domingo, 29 de maio de 2011

Aloisío: «F.C. Porto pode vencer o Barça»



Brasileiro jogou nos dois clubes, conhece Guardiola e Villas-Boas e perdeu três duelos com os catalães
Por Vítor Hugo Alvarenga

Aloísio, ex-jogador brasileiro que deixou saudades no F.C. Porto, aguarda a Supertaça Europeia com particular expectativa. O antigo defesa representou o Barcelona antes de rumar à Invicta e conhece as duas personagens que irão protagonizar um duelo particular no Mónaco: André Villas-Boas e Pep Guardiola.

Para além disso, Aloísio esteve nos três últimos confrontos entre Barcelona e F.C. Porto, todos favoráveis à formação catalã. O derradeiro triunfo dos dragões neste histórico (num total de três) remonta a Novembro de 1985. Juary completou um «hat-trick» nas Antas (3-1).

A equipa espanhola venceu quatro dos sete duelos, ganhando superioridade ao longo dos anos. Pep Guardiola, então como médio defensivo, contribuiu para as três derrotas do F.C. Porto onde jogava Aloísio. «Era o Dream Team, uma equipa muito boa, embora a actual seja ainda melhor», lembra imediatamente o brasileiro, em conversa com o Maisfutebol.

«O Barcelona actual é a melhor equipa do Mundo mas o F.C. Porto também tem as suas armas. Acredito que o Porto pode vencer o Barça. Vai ser um jogo interessante», atira Aloísio, desde o Brasil. Actualmente, é director-desportivo do Porto Alegre Futebol Clube.

Villas-Boas recorda a derrota de 1994

A 27 de Abril de 1994, na meia-final da Taça dos Campeões Europeus, o Barcelona venceu o F.C. Porto por 3-0, em Camp Nou. André Villas-Boas tinha 16 anos e conhecera Bobby Robson pouco antes, definindo nessa altura o seu futuro. O jovem começava a aparecer no clube.

«Lembro-me do André muito bem, foi sempre uma pessoa que trabalhou bastante e cresceu como observador. Teve pessoas importantes que lhe permitiram assimilar experiência importantes, como Robson e Mourinho», recorda Aloísio, que jogou no clube portista entre 1990 e 2001.

Antes, o central brasileiro passara duas épocas no Barcelona de Cruijff. «Era a escola holandesa a fundir-se com uma identidade própria do clube. Quem chega ao Barça, mesmo os estrangeiros, assimala rapidamente um ADN próprio. Quanto ao Guardiola, já fazia alguns treinos com a nossa equipa, enquanto lá estive, com Cruijff, mas só apareceu a jogar depois de eu sair».

Confronto com a fonte de inspiração

Para André Villas-Boas, a Supertaça Europeia de 26 de Agosto permitirá o confronto com uma fonte de inspiração. «Guardiola é uma inspiração para mim, todos os dias. Felizmente, tive a oportunidade de finalmente o conhecer em Fevereiro. Inspiro-me não só mas também na sua filosofia, na filosofia do Barcelona, de Cruijff, de Rinus Michels», disse o técnico, após vencer a Liga Europa.

«A partir de agora, terei de inspirar-me em Villas-Boas também», devolveu Guardiola, antes da final da Liga dos Campeões.

Aloísio encontra alguns pontos de comparação entre F.C. Porto e Barcelona: «Não é fácil comparar a identidade das regiões, dos clubes, mas o futebol é bem parecido sim, com diferente qualidade dos jogadores.»

«Pressionar na fase de construção»

O ex-defesa brasileiro nunca foi feliz nos duelos entre F.C. Porto e Barcelona e prevê dificuldades. «O Barcelona tem a sua identidade de jogo mas também a marca de Guardiola. Parece que fazem tudo sem esforço. Comparado com o Dream Team, é uma equipa mais equilibrada e técnica, com uma cultura táctica superior», frisa.

«De qualquer forma, o Porto pode equilibrar. Tem o Falcao, o Hulk e deve procurar pressionar o Xavi e o Iniesta logo na fase da construção, algo a que eles não estão tão habituados. Será muito difícil mas o F.C. Porto também fez uma grande época. O André teve uma estreia de sonho, foi uma aposta bem conseguida e espero que continuem a ser feliz», conclui Aloísio, assumindo-se como eterno portista.

Barcelona: só uma pergunta, quando acaba?

Exibição notável em Londres, na final da Liga dos Campeões, não deu hipótese ao Manchester United
Por Luís Sobral

Não é preciso escrever muito sobre o Barcelona, porque toda a gente sabe o que significa essa palavra, quando aplicada ao futebol.

Este sábado, em Londres, a equipa de Guardiola derrotou sem dificuldade o Manchester United. Jogando bem com a bola e de forma espantosa sempre que não a teve, o que sucedeu durante pouco tempo, como é costume.

O Barcelona tem tudo e por isso é normal que ganhe. Tem alma, tem talento, tem sentido colectivo, tem experiência, tem até o melhor jogador do mundo. Tem porque soube construir cada uma destas coisas. Umas demoraram anos, outras décadas.

Tudo junto, o Barcelona demonstrou que está muito acima de todos os outros. Todos. Pelo que se viu, o Real Madrid é bem capaz de ser a equipa que, hoje, mais perto se coloca. E mesmo assim esse «perto» é um bocado longe, como se viu esta época.

A propósito de uma equipa assim não vale a pena tentar falar em árbitros ou quebras de desportivismo. O Barcelona é bom como poucos alguma vez foram no futebol mundial.

Agora, resta uma pergunta: até quando durará este Barcelona? A resposta ditará a ambição justa para os outros grandes clubes europeus com sede de títulos. Porque enquanto houver este Barça, podem pensar em outras coisas. As vitórias serão catalãs.

Barcelona: festejos transformaram-se em violência



O Sistema de Emergências Médicas (SEM) confirmou que se registaram 132 feridos, enquanto as forças policiais detiveram 111 indivíduos.
Por Redacção com MM

A noite deveria ser de festa na Catalunha, mas, após a vitória do Barça na Liga dos Campeões, gerou-se uma onda de violência em vários pontos de Barcelona. O Sistema de Emergências Médicas (SEM) confirmou que se registaram 132 feridos, enquanto as forças policiais detiveram 111 indivíduos, por desordem pública, lançamento de objectos, danos a mobiliário urbano e atentados contra agentes de autoridade.

Os incidentes ocorreram fora da Praça da Catalunha, onde estavam centenas de manifestantes do Movimento 15 de Maio (15-M), que reclama por uma mudança política no país.

sábado, 28 de maio de 2011

Pancada Central

O BENFICA DESMENTIU QUALQUER INTERESSE DA JUDICIÁRIA NO ROBERTO.
COM UMA ÉPOCA COMO A QUE O ROBERTO FEZ, SERÁ MUITO DIFÍCIL QUE SE INTERESSEM POR ELE.



FC Porto estica ao máximo a corda por Falcao



Por Carlos Vara

4,5 milhões de euros pela renovação até 2015.

Proposta que o FC Porto colocou em cima da mesa de Radamel Falcao: renovação do contrato por mais dois anos, até 2015, e aumento salarial expressivo, são-lhe oferecidos 4,5 milhões de euros pela renovação.

É um convite aliciante, serão poucos os jogadores em Portugal a auferir salário a rondar os 200 mil euros/mês mas esta é a forma definida pelo FC Porto para esticar a corda ao máximo, tentando cativar o internacional colombiano para a renovação do contrato, que expira em 2013. Eventualmente, o único jogador do FC Porto que se aproximou desta linha salarial foi Lucho González,em condições muito especiais, pois também era superdesejado Falcao ainda não terá dado resposta a esta proposta tão consistente, mas o clube espera que o colombiano se decida o mais depressa possível - e, sobretudo, que a aceite.

Arias: «James diz-me coisas muito boas do Sporting»



LATERAL COLOMBIANO PODE REFORÇAR LEÕES
Autor: JOSÉ CARLOS FREITAS

Santiago Arias, defesa-direito do La Equidad, do Bogotá, Colômbia, poderá ser um dos reforços do Sporting para a próxima temporada, seguindo as pesadas do seu compatriota Dayro Moreno, do Once Caldas. Aos 19 anos, Arias é considerado uma das maiores promessas do futebol do seu país, tendo já um percurso importante nas seleções jovens colombianas e integrando o plantel profissional do La Equidad desde 2009.

Os responsáveis do Sporting estão de posse das melhores informações sobre o jogador e poderão avançar para o negócio com o presidente do La Equidad, Clemente Parente, caso entendam ser necessário reforçar a equipa no sector defensivo – como aliás foi ontem admitido por Carlos Freitas na apresentação do defesa Rodríguez.

Prefiro o FC Porto