confundem

A 26 de Agosto, no Mónaco, o técnico portista encontra a sua fonte de inspiração. Desta vez, como adversário. Villas-Boas desenvolveu um encanto particular pelo Barça de Guardiola e nunca escondeu o desejo de conhecer o espanhol.

Em Fevereiro desde ano, na Catalunha, o treinador do F.C. Porto satisfez essa ambição. Esteve à conversa com Pep, num encontro informal e reservado. Aliás, pouco se sabe sobre esse tema e as partes evitam a divulgação de mais pormenores.

«Guardiola é uma inspiração para mim, todos os dias. Felizmente, tive a oportunidade de finalmente o conhecer em Fevereiro. Inspiro-me não só mas também na sua filosofia, na filosofia do Barcelona, de Cruijff, de Rinus Michels», disse Villas-Boas, em Dublin. Guardiola agradeceu.

«Barça tem um modo inatingível de perfeição»

As comparações multiplicaram-se ao longo da temporada. «Este Porto é um mini-Barcelona», atirou Peter Pacult, técnico do Rapid de Viena. Antes, Gjore Jovanovski (CSKA de Sófia) utilizara a mesma escala: «O F.C. Porto é a equipa mais técnica da Europa, a seguir ao Barcelona.»

André Villas-Boas sorriu. Em Novembro de 2010, antes do duelo entre Barça e Real, demonstrara a sua preferência. «Sou um adepto incondicional do estilo de jogo do Guardiola. Gosto quando ganha aquela equipa, porque aquela equipa reflecte o modo como todas as equipas deviam jogar, um modo inatingível de perfeição. Tenho um sentimento muito especial por aquela equipa, porque jogam um futebol mágico», admitiu.

Um mês depois, a mesma toada, a admiração assumida sem rodeios: «O Barça está lá em cima, num nível de perfeição muito, muito difícil de atingir e num estilo que eu gosto de apreciar.» Falcao resumiu a preferência do técnico, já no final da época: «Ele esteve muitos anos com Mourinho, têm uma escola idêntica, a diferença é que Villas-Boas joga mais como o Barcelona».

«Notam-se princípios do Barça no Porto»

Não há margem para dúvidas. André Villas-Boas procurou implementar alguns conceitos catalães no estilo de jogo do F.C. Porto. O resultado é necessariamente diferente, tão diferente como os jogadores em causa, mas a intenção é bem vincada.

«Existem semelhanças, sem dúvida. De qualquer forma, o produto final do F.C. Porto é diferente, porque os jogadores são diferentes e também porque o processo do Barcelona já dura há bem mais tempo. Mas notam-se os princípios, a posse de bola, o subir linhas para reduzir espaços. Ainda assim, uma ideia é uma ideia. O resultado é sempre diferente», lembra João Carlos Pereira, treinador português que esteve a estagiar com o Barça de Guardiola, ao Maisfutebol.

O técnico luso reconhece a intenção. Aliás, como adepto daquele futebol, tenta fazer o mesmo. Impossível, garante. «O Barcelona tem um processo desenvolvido durante mais de 20 anos, está na sua plenitude e no seu apogeu. O Man. United também está e, mesmo assim, aconteceu o que aconteceu na final da Champions. O F.C. Porto iniciou há um ano um sub-ciclo com Villas-Boas, é mais recente.»

«Numa prova de regularidade, o Barça é mais forte e isso iria notar-se mais. Num jogo, tudo pode acontecer», remata João Carlos Pereira, antigo técnico do Ermis (Chipre), como forma de antevisão da Supertaça Europeia.

Membros da FIFA não sabem que Espanha venceu Mundial



No teste do novo sistema de votação no Congresso Internacional do organismo, os delegados erraram respostas básicas
Por Redacção com PA

Os membros da FIFA não foram unânimes ao responder que a Espanha foi o campeão do mundo de futebol, em 2010, na África do Sul. Convidados para comprovar a eficácia do novo sistema de votação de três teclas (sim, não ou abstenção) no Congresso Internacional do organismo em Zurique, Suíça, os delegados ligados ao futebol falharam respostas básicas.

Ao responderem se a Espanha venceu o Mundial da África do Sul, 184 membros responderam sim e sete disseram não. A Espanha venceu o primeiro Mundial a 11 de Julho do ano passado, ao derrotar a Holanda, por 1-0, na final de Joanesburgo, com um golo de Iniesta em prolongamento.

Outra resposta inusitada, surgiu para a pergunta: «em que cidade estava a ser realizado o congresso FIFA, em Zurique ou Budapeste?» A maioria, 143 delegados, respondeu correctamente, enquanto 45 disseram que o evento acontecia na capital da Hungria.