segunda-feira, 14 de março de 2011

El pistolero e o compatriota

Desta vez os papéis de James e Falcao invertem - se
Por Redacção
Líder não quebra: Falcao resolve e Rodríguez confirma.O F.C. Porto venceu o V. Guimarães neste sábado (2-0), no Dragão, em jogo relativo à 22ª jornada. Um triunfo que permite aumentar para onze pontos a vantagem provisória sobre o segundo classificado, o Benfica, que só joga neste domingo em Braga.

Sem Hulk, a equipa de André Villas-Boas sentiu dificuldades perante um V. Guimarães personalizado, ficando a zero na primeira parte. Mas um bom passe do colombiano James Rodríguez permitiu ao seu compatriota Falcao abrir o marcador com um remate cruzado de pé direito, aos 67 minutos. No período de descontos, Cristián Rodríguez apontou o segundo frente aos vitorianos, que acabaram reduzidos a dez por expulsão de Ndiaye (86 m) e se mantêm no 5º lugar, em igualdade com o Paços de Ferreira e com mais três pontos do que o Nacional.

DA COLÔMBIA com muita classe. Falcao e James, claro.


Ruído rapidamente abafado

Guarín entrou em campo quando os ponteiros do relógio começavam a ameaçar. Varela, um dos mais inconformados nesse período, abandonou o terreno de jogo pouco depois, por troca com Cristian Rodriguez (65m). Os adeptos estranharam. E James, fica em campo? Fica.

Em três minutos, os treinadores de bancada perceberam que nem tudo vem nos livros, ou nos jornais. Villas-Boas acreditou em James e o miúdo estendeu a passadeira para o golo de Radamel Falcao. Bola em profundidade, remate cruzado, 1-0! Quando James cedeu o seu lugar a Ruben Micael, recebeu uma ovação e não palmas tímidas.

F.C. Porto-V. Guimarães, 2-0 (crónica)


O líder tarda mas não falha com um banco a render juros
Por Vítor Hugo Alvarenga

O líder tarda mas não falha. Décima vitória consecutiva na Liga, afastando qualquer tentativa de pressão oriunda do sul. O F.C. Porto superou um minhoto europeu e fica a torcer pelo outro. Falcao e Cristian Rodriguez abateram o Vitória (2-0).

A espera foi longa. A estratégia de Manuel Machado amarrou um Dragão órfão de Hulk mas ruiu como um baralho de cartas, quando a segunda ofensiva azul e branca chegou à baliza de Nilson.

Foi, antes de mais, uma vitória de André Villas-Boas. Mexeu bem e provou ter um banco com soluções à altura, quando a ausência de Walter continua a incomodar. Guarín, Rodriguez e Ruben Micael, mais o resistente James, confirmaram o triunfo azul e branca.

Desespero antes de o ser

O F.C. Porto passara a primeira meia-hora a disputar território com o Vitória e meros quinze minutos a dominar por inteiro, ansiando por um golo em cima do intervalo. Não apareceu. Veio a segunda parte e novo ataque em força, que o jeito escasseava na fria noite de sábado.

O Vitória, constantemente reinventado por Manuel Machado, surgiu no Dragão com trincos (Cléber) disfarçados de centrais, laterais convertidos em médios ofensivos (Jorge Ribeiro) e falsos avançados a aparecer de todo o lado, sem ordem previsível para os adversários.

Belluschi a menos

Quando os adeptos vitorianos ocuparam o seu sector no recinto portista, a equipa visitante estava por cima. E assim esteve, a espaços, obrigando o F.C. Porto a pensar duas vezes antes de subir o bloco rumo à baliza de Nilson. Qualquer deslize redundaria num contra-ataque letal, percebeu-se.

Falcao teve duas oportunidades na primeira parte, Alvaro Pereira uma. Ambos tomaram decisões erradas, Nilson fez o resto para conservar o nulo. No reatamento, como referido, o F.C. Porto correu contra o tempo e a perspectiva de aflição.

André Villas-Boas não perdeu a aposta em Maicon, sentando Otamendi no banco, mas James Rodriguez tardou em apagar a memória de Hulk. Se Belluschi estivesse nos seus dias, esta realidade seria coberta pelo manto do espectáculo. Não estava, longe disso. Foi o primeiro a sair, quando o técnico decidiu mexer.

Ruído rapidamente abafado

Guarín entrou em campo quando os ponteiros do relógio começavam a ameaçar. Varela, um dos mais inconformados nesse período, abandonou o terreno de jogo pouco depois, por troca com Cristian Rodriguez (65m). Os adeptos estranharam. E James, fica em campo? Fica.

Em três minutos, os treinadores de bancada perceberam que nem tudo vem nos livros, ou nos jornais. Villas-Boas acreditou em James e o miúdo estendeu a passadeira para o golo de Radamel Falcao. Bola em profundidade, remate cruzado, 1-0!

Em Olhão, o F.C. Porto marcou na mesma altura, mais segundo menos segundo, já com o banco a render juros.

Lençol remendado

Manuel Machado mexera em dose dupla, ainda antes do tento inaugural, mas o Vitória pouco fizera nos segundos quarenta e cinco minutos. Aceitou a pressão do F.C. Porto e acreditou em demasia na falta de inspiração. Momentânea, lá está. Cléber, central adaptado, não teve pernas nem soube cobrir espaço no remate de Falcao.

O jogo terminou aí. A estratégia vitoriana passava por um lençol esticado, depois encolhido e, quando quis alargar de novo, já estava furado. Os dragões perceberam e atacaram com método, sem loucuras.

Quando James cedeu o seu lugar a Ruben Micael, recebeu uma ovação e não palmas tímidas. Mérito de Villas-Boas, antes de mais. Varela estava em crescendo e seria uma substituição facilmente condenável. Assim, mão à palmatória. A chave do encontro ficou nas mãos do colombiano e do incontornável Falcao.

Ruben Micael comprovou a noite inspirada do técnico azul e branco. Perdeu tempo num lance, ganhou noutro ao isolar Cristian Rodriguez para o 2-0. Festa completa no Dragão.

F.C. Porto-V. Guimarães, 2-0 (destaques)

Falcao, fundamental como sempre

Falcao, há coisas que não mudam, não é?
O F.C. Porto não estava a ter um jogo fácil. Mandava no futebol, é certo, jogava mais perto da baliza adversária do que o contrário, mas encontrava uma dificuldade notória em criar situações de golo. Pela primeira vez esta temporada, aliás, chegou ao intervalo de um jogo do campeonato no Dragão sem marcar, e sem vencer. O que parecia indicar algo de novo. Parecia, de facto. Mas há coisas que não mudam nunca: Falcao. Contra todas as novas tendências, o colombiano surgiu a fazer o golo que valeu o triunfo. Ao minuto 68, como fizera em Olhão. Um minuto feliz, decididamente. Já na primeira parte, de resto, Falcao tinha ficado duas vezes perto do golo (não podem dizer que não tinha avisado, portanto), mas as finalizações tinham sido paradas por Nilson.

James, de colombiano para colombiano
Começou bem, caiu de produção, mas voltou a tempo de ser decisivo. Absolutamente decisivo, aliás: excelente assistência para o golo de Falcao. Uma assistência de grande jogador. Ele que depois rematou a rasar o poste. Tem talento e isso vale tudo, mesmo quando parece numa noite infeliz.

Rodriguez, que regresso!
É certo que jogou na melhor fase do F.C. Porto, após o golo de Falcao que tranquilizou o futebol da equipa e proporcionou algumas das melhores jogadas. Mas é certo também que Rodriguez contribuiu muito para isso, ele que entrou cheio de vontade. Como prémio fez o golo da tranquilidade.

Álvaro Pereira, pela esquerda, correr, correr
Quase marcava, ainda na primeira parte, o que não é uma novidade mas quase: marcou ao Juv. de Évora, apenas. O remate saiu torto, porém. Além disso, deu profundidade à esquerda, fartou-se de correr, de ganhar a linha de fundo e de cruzar. Nem tudo lhe saiu bem, mas agitou o jogo.

João Moutinho, melhor do que recentemente
Fez um remate aos 82 minutos, na marcação de um livre, que proporcionou a Nilson grande defesa. Não chegou para fazer o primeiro golo na liga, mas coroou uma exibição melhor do que as últimas, consistente, adulta e mais solta. Sobretudo na segunda parte, após a entrada de Guarín.

Nilson, adiou o golo até ao inadiável
O guarda-redes aguentou o nulo até ao limite do possível com em duas ou três defesas qualidade, mais uma mão-cheia de outras sem a mesma espectacularidade. Parou, por exemplo, um remate e um cabeceamento de Falcao na primeira parte, e impediu o golo de Moutinho numa defesa após um livre.

Bruno Teles, velocidade à esquerda
O lateral foi, à semelhança do que aconteceu no F.C. Porto com Álvaro Pereira, um dos alimentadores do ataque da equipa. Em velocidade, colado à linha, estendeu o futebol e apoiou o ataque. Na defesa tapou o flanco e ganhou vários despiques individuais, nas saídas para o ataque correu que se fartou.

Eternos Idolos

quarta-feira, 2 de março de 2011

O Mundo é Pequeno de Mais para Tanto Talento




Não há espaço para tanto talento, foi por isso que até à data ainda só os encontramos duas vezes juntos em campo.

Liga dos Campeões: FC Porto 2-1 Arsenal (17-02-2010)

Não foi assim há tanto tempo que o FC Porto ganhou ao Arsenal. Equipa, que derrotou a actual, melhor equipa do mundo, o Barcelona.